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Própolis

História

Uma resina era utilizada pêlos sacerdotes egípcios nos rituais de mumificação, esta resina, mais tarde foi nomeada pêlos gregos de PRÓPOLIS, que significa: PRÓ(significa a favor de) e POLIS(cidade). A própolis é citada como medicinal desde 1700 aC. O famoso médico grego Claudio Galeno e o filósofo persa Avicena escreveram que esta cera negra( referindo-se à própolis) era um remédio muito promissor.

Os Incas utilizavam esta cera em infecções gerais e febris. Mas sua maior aplicação foi na guerra dos boers na Africa do Sul onde utilizaram a própolis extraída em álcool para feridas inflamadas e como cicatrizante. Atualmente a própolis vem ganhando muito valor no mercado, mas até pouco tempo atrás era tida como um produto indesejado na colmeia.

Composição:

A própolis é uma substância resinosa, balsâmica de consistência viscosa, variando do verde escuro, castanho, roxo e quase preto, dependendo de sua origem botânica. Apresentando um sabor acre e levemente amargo, odor agradável e doce, quando queimada exala um odor de resina aromática.

  • Resinas e bálsamos: 50/60%
  • Ceras: 30/40%
  • Pólen:5%
  • Restante: minerai, enzimas, ácidos graxos e vitaminas em pequenas proporções

Na Colmeia:

Desde os tempos mais remotos em que as abelhas ainda não eram manejadas pelo homem elas já utilizavam desta resina para assepsia da colmeia.

- toda célula de onde nasceu uma abelha recebe uma pequena camada de própolis a fim reforçar a estrutura e fazer a assepsia do local, bem como:

  • diminuir a entrada da colmeia a fim de diminuir a circulação de ar barrar e entrada de inimigos e fechar frestas laterais e espaços menores que o espaço abelha.
  • Qualquer corpo estranho presente na colmeia que seja passível de causar danos à mesma, as abelhas o embalsamam com própolis
  • é utilizada nas paredes internas para manter o calor no inverno e não tão quente no verão.

Aplicações em humanos:

  • grande poder bactericida
  • doenças das vias respiratória e urinária
  • feridas, queimaduras, tumores e micoses
  • afecções da cavidade bucal
  • furúnculos
  • manchas na pele
  • herpes zoster
  • verrugas
  • etc

Manejo

Atualmente existem muitos tipos de coletores de própolis, cada um com sua vantagem e sua desvantagem. O mercado atual valoriza o material em placas, pois tem uma apresentação mais higiênica e menos susceptível de alterações

Tela sombrite: foi um método muito utilizado na exploração desta resina, onde se coloca a tela entre a tampa e os quadros quando a mesma se encontra cheia de própolis, retira-se a tela e introduz-se outra, a tela com própolis é colocada no freezer a fim de ficar quebradiça e então dobra-se a tela e retira-se o material bem pulverisado, é um método muito bom se for utilizado para produção particular, pois o mercado não aceita muito este tipo de material muito miúdo.

CPI (coletor de própolis inteligente), é constituído de uma caixa ninho, na qual a lateral é totalmente constituída de ripas móveis, que vão sendo retiradas gradativamente a fim de formar uma grande placa quase que homogênea. Este é um sistema de grande produtividade e produz um produto de alto valor no mercado, podendo chegar a R$ 80,00 (oitenta reais)/Kg.

Coletor de própolis pirassununga: seria uma melgueira com paredes móveis em forma de gavetas, as quais vão se afastando até formar uma placa contínua. Apresenta alta rentabilidade e forma um produto muito aceito no mercado.

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