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Bovino de corte


Nutrição

Introdução à nutrição

A nutrição animal evoluiu bastante e assim adquiriu grande complexidade, devido ao constante progresso das ciências que formam a sua base.

Na criação e exploração do gado, a alimentação é importante pelas influências que exerce sobre a produção, melhoramento, saúde e rendimento econômico dos animais “Influência sobre a capacidade de produção individual e indireta sobre o melhoramento do rebanho ou da raça” – é conhecido o papel que a alimentação desempenha na saúde, no crescimento e na produção dos animais, com reflexos no ganho de peso, secreção do leite, trabalho muscular e acumulação de gordura.

 Influência sobre a economia da produção

 A alimentação correta contribui para a produção mais econômica, porque permite o melhor aproveitamento dos alimentos ingeridos e reduz os desperdícios.

O pastoreio bem conduzido, o adequado emprego de forragens e o uso de alimentos concentrados no balanceamento de rações, contribuem para baixar o custo da alimentação.

Não se deve esquecer, que uma ração perfeitamente equilibrada, para produzir o máximo resultado, depende da influência exercida sobre os animais pelos fatores seguintes: condições ambientais, capacidade genética, estado sanitário e manejo.

Fisiologia do rúmen

 O ruminante possui o “estomago” dividido em quatro compartimentos, o retículo, o rúmen, o omaso e o abomaso. O alimento entra no reticulo e pode, posteriormente ser regurgitado e remastigado, processo denominado ruminação. A fermentação dos alimentos ocorre no reticulo e no rúmen, este ultimo é um órgão grande e muscular que no adulto ocupa quase todo o lado esquerdo da cavidade abdominal, ele aumenta aos poucos em tamanho, estrutura e atividade e atividade microbiana à medida que o animal cresce e muda de uma dieta de leite para outros alimentos.

O rúmen pode conter cerca de 120 a 240 litros de material e é o local onde ocorre à fermentação, com cerca de 150 bilhões de microorganismos em uma colher de chá deste material, que consistem de bactérias, protozoários e fungos. As bactérias requerem uns ambientes quentes, úmidos e sem oxigênio para se desenvolverem, situação normal do rúmen com temperatura de 39°C e pH de 5,8 a 6,4.

O omaso está relacionado à redução do tamanho da partícula e redução do excesso de água antes que o material entre no abomaso.

Em bovinos adultos alimentados com forragem, quase todo açúcar solúvel e amido são fermentados  pelos microorganismos do rúmen. Animais alimentados com elevadas quantidades de grãos, cerca de 50% do amido escapa à fermentação no rúmen e pode ser digerido no intestino.

A proteína que chega ao intestino do ruminante pode ser proveniente de três fontes:

a)      proteína do alimento que escapa à fermentação no rúmen.

b)      Proteína das bactérias e protozoários que saem do rúmen.

c)      Proteína endógena de células de descamação e de secreções no abomaso e no intestino.

Proteases pancreáticas e intestinais quebram as proteínas para que os aminoácidos e os peptídeos possam ser absorvidos no intestino delgado.

Lipídeos  que chegam ao intestino delgado são principalmente ácidos graxos esterificados e fosfolipídeos. Triglicérides que escapam a degradação ruminal e ácidos graxos esterificados de origem microbiana são prontamente hidrolisados pela lípase pancreática, liberando ácidos graxos livres, que são absorvidos no intestino delgado.

A absorção de água, minerais, nitrogênio e ácidos graxos voláteis ocorrem no intestino grosso. As funções homeostáticas do intestino grosso envolvem balanço de eletrólitos, alguma fermentação microbiana e armazenamento temporário de excreta. Os produtos não digeridos são expelidos nas fezes, que incluem nitrogênio metabólico e bactérias e gorduras não digeridas.

O quarto compartimento do rúmen  é o abomaso, onde ácidos e enzimas digerem os alimentos. É a porção glandular do trato gastrintestinal onde as paredes do estomago liberam enzimas. O tempo de retenção do alimento é curto comparado ao tempo no rúmen.

