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Bubalino


Manejo sanitário

Introdução

Em função do seu extraordinário crescimento vegetativo atual, cuja taxa anual é estimada em cerca de 10%, o rebanho bubalino ocupa lugar de destaque na pecuária nacional.  A metade deste rebanho localiza-se na Região Norte; cerca de 420 mil na Região Nordeste; 360 mil na Região Centro-oeste; 450 mil na Região Sudeste e 270 mil na Região Sul.

Por produzirem carne de comprovada maciez e baixo colesterol, leite com elevado teor de gordura, produto valioso para a indústria láctea, e couro bastante grosso e de textura porosa, notavelmente apreciado pela indústria de calçados, os bubalinos encontram, a cada dia que passa, maior aceitação no setor produtivo.  Atualmente, a maior preocupação é com o uso de práticas que proporcionem maior produtividade dos rebanhos, com menores custos.

O manejo inadequado referente à saúde dos bubalinos constitui um dos maiores fatores limitantes à sua produção.  Isto porque os búfalos, ao contrário do que se pensa, apesar de serem dotados de marcante rusticidade e de natural refratariedade a determinados agentes mórbidos, são susceptíveis a uma variada gama de afecções.  A maioria das doenças ocorrentes nesses animai, apesar de semelhantes às dos bovinos, assumem características próprias quanto à prevalência, patogenia e sintomatologia.  Os búfalos, pelos seus hábitos semi-aquáticos, são bastante predispostos às doenças que se proliferam em ecossistemas úmidos, sendo as de origem parasitária as mais incidentes.  Suas características anatômicas e fisiológicas tendem a fazer com que as enfermidades geralmente ocorram de maneira subclínica, ou que evidenciem os sintomas somente quando em estado bastante avançado.

Um dos principais fatores que contribuem para o surgimento ou agravamento de afecções dos bubalinos é o estresse nutricional causado pela insuficiente disponibilidade e ingestão de energia, proteína, vitaminas e minerais, uma vez que a deficiência desses elementos provoca sensível diminuição da resistência orgânica deles.  O estresse calórico também constitui importante causa comprometedora do fisiologismo desses animais.  Existem evidências de que o desconforto térmico influencia positivamente no aumento da taxa de mortalidade dos animais jovens.  Da mesma maneira, a não-observação das boas normas de manejo zoosanitário, tais como  o uso estratégico de anti-helmínticos e de ectoparasiticidas, a adoção de programas de vacinações (algumas obrigatórias), a manutenção da limpeza e higiene das instalações, além da utilização da suplementação mineral, contribui para aumentar nitidamente os estados mórbidos dos rebanhos.

Referência bibliográfica: Láu, Hugo D. ; Doenças em Búfalos no Brasil; ed. Embrapa

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