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Eqüino


O haras

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Para encararmos a eqüinocultura como uma atividade econômica de atual importância no Brasil, torna-se cada vez mais necessário que enfoquemos essa atividade com maior nível técnico, equacionando todos os inúmeros fatores diretamente ligados a ela.

É sabido e discutido por vários técnicos, que pouco ou nada adianta, todas as tecnologias "importadas" de países cujo clima se difere do nosso, como por exemplo, Estados Unidos, Europa, que são países de temperatura médias diferentes, com estações do ano (primavera, verão, etc.) bem determinadas e de clima bem temperado, sendo que no Brasil temos regiões de clima desde tropical a sub-tropical.

À medida que fomos importando animais de potencial genético bem superior aos encontrados em nosso rebanho brasileiro, houve necessidade de pesquisarmos cientificamente os aspectos que tratam da nutrição, instalações e manejo dos eqüinos, visando uma produção mais econômica de todos esses aspectos.

Dentre os vários trabalhos existentes sobre o assunto, relacionamos algumas recomendações do Dr. Roberto T. Losito de Carvalho, técnico bem conceituado com este meio , que passamos a seguir a relatar. Lembramos, no entanto, que o mais importante não é que sigamos "este fluxograma" literalmente, mas sim, que através do bom senso e da adequação técnica possível, possamos desenvolver um haras adequado as condições locais de cada propriedade.

Descrição do fluxograma

Garanhões - Cavalariças amplas, bem arejadas, com acesso a piquete bem gramado, suficientemente amplo para permitir ginástica funcional diária, cercas duplas e tanto quanto possível as instalações isoladas dos outros animais, inclusive com uso de cercas vivas (uso permanente)- tamanho: 4 x 4 m.

Instalações adequadas para rufiações e coberturas diária durante a estação de monta. Localizada em situação "próxima" das cavalariças dos garanhões e das éguas esperando cobertura ( "Uso temporário").

Piquetes maternidades. Piquetes individuais de 1000 a 3000 m2, bem gramados, com adequado abrigo cuidadosamente cercado. O número de piquetes maternidades depende do número total de éguas. Eventualmente piquetes maiores podem receber mais de uma égua, desde que as mesmas sejam socialmente estratificadas.

Piquetes para éguas com crias no pé. Quatro piquetes com unidade de serviço especial, contendo o "creeper" onde as eguas com cria ao pé e fecundadas, permaneceriam até o final da desmama.

Piquetes para éguas em gestação. Após a desmama, as éguas seriam conduzidas a esta unidade, a qual consta de 4 piquetes com "unidade de serviço especial", e aí permaneceriam até 5 dias antes do parto, quando seriam transferidas para os piquetes maternidade contando o fluxograma das éguas em reprodução.

Piquetes para potros desmamados. Após a desmama, grupo de potros da mesma faixa etária e socialmente estratificados graças ao uso do "creeper" citado no item 5, seriam transferidos para outras instalações que consta de 4 piquetes com "unidade de serviço" próprias. Permanecem sem separação sexual, do 6º ao 12º mês.

Piquetes para potros. Completando um ano de vida, é realizada a separação sexual; os potros iriam para esta instalação, a qual consta de 4 piquetes com "unidade de serviço" própria. No caso de PSI, os potros permaneceriam nessa instalação dos 12 aos 18 meses, sempre no mesmo grupo já programado anteriormente durante o aleitamento. No caso de outras raças, em grupos já estratificados socialmente, poderiam permanecer até por mais tempo. No caso de reprodução de mestiços, seriam castrados e poderiam permanecer nessa instalação até o início dos "primeiros galopes" - (uso permanente).

Piquetes para potras. Após o primeiro ano de vida, feita a separação sexual, as fêmeas serão destinadas a essa instalação, basicamente igual a anterior e ai permaneceriam ate os 18 meses, quando destinadas às corridas, ou até 30 ou mais meses quando destinadas aos primeiros galopes ou diretamente a reprodução.

Cavalariças e instalações anexas. Entendemos que apenas os potros acima de 18 meses e durante o período de início do preparo atlético, tanto para os hipódromos como para as pistas, é que devem ser estabulados. As cavalariças serão dimensionadas de acordo com o numero de animais.

Exemplo: podemos usar a mesma planta de cocheiras de garanhões para os potros com medidas de 2,80 x 3,00m. Este item envolve as unidades de infra-estrutura, basicamente administração, fábrica de ração, depósito de feno, laboratórios, etc: vem ser localizados de acordo com o fluxograma apresentado, em posição de preferência eqüidistante das unidades mais importantes.

Finalizando, gostaríamos de acentuar alguns aspectos que completam o fluxograma: Quando acreditamos no sucesso do PSI, "a campo" não significa que recomendamos a criação extensiva.

Temos observado em criações bem orientadas, que tanto as éguas como os potros, desde que disponham de "unidade de serviço nas áreas de pastagem e adequado programa nutricional, dispensam suas cocheiras.

Deve ser previamente determinado o número e as dimensões dos diferentes piquetes destinados as diversas categorias.

Todos os piquetes devem ser formados por gramíneas, cujas características vegetativas facilitem o hábito próprio dos pastoreios dos eqüinos.

Por melhor e mais abundante que sejam as pastagens não existe possibilidade de alcançarmos ótimos índices de performance, precocidade, desempenho, e beleza de raças selecionadas, sem um adequado programa nutricional.

As categorias mais exigentes precisam receber proteínas de boa qualidade, minerais e vitaminas, através de uma ração cientificamente balanceada, a qual inclusive pode perfeitamente dispensar a aveia e a alfafa.

Portanto achamos de toda conveniência que novos criadores desta maravilhosa espécie iniciem sua criação de forma cientifica, solicitando um "Projeto grado", o qual, além de lhe oferecer todas as informações zootécnicas modernas relativas a um sistema de criação racional, sirva de base para possíveis financiamentos bancários, que por certo virão em futuro breve.

Creeper é um lugar cercado com comedores, situado nos piquetes de éguas com potro ao pé, onde somente os potros podem entrar e sair livremente. 

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