A presença de alimentos no abomaso estimula a produção de acido clorídrico, o qual pepsinogênio em pepsina, que por sua vez quebra a proteína em peptídeos e aminoácidos, para posterior digestão e absorção no intestino delgado. O pH do abomaso é de 2 a 4 devido ao ácido produzido.

O material que passa do abomaso para o intestino delgado é composto de partículas suspensas no líquido.Na medida que esse material passa através do intestino delgado o pH aumenta lentamente. Isso é um fato importante pois a enzima secretada pelo pâncreas e pela mucosa tem um pH ótimo ao redor de 7,0.

Os sais biliares, sintetizados no fígado a partir do colesterol, ajudam na manutenção do pH alcalino e agem como emulsificantes que separam os glóbulos de gordura e dá a lípase maior área para agir. As secreções biliares e pancreáticas  neutralizam os ácidos gástricos e fornecem enzimas para hidrolise de amido, proteína e gordura. 

Conceitos Básicos

 Para que o ruminante utilize os vários tipos de alimentos fornecidos, existem algumas regras básicas para permitir um desempenho ótimo, estas estão relacionadas ao tamanho da partícula do alimento, as frações de carboidratos estruturais e não estruturais, e as frações protéicas dos vários alimentos.

Uma certa quantidade de fibra é necessária para o funcionamento adequado do rúmen.

Quando o pH é menor que 6,0 as bactérias celulolíticas são reduzidas, permitindo o aumento de bactérias produtoras de propionato. Isto causa um decréscimo na relação acetato/propionato e pode resultar em menor porcentagem de gordura.

A tabela a seguir ilustra a influência do tamanho da partícula no funcionamento do rúmen e na produção.

                                    Rações com partículas

Item

   Fina

  Média

  Grossa

  Ingestão, min./24h

195,3

204,4

204,4

  Ruminação, min./24h

374,4

466,3

530,7

 Mastigação total, min./24h

569,7

670,7

735,4

  pH

5,3

5,9

6

  AGV, % molar

 

 

 

  acético

58,3

61,2

61,8

  propiônico

22,3

20,2

19,5

  total leite, kg/dia

31,3

32

31

 leite corrigido 4%, kg/dia

27,4

30,2

29,4

  gordura, %

3

3,6

3,8

  proteína, %

       3

3

3,1

Fonte: Grant et al., 1990.

A quantidade também é importante, a fibra é necessária para fornecer carboidratos complexos para a digestão mais lenta e controlar a acidez no rúmen. A fibra em detergente neutro (FDN) e a fibra em detergente ácido (FDA) são as principais frações da fibra usadas no balanceamento de rações.

Há necessidade de fornecer carboidratos não estruturais (CNE) ou açucares e amido para suprir energia disponível para os microorganismos e para o animal.Há necessidade de balancear o FDN e o CNE para manter um pH adequado, bem como evitar flutuações no pH com o fornecimento do concentrado mais de uma vez por dia.

Há  necessidade de balanceamento da porção degradável e não degradável da proteína (respectivamente, PDR e PNDR). Melhor, entretanto, balancear o PDR para suprir nitrogênio suficiente para atender a demanda dos microorganismos do rúmen. Devem ser fornecidas quantidades adequadas de minerais como cálcio, fósforo, enxofre, magnésio, cobre, zinco e cobalto para o máximo desenvolvimento dos microorganismos do rúmen.

As vacas comem o suficiente de uma ração balanceada para satisfazer suas necessidades. Com rações de baixa digestibilidade  a vaca não consegue ingerir os nutrientes necessários. Se a densidade  de energia da dieta for menor que 1,46 Mcal/kg de ELI, dificilmente ela terá a energia que precisa. Rações contendo concentrados em excesso e pouco volumoso e fibra efetiva podem deprimir o consumo, a produção de leite, o teor de gordura e afetar a saúde do animal.

Uma ração balanceada deve ser de boa digestibilidade e consumo e deve ser estabelecida para níveis viáveis de produção.           

Carboidratos

 Os carboidratos são a principal fonte de energia  para o ruminante e podem ser divididos em duas frações principais, carboidratos estruturais (CE) e não estruturais (CNE). O CE se refere  à parede celular e é analiticamente definido como fibra em detergente neutro(FDN), e consistem de celulose, hemicelulose, lignina e uma porção de pectina. O CNE é analiticamente definida como fibra em detergente acido (FDA) e consiste em celulose e lignina. Assim, quanto maior seu teor no alimento menor é a digestibilidade.

