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Capivara


Características

Classificação

Capivara (Família Hydrochaefldae)

A família possui apenas um gênero vivente, com duas espécies, uma habitando o Panamá (Hydrochaeris isthmius).

Devido a semelhanças estruturais, as capivaras já foram incluídas na família Caviidae (preás).

Capivara (Hydrochoerus hydrochaeris)

O nome capivara deriva da palavra tupi Kapi-wara, mas ela pode ser também conhecida por diversos outros nomes regionais, como: carpincho, chiguire, capybara, poncho e ronsoco. Sua classificação zoológica:

- classe: Mammalia;
- ordem: Rodentie;
- família: Hydrochoeridae;
- gênero e espécie: Hydrochoerus hydrochaeris.

Descrevem-se quatro subespécies, ocupando a seguinte geográfica.

- H. hydrochaeris dabbnel (Rovereto): Paraguai e nordeste da Argentina;
- H. hydrochaerís hydrochaeris (Lineu): Venezuela, Guianas até o sul do Brasil, Colômbia, Peru até o litoral atlântico;
- H. hydrochaeris isthmius (Goldman): noroeste da América do Sul, norte da Colômbia, oeste da Venezuela, estendendo-se até o Panamá;
- H. hydrochaerls uruguayensis (C. Ameghino e Rovereto): Uruguai e leste da Argentina.

Características Biológicas

A capivara é o maior roedor atualmente vivo. Chega a medir 1,30m de comprimento e 0,60m de altura. Pode pesar até 100Kg, porém seu peso médio é de 50Kg para as fêmeas e 60Kg para os machos.

Seu pêlo é castanho-escuro. Os olhos e narinas estão situados bem acima na cabeça e suas patas são providas de membrana natatória, que toma mais eficiente o ato de nadar.

São providas de quatro dedos nas patas anteriores (PA) e três nas patas posteriores (PP), dispostos em forma radial, dotados de unhas curtas e fortes, semelhantes a cascos, e unidos por membranas interdigitais.

Os rastos das PA são compostos, normalmente, pelos segundo, terceiro e quarto dígitos, sendo o terceiro um pouco mais alongado. O primeiro dedo dificilmente toca o solo, mas alongado, mas quando o faz deixa uma impressão fraca e ovalada, localizada lateralmente no extremo posterior da pegada. A palma é bem marcada. Os rastos das PP são maiores, mostrando os três dedos alongados, dos quais o mediano é maior. A impressão da sola tem formato levemente reniforme, com a concavidade no seu bordo proximal. As marcas dos dedos laterais nem sempre se fundem à marca da sola.

Corpo compacto, pernas relativamente curtas, sem cauda, tem aparência semelhante às preás, apesar do tamanho avantajado. A coloração geral é marrom, com tons avermelhados sendo, inferiormente, cinza amarelada. A cabeça é grande, com orelhas e olhos localizados bem no alto, o que facilita ao animal a permanência dentro d'água.

O focinho é alto e obtuso. Os pés anteriores têm quatro dedos e os posteriores três, todos com unhas grossas, semelhante a verdadeiros cascos. Os dedos são unidos na base por uma membrana.

Não existem diferenças sexuais marcantes, pois os órgãos genitais encontram-se encerrados em uma prega cutânea que os recobre, assim como o ânus, exibindo externamente apenas um orifício semelhante à cloaca. Os testículos não descem totalmente para a bolsa escrotal, podendo ser apalpados sob a pele.

Como caráter secundário de dimorfismo sexual, pode ser citado um intumescimento glandular na parte superior do focinho dos machos adultos. Este é de forma oval, de cor preta, brilhante, desprovido de pêlos, constituído por um aglomerado de glândulas sebáceas que, quando comprimidas, expelem uma substância;

Habitat

Largamente distribuídas pelo Brasil, as capivaras são animais de hábitos gregários (vivem em grupos), semi-aquáticos e crepusculares. Vivem em local com densa vegetação associada a charcos, lagos, rios, córregos, banhados e pântanos. No Pantanal Mato-grossense, costuma pastar em campo aberto, mesmo durante o dia.

