Bovino de corte
Raças e Cruzamentos de Bovinos de Corte
RAÇAS E CRUZAMENTOS
DE BOVINOS DE CORTE
Aula dada pelo Prof. Dr. Pedro Eduardo de Felício
Curso de Especialização em Tecnologia de Carnes
CTC/ITAL – 21/02/2002
De maneira simples e direta, pode-se classificar as raças bovinas de interesse para produção
de carne no Brasil como Raças européias
da subespécie Bos taurus taurus, e Raças indianas da
subespécie Bos taurus indicus.
As raças européias podem ser separadas assim: a) raças
européias adaptadas ao clima tropical, como a Caracu; b)
raças européias britânicas, como a Angus e a Hereford, e
c) raças européias continentais, como as francesas
Charolês e Limousin, as suíças Simental e Pardo Suíço,
ou as italianas Marchigiana e Piemontês.
As raças de origem indiana, do grupo Zebu, bem
conhecidas no Brasil, que tiveram ou estão tendo uma
participação decisiva no desenvolvimento da pecuária
tropical, são por ordem de importância histórica, a Gir,
a Guzerá e a Nelore. As raças Indubrasil e Tabapuã,
embora sejam do grupo Zebu, não são indianas porque
foram formadas no Brasil. É o caso também da raça
Brahman, que foi formada nos Estados Unidos, a partir de
cruzamentos entre raças indianas.
Há pelo menos cinco décadas, diversos cruzamentos entre
raças européias e indianas têm sido feitos nas regiões
tropicais do continente americano, da Austrália e da
África, com relativo sucesso. Alguns desses cruzamentos,
denominados “industriais”, foram e ainda são feitos
entre duas ou três raças para aproveitamento comercial
das vantagens da heterose (vigor híbrido). Outros
cruzamentos deram origem a novas raças, como a Santa
Gertrudis, a Canchim, a Pitangueiras, a Brangus, a
Braford e a Simbrasil para citar apenas as mais
conhecidas no Brasil. Por último, temos os cruzamentos
multirraciais que objetivam formar “raças sintéticas”,
também conhecidas como “composto”, cujo melhor exemplo
para nós é o Montana.