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Eqüino


Nutrição

Atualmente com o ressurgimento do interesse pelos cavalos, inúmeras pessoas se dedicam à atividade de criação ou prática espotiva com equinos. Surge então a necessidade de maior nível de informações científicas para a nutrição dos eqüinos, que este é aspecto atualmente mais deficitário em informação.

Tendo em vista a criação e produção dos animais de melhor qualidade e desempenho, torna-se fundamentalmente importante o informe nutricional dos mesmos, considerando-se que a alimentação é responsável por mais de 60% do desenvolvimento do animal. 

 A nutrição é capaz de, juntamente com um manejo adequado, exteriorizar a total capacidade genética do animal em crescer, reproduzir, trabalhar etc..., Não sendo possível modificar nenhuma característica genética do animal que seja preestabelecida geneticamente.

A prática alimentar deve adaptar-se aos novos conhecimentos da nutrição eqüina, com o objetivo de assegurar melhores resultados em matéria de saúde, fecundidade, resultados de provas e rentabilidade. O criador deve ter consciência de que não existem mágicas capazes de super dotarem seus animais. Deve sim duvidar daqueles que apresentarem manejos, porções ou fórmulas miraculosas, ao invés de sugestões racionais, que não agridam e afetem o metabolismo normal do animal.

Ao se alimentar os eqüinos  é de importância fundamental levar em consideração as funções desempenhadas no rebanho, ou seja; reprodução, trabalho, atletismo, lazer, etc... Com o conhecimento destas variáveis, poderão ser formuladas rações que atendam as exigências nutricionais específicas e determinar técnicas de manejo para cada animal ou grupo de animais, melhorando a performance geral do Haras.  

Desmama

A amamentação ou alimento é o primeiro modo de nutrição após o nascimento do potro. O leite é alimento apropriado fisiologicamente para o período de zero a quatro meses sendo que, após essa fase, deve-se começar a lhe oferecer outra alimentação como suplemento que corresponda a sua necessidade de assimilação. O colostro, o primeiro leite, muito rico em princípios nutritivos, vitaminas e minerais, também  possui propriedades imunizantes para algumas doenças assegurando a resistência a diversas moléstias na primeira idade.

Não é recomendável a superalimentação dos potros pois esta é incompatível com sua capacidade digestiva, além de não contar com dentes para a mastigação. A alimentação do potro deve ser feita com a devida cautela para evitar-se perturbações gástricas de efeito nefasto no desenvolvimento do animal. Gradativamente, separa-se a égua do potro por algumas horas diariamente afim de que o potrinho comece a comer um pouco de verde e alfafa, ou aveia moída.

Aleitamento Misto ou Artificial

Consiste na utilização de uma ama, outra fêmea abundante em leite, ou usar partes iguais de leite de vaca e égua adoçando com uma colher de açúcar por potro.

Utiliza-se o processo de aleitamento artificial ou misto quando ocorrem dificuldades tais como:

-Carência de leite materno, gerando pouco crescimento do potro;
-Necessidade de incrementar o desenvolvimento do potro.

Entretanto, deve ter cuidado para não provocar a amamentação excessiva do potro, pois esta é prejudicial podendo provocar diarréias perigosas.

Visto que os cavalos apresentam uma ordem prioritária de crescimento dos tecidos na seguinte ordem: nervoso, ósseo, muscular e adiposo, torna-se necessário a suplementação nutritiva adequada às exigências desta categoria, tanto em minerais, como protéico e vitamínicos.

A partir do 4º mês, as exigências protéicas e energéticas dos potrinhos são maiores do que os nutrientes fornecidos pelo leite da mãe. Nesta fase estes potros devem ser introduzidos ao sistema creep feeding, método desenvolvido para que haja uma introdução alimentar gradativa. Além de propiciar uma suplementação específica aos potros, congrega os mesmos não causando o trauma da desmama, propiciando bom equilíbrio psíquico ao animal.

Estimativa de crescimento

Idade (meses) Nascimento 6 12 18 24 36 48 60
%da Altura 56 78 88 93 95 98 100 100
%do peso 8 44 60 79 84 92 98 100

Obs.: esse quadro refere-se de modo geral para as raças precoces (crescimento até quatro anos)

Na raça Mangalarga, se tem um crescimento geralmente de:

Idade 1(dia) 12 (mês) 24 36 48 60 72
Altura(m) 0,99 1,45 1,52 1,55 1,57 1,59 1,60

Analisando os dados acima, notamos que o crescimento continua após 40 meses, tratando-se no caso de uma raça de crescimento tardio.

O primeiro passo para o arraçoamento racional é dividir os animais em categorias distintas (pelo menos quatro): potro até 12 meses; de 12 a 36 meses; égua em gestação e lactação; e animais em atividades esportivas. Deve-se considerar também o peso do animal em cada categoria dada:

Categoria 1

Até 12 meses: Proteína 850 grs; cálcio 30 grs; fósforo 20 grs
Peso de 150kg: Além de água, sal, volumosos e suplemento vitamínico
A 325kg : Quantidade de ração varia de 2 a 4 Kgs/dia.

Exemplos:
- Rolão de milho 50%, farelo de trigo 15%, concentrado protéico potencializado 35%;
- Quirera 30%, aveia 25%, farelo de trigo 10%, concentrado protéico potencializado 35%.

Pode ser utilizado qualquer balanceamento de ração, desde que se respeite o limite de 16 a 19% de proteína bruta (P.B.)

Categoria II

Éguas em gestação e lactação peso médio: 500 Kgs.
Exigências Nutritivas diárias por cabeça:
Gestação: Proteína l000grs; Cálcio 34 grs; Fósforo 28 grs.
Lactação: Proteína 1 300grs; Cálcio 47 grs; Fósforo 40 grs.Além de água, sal, volumosos e suplementos vitamínicos. Quantidade de ração varia de 4 a 5 Kgs/dia.

Exemplos:
- Rolão de milho 65%, farelo de trigo 10 %, concentrado protéico potencializado 25% .
- Quirera 45%, aveia 30%, concentrado protéico potencializado 25%.

A gestação deve ser entendida como um processo global, portanto a alimentação nutricional se faz necessária durante o processo todo da gestação, ao contrário de outras afirmações que realçam o terço do tempo final da gestação como mais importante. Ocorre que nos três últimos meses realmente se dá um aumento de peso do feto mais placenta, de 20kg para 50 Kg, decorrendo daí acreditar-se necessário maior volume de suplementação. Entretanto, como já foi dito, para ter desenvolvimento normal, o feto precisa ter sua suplementação desde do início da gestação.

Categoria III

Adultos em trabalho. Peso médio 500/600 Kg.
Exigências Nutritivas diárias por cabeça:
Proteína l000grs; Cálcio 22 grs; Fósforo 17 grs.
Além de água, sal, volumosos.
Quantidade de ração varia de 5 a 6 Kgs/dia

Exemplos:
- Rolão de milho 50%, aveia 30%, concentrado protéico potencializado 20%
- Quirera 40%, aveia 300%, concentrado protéico potencializado 300%

Os exemplos de rações citados foram escolhidos por serem facilmente adquiridos ou produzidos pelo criador, no entanto, poderão ser substituídos por outros quaisquer produzidos em cada região específica, desde de que sejam respeitados os índices ideais para cada categoria.

 

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