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Qualidade de Carne


Embalagem: aparência vc. qualidade

Nesta pasta iremos tratar de um velho duelo existente no mercado da carne: Qualidade vs Aparência.

Para mediar este duelo nós temos um fator muito importante para a vida de prateleira dos alimentos: a embalagem.

Consumidor, faço-lhe uma pergunta: Você vai a um supermercado e se dirige a parte de carnes para comprar carne para o seu churrasco e você tem duas opções. A primeira consta de um produto embalado naquelas bandejas de isopor, cobertas com filme plástico e com uma aparência vermelha, vistosa. E a segunda consta do mesmo produto, mas embalado a vácuo e com uma cor arroxeada. Qual dos dois produtos você escolheria?

Com certeza você escolheria o primeiro, pois a carne está bem vermelha, passando a imagem de um produto em bom estado, saudável, um produto de qualidade.

Mas cuidado ao utilizar a palavra qualidade, pois os dois produtos podem estar em perfeita condição, mas com suas aparências um pouco modificadas.

Com isso, vocês puderam ver que as embalagens são essenciais no nosso dia-a-dia. Então, vamos ver os tipos de embalagens que encontramos no mercado e seus prós e contras.

Existem, hoje em dia, três tipos mais importantes: as permeáveis a gases, a vácuo e com atmosfera modificada.

Permeável a gases

Este tipo de embalagem é a mais utilizada para o armazenamento de carne bovina, tendo como principais representantes os filmes de polietileno e as bandejas de poliestireno.

A embalagem permeável a gases, como o próprio nome diz, permite que a carne realize somente trocas gasosas com o ambiente. Com isso a quantidade de Oxigênio necessária para que a carne continue vermelha não fica restrita.

Proprietários de casas de carnes e mercados, lembramos que a carne não deve ser guardada por muito tempo em sacos plásticos, pois este não permite a troca de gases do produto com o meio ambiente, fazendo com que a carne escureça.

 Validade do produto nesta embalagem: 2 a 3 dias em ambiente refrigerado.

A vácuo

No Brasil, a utilização de embalagens a vácuo vem crescendo a cada dia, tendo uma barreira somente na aceitação por parte do consumidor, pois ao retirar o ar de dentro da embalagem, tira-se também o Oxigênio, fazendo com que a carne adquira uma coloração arroxeada.

Utilizando as embalagens a vácuo, estamos prolongando a vida de prateleira da carne, fazendo com que a contaminação da mesma seja muito menor. Mas para que a embalagem funcione corretamente, é necessário que se preste atenção em algumas regras:

  •  A taxa de permeabilidade da embalagem tem de ser mínima, para que a carne tenha o menor contato possível com o Oxigênio.
  • Aderência da carne com a embalagem. Quanto menor o espaço entre a carne e o plástico, menor será a produção de líquido por parte da carne, diminuindo assim as condições ótimas de desenvolvimento dos microorganismos.
  • Quantidade de ar que foi retirada da embalagem, pois esta determina a quantidade de Oxigênio que permaneceu em contato com o produto.
  • Temperatura de estocagem. Quanto maior a temperatura, menos tempo o produto leva para se deteriorar.

Validade do produto nesta embalagem: 1 mês em ambiente refrigerado.

Embalagem de atmosfera modificada

Este é um processo equivalente à embalagem a vácuo, mas com uma etapa a mais, a de adição de gases otimizados.

Temos como principal funcionalidade deste tipo de embalagem, a otimização do meio em que a carne se encontra. No meio, é colocada uma mistura de gases, O2 e CO2, pois o O2 dá à carne uma coloração vermelha e o CO2 restringe o crescimento microbiano chegando , assim, a um produto final com aparência e com a ação microbiana ideais.

 

Permeável

Vácuo

Modificada

Aparência

+

-

+

Ação microbiana

-

+

+

Transporte

+/-

+

-

Custo

+

-

--

 




 

Através desta tabela podemos ver qual tipo de embalagem seria melhor para o seu tipo de estabelecimento. Faça sua opção e mãos a obra.

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