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Faisão


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Chrysolophus pictus

Originários da Ásia, os faisões tornaram-se aves de grande valor comercial pela beleza da plumagem e pelo sabor requintado de sua carne. A criação de faisões exige cuidados especiais. Por possuírem comportamento agressivo, devem permanecer em instalações adequadas, onde não haja superpopulação. Assim é possível evitar o canibalismo entre as aves.
Bonitos e exóticos, os faisões nunca deixaram de ser uma das aves mais cobiçadas por criadores experientes e até por curiosos. Eles se adaptam a qualquer tipo de clima, dos mais quentes aos mais gélidos do mundo. Seu nome foi dado em homenagem ao Rio Fases, na Rússia. Não foi por acaso que variadas espécies desta ave se espalharam pelos continentes causando confusão quanto aos seus países de origem.

Originários do Tibete e da Índia, o faisão foi levado aos Estados Unidos e Europa para ser usado como caça. Porém, a ave se proliferou de tal forma que hoje existem mais de 20 milhões de faisões soltos nessas regiões e já é considerado uma ave nativa do local. Em todo o mundo há aproximadamente 49 espécies do animal. Dessas, 46 são criadas em cativeiros e possuem mais 100 variedades, e é a ave com maior número de espécies domesticadas.

Assim como o pavão, os faisões têm uma diferenciação sexual muito grande que pode ser notada aos 90 dias de vida quando a ave troca sua plumagem. Os machos são maiores, com penas bem mais coloridas e brilhantes que a fêmea. Na época do acasalamento, os machos realizam grandes exibições para chamar a atenção da faisoa e neste período, geralmente, apresentam um comportamento agressivo e polígamo. Classificados como aves de grande valor comercial, principalmente quando são destinados ao ornamento, alguns casais de faisões chegam a custar US$ 2.500. Assim já dá para Ter uma idéia de como este tipo de criação pode se tornar uma atividade altamente lucrativa para o produtor rural.

Obs. Alimentação: um faisão de porte médio consome até os 150 dias de vida cerca de 10,5 quilos de ração ou, em media 70 gramas diárias. Já a faisoa, consome até os 180 dias 12,6 quilos e pesa 200 gramas a menos que o macho. Aos 5 meses, o macho pesa 1,2 quilo, enquanto a fêmea, aos 6 meses de idade peso apenas 1 quilo.

Abate

Se tratadas adequadamente, as espécies para abate atingem em 7 meses o peso ideal, que é de 900 a 1200 gramas, limpo.

As formas de abate são basicamente as mesmas utilizadas para os frangos: degolamento externo ou interno, deslocamento do pescoço e decepamento da cabeça.

Depois de sacrificada e limpa, a ave deverá ser congelada ou resfriada imediatamente, a uma temperatura de -20ºC, sua validade mínima para consumo é de 3 meses.

O depenamento dos faisões é feito da mesma forma que o dos frangos. As penas mais longas da cauda devem ser retiradas com a mão, com cuidado para não arrancar a pele, e guardadas, pois têm valor comercial.


Principais técnicas de depenamento:

- com cera

- por escaldamento ( água a 90ºC)

- por semi-escaldamento (água a 53ºC)

- a seco ( com a ave quente, antes da rigidez muscular)

- à máquina (escala industrial)


A retirada dos órgãos internos do faisão é feita com 3 cortes: um na altura do "ombro", para retirar o papo; o seguinte ao redor do ânus e o último, na parte traseira, para retiras as vísceras.

Aspectos econômicos/comerciais/gerencias

Existe no Brasil uma grande demanda por faisões, tanto os destinados para o abate ( hotéis, restaurantes e particulares), quanto os destinados à ornamentação ou ao mercado rendoso de reprodutores.

Os faisões são adquiridos pelos restaurantes abatidos, limpos, congelados ou resfriados, prontos para o preparo.

No Brasil, é comum a venda por unidade, e não por peso, que deve ficar entre 900 e 1200 gramas.

Os preços podem variar de acordo com a época do ano e maior oferta ou procura.

Os faisões oferecem também, além da carne, vários subprodutos, que alcançam ótimos valores de mercado, como as penas ( para fantasias de carnaval e adubo), esterco, detritos (ossos, vísceras, patas, cabeça para adubo, farinha de carne e óleos para fabricação de sabão).

Existe também um outro tipo de atividade econômica que é inexplorada no Brasil: o esporte da caça.

Na Europa e Estados Unidos existem muitos criadores que se dedicam à exploração da caça, preferindo para este esporte o faisão coleira.

Durante certos períodos do ano, especialmente na primavera, os criadores abrem suas fazendas ao público em geral, que paga uma taxa relativamente alta na entrada, além de certo valor por ave morta.

É um esporte popular entre os amantes da caça esportiva e resulta num excelente negócio para o criador.

Este segmento de mercado tem grande potencial, em se tratando da grande atividade de lazer que se desenvolve nos finais de semana próximo aos grandes centros urbanos.

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