Os CNE em geral são determinados por diferença como [100-(PB+FDN+EE+MM)], e incluem os açucares, amidos, pectinas, b-glucans, e nos alimentos ensilados os ácidos da fermentação. Na tabela, exemplos de alimentos e sua composição em CNE (em base seca).

                    _______% do CNE________________________

 

CE%

  Açúcar

  Amido

Pectinas b-glucans

   AGV

Silagem de Milho

45,3

0

71,3

0

28,7

Milho Grão

71,4

20

80

0

0

Feno Gramíneo

17,2

35,4

15,2

49,4

0

Casca de Soja

14,1

18,8

18,8

62,4

0

Farelo de Soja

34,4

25

25

50

0

 A quantidade de CNE e CE na ração têm efeito na produção e na ração dos animais se não forem adequadamente balanceados. Se  as forragens forem moídas muito finas, também limitarão a efetividade da fibra diminuindo a motilidade ruminal.Para um funcionamento adequado do rúmen, os níveis mínimos de forragem e de tamanho de partícula devem ser considerados.

A falta de fibra na dieta pode reduzir a porcentagem de gordura no leite e causar problemas metabólicos como a acidose ruminal. Por outro lado, a falta de CNE na dieta diminui a energia disponível, reduz a síntese de proteína microbiana e deprime a digestão de fibra. Mas o excesso de CNE também deprime a digestibilidade da fibra, a porcentagem de gordura do leite e pode causar anormalidades do tecido do rúmen resultando em úlceras e abcessos do fígado.

 Proteína

 Importante função dos microorganismos do rúmen é a síntese de proteína microbiana, a qual apresenta um valor biológico de 66 a 87%.

A maior parte das bactérias do rúmen usam amônia como fonte de nitrogênio, algumas utilizam outros compostos nitrogenados como proteína intacta ou cadeias carbônicas de certos aminoácidos para crescimento mais eficiente.

A amônia no rúmen pode vir da degradação de proteína ou de nitrogênio não protéico fornecidos na dieta, da hidrolise da uréia reciclada e da degradação de proteína microbiana. A amônia sai do rúmen de diferentes formas : pela incorporação do nitrogênio pelos microorganismos, por absorção pela parede do rúmen e pela passagem para o omasso.

A absorção da amônia, não utilizada pelos microorganismos, pela parede ruminal depende do pH ruminal e da concentração de amônia, é rápida  com pH 6,5 ou maior e cai a 0 com pH4,5.

O ruminante depende da proteína microbiana sintetizada no rúmen e da proteína da dieta que escapa à degradação para atender sua necessidade de aminoácidos. Os aminoácidos são absorvidos no intestino delgado e utilizados na síntese da proteína corporal como proteína do músculo e do leite, utilizados também para manter o nível de glicose no sangue e atender as necessidades de energia do animal.

A proteína bruta é apenas uma medida do teor de nitrogênio dos alimentos e não indica se o nitrogênio está na forma de aminoácido ou de não protéico, também não indica a degradabilidade desse nitrogênio para uso pelos microorganismos do rúmen ou quanto escapa a degradação.

  As três frações da proteína comumente usadas na formulação de rações são a proteína degradável no rúmen (PDR), a não degradável (PNDR) e a solúvel (PS). No quadro a seguir encontram-se valores dessas frações para alguns alimentos:

 

                                                % da PD______

Alimentos               %MS      %PB na MS        PS          PNDR

feno de gramíneas

90

10,5

29

37

silagem de milho

33

8,8

48

31

rolão de milho

87

9

15,6

65,6

milho grão

88

10

12

52

refinazil

90

23

52

25

caroço de algodão

88,4

23,7

27,1

41

soja grão

90

41,8

40

26

farelo de soja

90

50

20

35

   A qualidade da proteína se refere ao balanço e quantidade de aminoácidos essenciais que o alimento contém.

