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Bovino de corte


Simental

Generalidades

Com origem na Suíça onde era utilizada para produção de leite, carne e tração, a raça pura simental foi criada, selecionada e disseminada pelo mundo, sendo considerada uma das mais bem distribuídas do planeta.

No Brasil, chegou há mais de 80 anos e de lá para cá tem se espalhado por todas as regiões com uma seleção genética cada vez mais apurada. Estima-se que o rebanho brasileiro de simental puro e mestiço tenha cerca de 400.000 animais, incluindo o rebanho não registrado.

Características

Está em primeiro lugar entre as raças européias, na produção de sêmen congelado, coleta e transferência de embriões, com opção para cruzamento industrial.

A vaca pura simental tem sua primeira parição antes de completar dois anos de vida, com crias pesando em média 38kg para fêmeas, e 43 kg para machos, sem problemas de parto.

O ganho de peso diário fica acima de 1.000 g, e as vacas possuem habilidade materna fantástica, desmamando suas crias por volta do 7º mês de vida, com a média de 250 kg a 300 kg de peso; coincidindo, assim, com início da puberdade.

A idade média para cobertura de fêmeas é a partir do 14º mês, quando estarão pesando cerca de 400 kg.

Os machos têm o mesmo comportamento quanto a precocidade, no que tange a parte reprodutiva, podendo ser utilizados para cobertura a campo antes do 18º mês de vida, com mais de trinta matrizes e, para monta controlada, pode-se até antecipar esta idade.

São animais rústicos que podem ser criados a pasto desde o nascimento.

A raça vem conseguindo cada vez mais adeptos entre invernistas e confinadores, graças a sua precocidade, adaptabilidade e qualidades, dupla aptidão e forte penetração internacional quando cruzado com rebanhos nacionais.

Conforme as condições ambientais, manejo e objetivos de cada criação, os criadores encontram linhagens diferentes dentro da riqueza de variabilidade genética que forma o simental mundial, e lhes oferece genes que poderão incrementar o potencial genético de seus animais para produção leiteira e de carne.

As diversas linhas de seleção que cada país assume são em decorrência do que o mercado local exige deles. Em determinados locais, onde o animal é 30% carne e 70% leite, certas linhagens são mais utilizadas que em outros onde o mercado exige 70% carne e 30% leite, ou até 80% carne e 20% leite, como estados Unidos, Canadá e Inglaterra.

O simental brasileiro apresenta características sui generis, que suporta nossa adversidade climática. Trata-se de um gado que possui uma herança muito forte de adaptação às condições tropicais com boa conversão alimentar em pastos pouco favorecidos em valores nutritivos.

No mercado vem se mantendo como uma boa opção para quem deseja resultado a custos baixos.

Padrão da raça

No Brasil, as primeiras importações do simental apresentavam a pelagem tapada de amarelo, com áreas brancas maiores e extremidades na cabeça totalmente branca; isso descrito segundo o escritor e pesquisador Fernando Antonio Nunes Carvalho, uni apaixonado pela raça.

O simental de pura raça é de temperamento dócil, sua pelagem é branca ou ligeiramente creme com grandes manchas amarelas ou vermelhas, ou uma só grande mancha, que varia do amarelo trigo ao vermelho castanho. A cabeça, parte inferior do corpo, dos membros e ponta de calda é branca.

Cruzamentos

O cruzamento industrial é a grande arma que o pecuarista tem para aumentar sua eficiência reprodutiva. O simental merece ser observado com bastante atenção, pois vem apresentando resultados excelentes, não só como raça pura, mas também nos mais variados níveis de cruzamento que é, sem dúvida alguma, a grande saída para a pecuária nacional.

Do cruzamento entre as melhores linhagens da raça simental surgiu o simbrasil - uma raça sintética de características muito apreciadas, especialmente para a produção leiteira. O zebu é o grande responsável pelo sucesso do cruzamento da raça simental, caso contrario não teria base, sem motivos, para existir em regime extensivo no Brasil.

Através da absorção genética por meio de cruzamentos com gado zebuíno, contribuiu para a formação de animais com maior resistência ao clima tropical.

Destaca-se também a utilidade do cruzamento do simental, com vacas girolandas, visando o aumento na produção leiteira.

Ganho de peso e produtividade leiteira

As vacas podem ter uma produção com média de 20 kg/dia; concursos leiteiros realizados no Brasil revelam que a raça registra em media 25 e 30 kg/leite/vaca/dia.

A aptidão do simental mostra uma grande predominância do leite (50%), sobre a carne (25%) e uso no trabalho (25%). Para se ter uma idéia uma vaca de 42 meses, ½ simental - ½ nelore, conta em sua vida produtiva com duas crias e mais seu peso, de aproximadamente 1.000 kg; é uma máquina de produzir carne.

Para a pecuária de corte o ganho de peso diário médio pode chegar a 1.052 kg.

Melhoramento genético

A seleção, que no caso seria a escolha dos "melhores" para os atributos desejados e pré-estabelecidos pelo criador, deve ser feita para que os animais escolhidos tenham o maior número possível de filhos, garantindo desta forma que o rebanho tenha genes desejáveis na população. Este efeito genético aditivo pode representar um ganho em até 25% de diferença em favor da progênie dos animais positivos, sendo 12% de ganho conseguindo seguramente.

O cruzamento visa potencializar os efeitos aditivos e não aditivos dos genes da heterose, tendo como principais características:

- fertilidade;
- percentual de desmama
- habilidade materna e
- precocidade para o abate.

O cruzamento e a seleção são dois métodos básicos usados pelos criadores que juntos podem aumentar em mais de 25% a produtividade da pecuária brasileira.

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