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Bovino de corte


Tabapuã

Generalidades

A história do tabapuã tem por volta de 1907, quando José Gomes Louza, da região de Leopoldo Bulhões, Goiás, adquiriu vários reprodutores indianos de importação. Alguns desses animais foram parar nas mãos dos irmãos Salviano e Gabriel Guimarães, em Planaltina, Goiás, até então criadores de um gado mocho crioulo bastante corpulento, leiteiro e manso. Ali teriam surgido os primeiros zebuínos mochos da história e o tabapuã é um deles.

Características

O tabapuã vem sendo criado com sucesso em quase todos os Estados do Brasil. É a raça zebuína que mais cresceu nos últimos 10 anos (1988 a 1997), tanto nos registros genealógicos de nascimento (RGNs), como também nos registros genealógicos definitivos (RGDs), mostrando que os criadores estão realmente satisfeitos com o desempenho da raça atualmente considerada como uma das melhores para produção de carne em menor tempo, fazendo jus ao título de "O Zebu Mais Precoce".

Não é apenas o ganho de peso que entusiasma os criadores, mas as diversas qualidades dos animais, tais como a docilidade, fertilidade, precocidade reprodutiva, boa conformação frigorífica e uma excelente habilidade materna, ou seja, vacas precoces, férteis e amorosas que criam bem os seus bezerros, os quais atingem melhores pesos na desmama dentre todas as raças zebuínas. É altamente produtivo no regime de confinamento e de semiconfinamento.

Padrão da raça

No início da década de 60, a Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, deu início ao estudo para criação de um padrão racial para o mocho tabapuã, passando a execução ao nível de Secretaria de Agricultura dos Serviços de Registros Genealógicos, responsável pela identificação dos animais enquadrados dentro do padrão.

O tabapuã tem características físicas que oferecem vantagens frigoríficas em relação a outros zebuínos. Ele tem cabeça e pescoço menores, patas curtas e carcaça cilíndrica, o que faz com que o aproveitamento de carne seja muito bom, acima de 50%. A ausência de chifres é apontada por alguns criadores como uma das maiores vantagens da raça, esquecendo-se de seu ganho de peso. As vantagens da ausência de chifres nos bovinos são muitas; em primeiro lugar os chifres se constituem num meio de defesa do animal e, como tal, pode gerar vários inconvenientes. Também os animais descornados se acomodam em maior número nos caminhões, currais, estábulos, bebedouros e cochos, evitando-se as tradicionais chifradas que sempre terminam machucando o animal e prejudicando a qualidade do couro.

Cruzamento industrial

Devido às suas qualidades para a produção de carne e de criação, o tabapuã vem sendo cada vez mais utilizado nos cruzamentos, notadamente com as outras raças zebuínas na formação de lastro pecuário, objetivando-se obter matrizes boas criadeiras e adaptadas para cada região. O exemplo mais típico destes cruzamentos é o tabanel (tabapuã x nelore).

Nos cruzamentos onde se busca elevada heterose, com produtos de alto rendimento de carne e engorda não só no confinamento, mas notadamente a pasto, o uso do tabapuã sobre as raças européias de corte tem apresentado resultados excelentes. É utilizado, também, nos cruzamentos em que se busca a formação de novas raças (raças sintéticas). Atualmente, a Associação Brasileira de Criadores de Tabapuã -ABCT registra que dos cruzamentos em estudo, três certamente caminham para o sucesso:

- Red-norte (tabapuã x red angus x nelore mocho): trabalho que vem sendo realizado no Sul da Bahia, hoje já vem sendo seguido por diversos criadores, em todo o País;
- Mocho Guaporé (tabapuã x chianina x nelore mocho): a formação deste composto vem sendo realizado no vale do Guaporé (MT), daí o seu nome. Como destaque deste cruzamento podemos citar o garrote Paiakan que aos 12 meses obteve 603 kg;
- Santa Clara ou Pampiano (tabapuã x polled hereford): cruzamento desenvolvido no Rio Grande do Sul, com excelente performance e adaptabilidade a temperaturas altas.

Ganho de peso

De acordo com análise feita através do Controle do Desenvolvimento Ponderal (CDP-que consiste em coletar pesagens de vários rebanhos a cada três meses), realizado pela Associação Brasileira de Criadores de Zebu - ABCZ, constatou-se que no nascimento, os machos pesavam 32 kg e as fêmeas 30. Com a idade padrão de 205 dias (desmama), os animais que foram mantidos em pastagem apresentaram pesos de 175e 163 kg,respectivamente.

No sistema de semiconfinamento, 190 kg foi o peso dos machos e 181 o das fêmeas. Já no confinamento total, o peso alcançado pelos machos chegou a 204 kg e, pelas fêmeas, 194 kg.

Aos 365 dias de idade, também nos sistemas de pastagem, semiconfinamento e confinamento total, os pesos foram, na ordem, de 234, 275 e 305 kg para os machos e 211, 257 e 278 kg para as fêmeas. Com 550 dias (sobreano), os machos pesavam 303, 380 e 412 kg, enquanto as fêmeas estavam com 268, 370 e 393 kg, na mesma ordem.

De acordo com a ABCT, os números mencionados acima são referentes a 11 anos de pesagens e, como resultado, constata-se que a raça logrou vencer 70% das pesagens, empatou em 10% e chegou em segundo lugar em 20% do total. Desta forma, a raça venceu, sozinha, 80% das pesagens.

Melhorameno Genético

Os criadores de tabapuã dispõem hoje de dois programas de Melhoramento Genético para auxiliá-los na seleção de seus animais: o da ABCZ, que é o Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos - Pronamezo, e o Programa de Avaliação Genética de Reprodutores da Raça Tabapuã, executado pela ABCT em convênio com a Yakult S/A - Divisão de Pecuária e o Instituto de Zootecnia de Sertãozinho, da Secretaria de Agricultura de São Paulo, que tem por objetivo detectar através de Prova de Ganho de Peso, Prova de Desempenho Individual e Teste de Progênie, animais comprovadamente melhoradores da raça.

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