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Bovino de corte


Limousin

Generalidades

Originário da zona centro-sul da França, onde imperam pradarias pobres e desmineralizadas e montes pedregosos, o ambiente do limousin corresponde ao verão com temperatura acima de 300ºC e inverno com nevascas chegando a até 1 metro de altura, onde a temperatura atinge -15º C.

No Brasil, consta que em 1850 um engenheiro francês estava em Ouro Preto (MG), a trabalho, sob o mando de Dom Pedro II e ficou hospedado por um longo período em uma propriedade mineira. Fazendo uma grande amizade com o fazendeiro, o francês lhe deu de presente, para melhorar o rendimento de seu rebanho, um touro limousin. A partir daí outros exemplares foram importados, principalmente a partir de 1950.

Características

A raça limousin é muito valorizada no processo de seleção, pois visa a fertilidade: segundo a Associação Brasileira de Criadores de Limousin (ABCL) o touro da raça é o único que emprenha mais de 50 matrizes zebuínas numa única estação de monta. Favorecido por seu bom aprumo, o touro limousin se mostra infatigável; e com a utilização de inseminação artificial, proporciona grande quantidade de esperma de qualidade.

As vacas limousin têm boa fertilidade e facilidade de parto, apresentando regularidade de parições, com interpartos médio, inferior a 375 dias. A aptidão ao parto é uma das qualidades que a vem diferenciando raças de grande tamanho e forte musculatura. A necessidade de cesariana ou ajuda no momento do parto ocorre em apenas 0,5% dos casos. Os bezerros são leves e com conformação para um nascimento fácil, entre 4 a 6 kg menos do que outras raças de grande porte.

A duração da vida reprodutiva das vacas limousin gira em torno dos 10 anos, com média entre 8 e 11 anos. Criadores desmamam em média 93 bezerros para cada 100 vacas cobertas.

Os animais dessa raça são ideais para o confinamento, pois a finura do esqueleto se traduz em taxas percentuais de 12 a 13% de ossos na carcaça. As fêmeas possuem carne macia, mesmo aos 30 meses; os machos de 24 meses têm carne mais tenra que machos de outras raças, defende a ABCL.

O Brasil tem grandes áreas de cria e engorda, ocorrendo baixo nível nutricional nos períodos de entressafra (julho a novembro) e excesso alimentar de janeiro a maio. Caso o manejo seja inadequado, vai resultar em lucros no verão e prejuízos no inverno e outono. Para os criadores que buscam características de fertilidade, precocidade e excelente acabamento de carcaça, essa é uma raça que preenche todas os requisitos solicitados, e o resultado não poderia ser outro: aumento de produtividade e melhor rentabilidade.

No que diz respeito à carne comercializável, o limousin mostra-se rentável, com alta porcentagem de carnes nobres, principalmente nos quartos traseiros e na linha de dorso.

Padrão da raça

Pinturas datadas de 7.000 anos atrás mostram animais de uma raça bovina de cor marrom-avermelhada, com chifres claros e pontiagudos, boca larga e musculatura abundante, apresentando fone semelhança com o gado limousin atual.

Criadores no século 20 definiram o limousin um animal com estrutura média; pelagem de cor vermelho dourado escuro, com as extremidades de cor trigo; também notaram o desenvolvimento de animais de peito largo; lombo fone; inserção de cauda perfeita, e grandes massas musculares nos quartos traseiros. Seu produto final é um animal eficiente, rústico e adaptado aos diversos climas e temperaturas.

Cruzamentos

Os cruzamentos industriais são iniciativas claras de que os produtores estão empenhados em buscar alternativas para produzir mais gastando menos. O cruzamento industrial entre raças européias, como o limousin, e zebuínas contribuem e muito para o aumento de produção no País.

Esses cruzamentos são as melhores alternativas para se obter um ótimo rendimento de carcaça. Os produtos 1/2 sangue limousin x zebu desmamam em média com mais de 240 kg equivalente a 60% do peso das mães zebuínas, permitindo ganhos para quem cria, recria, quem engorda e toda a indústria da carne.

No cruzamento industrial, através da inseminação artificial, já se cruzavam as vacas 1/2 sangue nelore com o limousin, isso desde a década de 70 para uma melhoria do plantel, partindo a seguir para o cruzamento com as vacas puras.

Ganho de peso

A raça limousin tem a capacidade de produzir excelentes carcaças (14% a menos de gordura); a maciez e seu alto valor nutricional, comprovam a produção de carne de alta qualidade. A finura do esqueleto se traduz em taxas com índices de 12 a 13% de ossos na carcaça. O limousin ganhou o reconhecimento mundial: na França, por exemplo, os comerciantes chegam a pagar 10% a mais pelo quilo de sua carne.

O rendimento de carcaça chega aos índices de 57 a 61%, sem contar o ganho adicional de 9 a 12% de carne líquida, macia e saborosa, após a limpeza e desossa da carcaça. O ganho de peso vivo desde o desmame até o abate, faz o bezerro produzir 145 kg de carcaça e 125 kg de músculos.

O limousin tem um potencial muscular de 620 g/dia no ganho de peso, e registra de 1.200 a 1.350 g/dia para os bezerros (pós-desmama).

Melhoramento genético

A ABCL, acredita que enquanto não se confirmar a exportação genética, o mercado interno se movimentará aumentando em 150% a comercialização do sêmen de limousin os pecuaristas nacionais tem uma vasta bateria de touros para atender a necessidade do melhoramento genético.

A utilização da inseminação artificial, tanto no gado de leite quanto de corte, trouxe um grande avanço para a raça, além das importações de sêmen, embriões congelados (variabilidade genética) e animais vivos.

O limousin é uma das raças de corte que mais utilizam a técnica de transferência de embriões, acelerando assim genética de alta qualidade.

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