Comportamento

Sendo um animal essencialmente herbívoro, em sua dieta chega a ingerir de 3 a 4Kg de vegetação fresca, diariamente, e digere mais da metade da matéria orgânica, Inclusive libras. Sua dentição, com Incisivos de crescimento contínuo (características dos roedores), e sua forte mandíbula facilitam o corte e O triturar de vegetação. Alimenta-se também de vegetais aquáticos que crescem às margens dos rios, lagos e regiões pantanosas.

A capivara procura manter seu território sempre próximo à água, bosques ribeirinhos, praias fluviais, pântanos, antigos leitos de rios etc.

As maiores concentrações desse animal são encontradas nas zonas inundáveis das savanas da Colômbia e Venezuela e no pantanal Mato-grossense, no Brasil e no Paraguai.

A capivara é um animal que precisa de água (para beber, nadar, mergulhar, comer, proteger-se), terra seca para descansar e vegetação para pastar. Ela pasta nas savanas com até 500m de distância das margens. Assim, o padrão de distribuição dos componentes grupais na água, na terra seca e na pastagem é fator determinante para saber quantos animais podem suportar determinada região, influenciando também o desenvolvimento individual.

Esta espécie não costuma construir abrigos ou cavar túneis, mas aproveita os refúgios naturais, inclusive no período de reprodução. Seus habitats preferidos são:

  • selva em galeria, onde a vegetação cerrada oferece excelente refúgio, com a desvantagem da escassez de ervas, o que obriga o animal a sair para regiões próximas onde exista alimento;
  • orla de lagoas permanentes, em meio p um bosque - ótimo habitat, pois o alimento está disponível no solo e na vegetação aquática;
  • bosques rodeados de savanas, muito freqüentados por capivaras, oferecendo-lhes abrigo natural;
  • matas espinhosas circundadas por água, que além de permitir a cômoda obtenção de alimentos, oferecem um bom refúgio.

As capivaras possuem hábitos diurnos, mas, com a presença do homem, podem adquirir hábitos noturnos. Vivem, normalmente, em grupos familiares de dois a trinta Indivíduos, segundo a densidade populacional, o tipo de habitat e a estação. Cada grupo forma um núcleo familiar, constituído pelos animais adultos que se uniram no inicio e seu filhotes. Uma vez estruturado, o grupo toma-se fechado, não permitindo mais a entrada de elementos adultos Animais muito jovens podem ser aceitos e incorporados ao bando.

Existe sempre um casal dominante, podendo ocorrer mudanças na posição dos dominantes e submissos. Mas de forma geral, esta espécie possui hierarquia social relativamente estável.

Cada grupo possui uma demarcação efetiva de território, estabelecida pelos dominantes. Esta demarcação pode ser identificada pelas marcas de dentes e odores que eles deixam no solo e na vegetação. Na marcação, a glândula sebácea do nariz do macho é esfregada nos arbustos rasteiros. Outra forma de o animal marcar seu território é arrastando a parte inferior do corpo, de modo que as glândulas odoríferas genitais entrem em contato com o chão. As fêmeas também participam da demarcação de território, da mesma maneira que o macho, porém somente nos locais já marcados por ele.

Em habitats naturais, as atividades de pastoreio se fazem a partir das dezesseis horas e vão até o anoitecer. Nas horas mais quentes, as capivaras costumam se banhar. São relativamente mansas em locais que ofereçam tranqüilidade, porém ruídos e perseguições podem tomá-las arredias e de hábitos estritamente noturnos.

Sempre que possível, a capivara seleciona seus pastos de acordo com o seu teor protéico. Pela forma de seus dentes Incisivos, pode consumir os pastos curtos e fibrosos das gramíneas. Pastos verdes, feno, tubérculos, frutos e alimentos concentrados (ração de roedores) têm sido utilizados como dieta em cativeiro.

Os dentes incisivos da capivara crescem continuamente, alguns milímetros por semana, para compensar o desgaste.

Participando do ecossistema - relacionamento entre o meio ambiente a flora e a fauna -, a capivara tem como predadores naturais as onças, os jacarés e as piranhas, mas a caça indiscriminada é o principal fator de depredação deste animal. Em cativeiro, a capivara vive em média doze anos.

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