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Capivara


Manejo Reprodutivo

A maturidade sexual é atingida entre quinze e vinte e quatro meses de vida, quando o animal pesa entre 30 e 40Kg, dependendo da época em que nasce e das qualidades de seu habitat. Em cativeiro, este período de maturação costuma ser mais curto.

Embora possam cruzar o ano todo, foi observado que os acasalamentos tendem a ser intensos no inicio do ano, nos primeiros dias de janeiro. Nesta época, as capivaras formam os casais, mas fêmeas isoladas dentro do grupo aceitam vários machos diferentes.

Na Venezuela, o macho é sexualmente ativo o ano todo. O período de estímulo sexual na fêmea tem duração média de 7,5 dias. Elas podem engravidar o ano todo, porém a atividade reprodutiva se acentua na época das chuvas. A maioria das fêmeas, naquele país, é fecundada entre abril e maio.

No pantanal mato-grossense, a fecundação é feita nos meses de outubro o novembro.

No período de acasalamento, a glândula do focinho do macho torna-se mais proeminente e sua secreção funciona como atrativo para a fêmea.

Reprodução em cativeiro

Junta um macho com cinco a seis fêmeas. Deve-se dar preferência a animais jovens. Observam-se os períodos de cruzamento, identificando as fêmeas. É recomendável acompanhar o pré-parto e o parto, verificando, principalmente, se há tentativas de agressão por parte dos outros animais. Não havendo, deixe-os juntos. No caso de se achar que poderá haver agressão, coloca-se a fêmea prenhe na baia maternidade. Deve-se evitar o manuseio de fêmeas grávidas.

O desmame dos filhotes deverá ocorrer após o segundo mês. Aproveita-se esta idade para a formação de novos grupos, quando é possível a troca de machos-irmãos por outros não parentes, evitando a consangüinidade.

O ritual da corte

A fêmea caminha lentamente, seguida de perto pelo macho, que termina por cercá-la, iniciando sua corte em terra. O macho percebe o cio da fêmea, possivelmente por estímulos olfativos. Pode estimular a fêmea tocando a genitália e a região anal com a boca. Dirige-se para a água continuando o cortejo, onde executa diversos tipos de nado. Em terra, a fêmea acompanha os movimentos do macho. A corte pode durar de cinco a vinte minutos, após o que a fêmea dirige-se para a margem, seguida pelo macho. Quando, finalmente, entram na água rasa, ocorre a cópula, que dura aproximadamente cinco segundos, mas o casal pode repetir o ato sexual até quinze vezes.

O macho pode querer também cobrir a fêmea em água muito rasa, mas raramente obtém êxito. Ë possível que animais sexualmente incitados consigam copular em terra. No entanto, a copulação normal requer o corpo coberto de água.

Gestação e parto

O período de gestação varia de 120 a 140 dias. Uma fêmea adulta pode ter mais de uma cria por ano, variando o número de filhotes de dois a seis em cada ninhada.

Os nascimentos podem ocorrer, principalmente, nos meses quentes do ano, de setembro a maio. Próximo à época de nascimento dos filhotes, a fêmea aparta-se do grupo, procurando um lugar abrigado para fazer o ninho com capim e folhas. Nesse ninho, os filhotes permanecem entre dois e quatro dias.

No processo de Incorporação, as fêmeas dominantes, juntamente com seus filhotes, são prontamente aceitas pelo grupo, enquanto as fêmeas submissas necessitam de uma espécie de "permissão"; os elementos do grupo encostam os focinhos, num processo de reconhecimento e apresentação.

Depois de incorporados, os filhotes recebem cuidados e proteção de todo o grupo, permanecendo com a mãe por um período de, aproximadamente, quatro meses. Mesmo não existindo processo de adoção especifico, os filhotes órfãos podem ser amamentados por outras fêmeas do grupo.

Os filhotes aceitos são respeitados por todos os membros do grupo, têm total liberdade de movimento e nunca são atacados ou feridos propositalmente.

Capacidade produtiva

A capivara é cerca de seis vezes mais eficiente que o bovino na capacidade reprodutora, nas condições naturais dos campos. Em relação a ela podem ser aproveitados 40% da manada, sem detrimento do potencial reprodutivo do grupo, desde que se considerem as necessidades que esses animais têm de utilizar seu território baseado no comportamento social, definindo as áreas de pastoreio descanso e banho. A ocupação territorial, bem como sua delimitação, é necessária quando se planejam criadouros para exploração extensiva ou em regime de semi-extensiva ("semi-cativeiro").

O processo de digestão nas capivaras é muito eficiente, destacando sua alta capacidade de digerir alimentos fibrosos. O ganho de peso está ligado à grande eficiência de conversão de alimento, aumentando de 38 a 127g/dia, alimentando-se de gramíneas cortadas, e 89 a 127g/dia com o mesmo pasto mais ração. Em liberdade, o ganho de peso é baixo, situando-se entre 62 e 67g/dia.

Nas experiências de criação de capivaras em cativeiro, destaca-se a alta capacidade reprodutiva (até dois partos ao ano), a alta taxa de sobrevivência das crias desmamadas e a facilidade de sua criação em cativeiro, desde que se atenda às suas necessidades no que diz respeito às suas necessidades no que diz respeito às instalações, alimentação e manejo.

Conclui-se que o tamanho ideal para um grupo reprodutivo, em cativeiro, é de um macho para seis ou sete fêmeas, em 30m2.

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