 Gorduras

 Gorduras ou extrato etéreo  usado como fonte de energia. Contém uma fonte de energia 2,25 vezes maior que as proteínas ou os carboidratos. Entretanto, os microorganismos do rúmen não toleram níveis elevados de gordura na dieta.

O principal lipídio das forragens é o galactolipídeo, que envolve glicerol, galactose e ácidos graxos insaturados. Sua concentração decresce com a idade da planta e com a proporção de folhas e caule.

Os principais lipídeos armazenados em sementes e gordura animal são triglicérides. No quadro a seguir, o perfil de ácidos graxos de alguns alimentos, que se relaciona com a digestão ruminal e pós-ruminal.

O caroço de algodão e a soja grão contém elevada porcentagem de ácidos graxos insaturados e são vagarosamente digeridos liberando o óleo no rúmen permitindo maior hidrogenação microbiana. O sebo é 50% saturado, relativamente inerte no rúmen devido seu elevado ponto de fusão e baixa solubilidade no liquido ruminal, e mais acido oléico, podendo diminuir a fermentação ruminal quando em quantidades elevadas.

          Quando gordura suplementar é adicionada à dieta é preciso ajustar os níveis de cálcio,fósforo e magnésio e aumentar o selênio e vitamina E.

Energia

 O animal precisa de energia não só para mantença, mas também para produção, incluindo crescimento, gestação e lactação. O excesso é armazenado como glicogênio no músculo e no fígado, mas a maior parte como gordura.

O NDT(Nutrientes Digestíveis Totais) pode ser definido como a soma da proteína digestível, fibra digestível, gordura digestível x 2,25 e extrativo não nitrogenado digestível. O NDT inclui as perdas de energia através das fezes.

A EL(Energia Liquida) deve ser a medida usada no balanceamento de rações e inclui perdas de energia através das fezes, urina, gases e calor.

 Informações sobre digestão e metabolismo

 Os alimentos, na generalidade, são consumidos pelos animais sobre formas complexas, e para que possam ser absorvidos pelo organismo, devem passar por transformações, convertendo-se em substâncias mais simples, tais transformações em conjunto constituem a digestão, de acordo com sua natureza, são mecânicas e químicas.

Nos ruminantes, as transformações mecânicas se operam por meio da mastigação, deglutição, regorgitamento, ruminação e motilidade gástrica e intestinal.

As transformações químicas são devidas à ação de enzimas, bactérias, protozoários e substancias químicas.

 Breve estudo dos alimentos

 Nutriente – É o constituinte dos alimentos de igual composição química geral, assim como certas substâncias, que contribuem para manutenção da vida do animal: carboidratos, graxas, proteínas, vitaminas, etc.

Nutriente Digestível  – É a fração de um nutriente que pode ser digerida e aproveitada pelo organismo. Aplicada a constituintes orgânicos dos nutrientes.   

Alimentos – São substâncias que podem ser ingeridas, digeridas e assimiladas, contribuindo assim para manutenção e a produção do animal. São produtos animais ou vegetais, bem como seus subprodutos.

O alimento é qualquer produto de origem natural ou artificialmente preparado que, quando corretamente usado, apresenta valor nutritivo.

Ração – É a quantidade de alimentos, volumosos e concentrados, que um animal consome no período de 24 horas, em uma ou mais vezes.

Refeição – É à parte da ração distribuída e consumida de cada vez.

Ração Balanceada – É a mistura de alimentos calculada para satisfazer as necessidades diárias de um animal, incluindo todos os nutrientes necessários, nas quantidades e proporções devidas.

Dieta – É o que o animal ingere em 24 horas, capaz de cobrir ou não suas necessidades.

Normas de Alimentação – São especificações das quantidades de elementos nutritivos que devem ser incluídos nas rações, consideradas a espécie e a categoria do animal, assim como a natureza e o volume de sua produção. Em geral levam em conta as necessidades nutritivas relacionadas com a manutenção, crescimento, produção e reprodução. São fundamentadas nas necessidades de energia, proteínas, minerais e vitaminas.

Alimentos Básicos – São grãos de cereais e seus subprodutos com menos de 16% de proteína bruta e 18% de fibra e que formam a base  das misturas comuns de farelos. Os alimentos básicos são fontes concentradas de energia, são de baixo teor protéico, como o milho, arroz, aveia, centeio, cevada e trigo, da mesma forma que seus subprodutos.

