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Bovino de corte


Marchigiaba

Generalidades

A raça marchigiana originou-se dos bovinos introduzidos na Itália (região de Marche) em seguida às invasões dos povos bárbaros em meados do século V. Pode ser considerada uma raça sintética para a produção de carne advinda dos cruzamentos das raças chianina e romangnola.

Em 1930, iniciou-se o Livro Genealógico da raça na Itália. Aqui no Brasil; em 1965, Doutor Ermano Bonaspeti, engenheiro agrônomo, fez a primeira importação de sêmen da Itália. As importações de animais começaram em 1969. Desde então, animais, sêmen e embriões vêm sendo importados com freqüência.

Características

Tipo produtor de carne caracterizado por notável desenvolvimento dos músculos e do quarto traseiro, com um tronco alongado e que tende a ser cilíndrico. Particularmente precoce e adaptado aos ambientes mais difíceis.

Tem uma elevada capacidade de ganho de peso, com adequado acabamento de carcaça, altas taxas de fertilidade e rusticidade, sendo uma das características mais marcantes a tolerância ao calor, suportando muito bem o sol de verão.

As vacas apresentam altos índices de fertilidade, boa qualidade materna e a parição são naturais (facilidade de parto), com média de peso ao nascer de 42kg. Os bezerros têm excelente capacidade de crescimento e, em animais superiores, atingem 2 kg/dia.

No caso do Brasil, que é país tropical, de grandes dimensões, isso pode vir a dificultar a introdução de uma pecuária lucrativa. Um dos fatores limitantes é a adaptação ao meio ambiente que influi diretamente no processo de reprodução e performance dos animais.

Em condições de campo os bezerros meio-sangue marchigiana x nelore, são normalmente desmamados por volta 240 kg (para os machos) e 225 kg as fêmeas aos sete meses. Na engorda a pasto seguramente estes animais atingem 18 arrobas aos 24 meses, com rendimento de carcaça superior a 56%.

O touro marchigiana pode ser utilizado também com novilhas zebuínas sem que haja qualquer problema de pano. Um bom método de criar e recriar não só põe em evidencia qualidades inatas dos animais como reduz, sensivelmente, as taxas de mortalidade, principalmente nos 3 primeiros meses de vida, período normalmente que elas são elevadas.

A vaca de corte tem uma vida reprodutiva média variável de 5 a 10 anos e parindo pela primeira vez aos 30 meses, terá, na melhor das hipóteses, 8 a 9 produtos entre machos e fêmeas. Um bom número de matrizes, entretanto, precisa ser descartado do rebanho, dependendo da pressão de seleção e do estado dos animais: é necessário substituir anualmente 20 a 30% das matrizes.

Para que esta substituição seja possível emprega-se novilha da própria criação; os índices de natalidade do rebanho precisam ser superiores a 85% e os índices de mortalidade até a idade de reprodução, inferiores a 5%.

Padrão da raça

Do bovino marchigiana pode-se destacar principalmente: o grande comprimento de seu tronco, a força de seus diâmetros transversais e a fineza da sua estrutura esquelética. Considerando em sua totalidade, ele é harmonioso, ágil em seus movimentos e de temperamento dócil. Tem na sua pele a cor preta (mucosa pigmentada) e os pêlos são brancos e curtos; estatura média, chifres pretos nos jovens, amarelados nos adultos; seu tronco é cilíndrico e alongado com notável desenvolvimento muscular, principalmente no posterior; possui grande rusticidade e produtividade.

Cruzamentos

Do padreamento de matrizes zebuínas com o nelore, resultam fêmeas excelentes produtoras de carcaças com alto rendimento e ganho de peso, com baixo dimorfismo sexual, comprovando a viabilização do seu uso em confinamento. Do cruzamento ½ sangue marchigiana x nelore, o pecuarista terá o superprecoce. Os machos 1/2 sangue são abatidos aos 16 meses, com 18,8 arrobas e fêmeas com 17 meses e 15,5 arrobas. Esse resultado decorre do fenômeno da heterose e complementariedade genética, que acaba conferindo um maior ganho de peso em menos tempo desse cruzamento, e isso permite diminuir a idade ao abate.

O processo de seleção vem sendo utilizado com a finalidade principal dos animais produzirem carne (ganho de peso), com capacidade de adaptação aos diversos sistemas de pastoreio e habilidade materna. No Brasil, há três décadas a raça marchigiana tem sido muito utilizada para o cruzamento industrial, na obtenção de novilhos precoces. Ganho de peso Os produtos cruzados marchigiana oferecem uma carcaça com alta quantidade de cortes nobres, espessura de gordura ideal, excelente maciez e paladar. Tem uma alta capacidade de ganho de peso: os indivíduos adultos facilmente superam o peso de 1.200 kg, nos touros, e 700 kg nas vacas. Dotados de poderosa musculatura e capazes de rápido ritmo de crescimento, e como qualquer outro animal, exigem nutrientes em qualidade e quantidades suficientes para seu máximo desempenho sendo criteriosamente bem alimentados.

Melhoramento genético

A Associação Brasileira de Criadores de Marchigiana juntamente com o Grupo de Melhoramento Animal da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (SP), iniciou em 1996 a avaliação genética dos animais através das DEPs (Diferenças Esperadas na Progênie).

As DEPs por definição, significam fração de uma superioridade de progênie devida aos efeitos dos genes de reprodutores (metade do patrimônio genético dos filhos vem da mie e outra do pai).

As duas entidades visam melhorar o conhecimento que todo criador deve ter do nível genético de seu rebanho. Criadores têm alcançado bons resultados através da transferência de embriões, a coleta e o congelamento, devido à alta fertilidade da fêmea marchigiana.

Hoje o criador deve saber o que ele pretende melhorar no rebanho e saber comparar as DEPs dos reprodutores disponíveis.

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