A principal diferença entre os alimentos básicos, do ponto de vista prático, esta no conteúdo em energia digestível, inversamente proporcional à riqueza em fibra. Os alimentos básicos formam quase 2/3 das rações dos bovinos.

Suplementos – Os alimentos deste tipo são fontes concentradas de proteína, de um sal mineral, de uma vitamina ou de um conjunto deles. Uma mistura protéica suplementar é uma combinação de alimentos com mais de 30% de proteínas. No entanto alimentos com mais de 20% de proteínas são considerados suplementos.

Nas rações os suplementos são caracterizados pelo próprio uso, razão pela qual são denominados integradores.

Concentrados – Este termo é indicado para indicar suplementos especialmente preparados, neste sentido, indica uma concentração de proteínas, minerais ou vitaminas, muito superior a dos alimentos básicos.

Tais produtos são misturas que fornecem concentrações de um ou mais nutrientes, destinados a correção dos alimentos básicos e para o perfeito equilíbrio das rações.

Volumosos – Tem como característica principal o alto teor de fibra. Em muitos países, e classificado como volumoso qualquer material para a alimentação do gado que contenha mais de 18% de fibra bruta na base da matéria seca, incluindo pastos, silagens, fenos, palhas, bagaços e cascas de certos grãos e sementes.

Suculentos – São alimentos ricos em água, razão de seu grande volume, mas cuja porcentagem de fibra na matéria seca lembra mais os alimentos concentrados. As raízes e tubérculos são volumosos aquosos, porem pobres em fibras e em nutrientes por unidade de tempo.

Aditivos – “Uma substância não nutritiva adicionada a um alimento, geralmente em pequenas quantidades, para melhorar sua aparência, sabor, textura ou sua conservação”, definida pela F.A.O..Os aditivos são adicionados as rações também com outras finalidades: estimulantes, terapêuticas e nutritivas.Para uma melhor idéia a respeito, basta mencionarmos os seguintes grupos de aditivos: aminoácidos sintéticos, antibióticos, antioxidantes, antiparasitários, aromatizantes, emulsionantes, elementos minerais, preparados biológicos e outros. Em alimentação animal, os aditivos são empregados não só para melhorar os alimentos, como também a própria alimentação.

 Prática da alimentação do gado de corte

 Na prática da alimentação do gado de corte, precisa ser considerado o sistema de criação adotado, e, as exigências das várias categorias de animais:

_ Alimentação em regime de pasto – A principal dificuldade na alimentação do gado mantido em regime de pasto, resulta de desequilíbrios temporários entre as exigências dos animais e os nutrientes fornecidos pelas forragens ingeridas.

_ Engorda em invernada, mista e em confinamento  

_ Engorda Invernada: principalmente no Brasil, o animal atravessa três épocas de bons pastos e outras tantas de subnutrição por falta de verde, em conseqüência do clima subtropical e chuvas periódicas.

_Engorda Mista: há duas maneiras.

_1°- os bois são mantidos na invernada mas recebem diariamente alimentação suplementar capaz de atender suas exigências.

_2°- nos 2/3 iniciais do período de engorda, os bois permanecem na invernada e recebem apenas suplementação mineral. No terço final do período passam a receber diariamente, suplementação completa.

Engorda em confinamento: os animais agrupados em lotes são mantidos em área reduzida, onde recebem toda alimentação. Quando confinados os bovinos engordam mais rápido e apresentam melhor acabamento.

 Bibliografia

ALIMENTOS E ALIMENTAÇÃO DO GADO BOVINO - Walter Ramos Jardim -Eng. Agr., Prof. Dr. USP - Editora Agronômica Ceres LTDA – 1976 - São Paulo

CONCEITOS NUTRICIONAIS BÁSICOS PARA ALIMENTAÇÃO DE BOVINOS LEITEIROS Artigos da Pensilvânia State University encontrado em http://www-das.cas.psu.edu, traduzido e adaptado por Paulo R. Leme, Prof. Dr., FZEA/USP

 

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