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Bovino de corte


Chianina

Generalidades

Raça primitiva da região central da Itália teve sua origem no vale de Chiana, entre Toscana e Umbria, por volta de 1500 a.C. Acredita-se que a chianina é oriunda das fusões entre Bos primigenius e Bos brachyceros. A raça tomou-se preferida dos romanos, durante o apogeu do Império. Os primeiros animais chianina que deixaram a Itália vieram para o Brasil (estado de São Paulo) em 1956, sendo 2 machos e 6 fêmeas, através do Sr. Giannandrea Matarazzo. A partir disso, várias importações foram realizadas da Itália, Inglaterra e Uruguai. Calcula-se que o total de animais vindos para o Brasil foi de 992 cabeças, sendo 205 machos e 787 fêmeas.

Características

Animal de biotipo produtor de carne, rápido ganho de peso e alto rendimento de carcaça possuem também excelente taxa de conversão alimentar. A chianina possui ótima tolerância às temperaturas elevadas em ambientes tropicais. Sua característica principal é a produção de carne, com grande velocidade de ganho de peso, o rendimento de carne pode ser avaliado no corte da região dorso-lombar, que é conhecido internacionalmente como "bisteca a La fiorentina".

A qualidade pode ser comprovada por sua textura leve e maciez proporcionada pela gordura entremeada intramuscular que lhe oferece um marmoreio satisfatório, onde são baixos os níveis de colesterol (50mg/100g), de calorias (101 kcal) e altíssima porcentagem de proteína (22,5%). Esta cobertura moderada de gordura atende aos anseios dos consumidores que procuram carne sem acúmulo de gordura. Enquanto outras raças taurinas de corte apresentam valores acima de 25% de teor de gordura, a raça chianina atinge no máximo 10% de gordura na sua carcaça.

O período de gestação médio da fêmea PO (Puro de Origem) é de 292 dias. Qualquer que seja o manejo adotado, a desmama é procedida entre 5 e 7 meses de vida.

Na criação de gado de corte, a baixa natalidade reduz sensivelmente desfrute do rebanho. Isto é mais agravado quando ocorre alta mortalidade de bezerros. Para que tal não aconteça, e se consiga mais de 85% nascimentos e menos de 5% de (do nascimento à idade reprodutiva), criador deve seguir medidas adequadas no controle sanitário, manejo, alimentação do rebanho e de criação dos futuros reprodutores.

A combinação dessas medidas determina que os animais da raça chianina apresentem características de ganho de peso e precocidade. As fêmeas podem parir antes dos 36 meses de idade e apresentam intervalos entre partos inferiores a 14 meses.

Os métodos de cria e recria podem exercer influência no desempenho dos animais como reprodutores. A super alimentação é um exemplo: pode acarretar baixa fertilidade do animal; por outro lado, a sub-alimentação, com a conseqüente deficiência de proteínas, minerais e vitaminas, leva o animal a ter problemas de ordem reprodutiva, além de torná-lo mais exposto a doenças infecciosas e parasitárias.

Esta é uma raça de grande precocidade, alto rendimento no abate, de fácil adaptação ao pasto, boa rusticidade e alta fertilidade.

Padrão da raça

A chianina possui o seguinte padrão:

- pelagem: branco-porcelana, de pele solta, pigmentada de preta.
- espelho nasal, vassoura da cauda e aberturas naturais (ânus e vulva) também são pigmentados;
- cabeça: leve, pequena e elegante;
- tronco: longo e profundo;
- dorso: largo e longo com garupa ampla, horizontal, terminando no posterior com coxas e nádegas largas, espessas e musculosas;
- membros: são fortes e de bons aprumos;
- cascos: fortes e pretos.
- corpo: de uma forma geral, apresenta ossatura leve.

Cruzamento industrial

De acordo como registro genealógico da Associação Brasileira de Cnadores de Chianina (ABCC), a raça apresenta bons resultados em produtos cruzados, dos quais se destacam:

- chianina x angus;
- chianina x brahman;
- chianina x hereford;
- chianina x sahiwal;
- chianina x nelore e outros zebuínos.

Nesses cruzamentos encontrou-se a forma mais clara de aumentar a produção de carne, devido à heterose no processo.

O chianina tem conseguido bons resultados em testes realizados pela ABCC: a raça está devidamente comprovada. Nos cruzamentos com animais britânicos ou europeus (continentais), o rendimento final será um aumento entre 20 a 30%; com zebuínos, o rendimento está entre 10 a 25%.

Um chianina puro por cruzamento (PC) é aquele de grau de sangue igual a 31/32 (5 gerações conhecidas) mas é provável que se aprove o grau 15/16 (como nos Estados Unidos) devido à alta força genética da raça.

Ganho de peso

A característica principal da raça chianina está na produção de carne, com grande velocidade de ganho de peso. Na Itália, em prova de ganho de peso, este animal atinge média de 1,75 kg/dia e alguns superam 2,0 kg/dia. Conforme dados dos últimos 05 anos obtidos na Península italiana, o rendimento da carcaça passou de 62% para 63/64%, devido aos trabalhos desenvolvidos pelo Centro Genético daquele país. Houve um aumento significativo no desenvolvimento de massas musculares, em tomo de 10%. Com isso, o ganho médio saltou de 1.450 g/dia para 1.750 g/dia e o peso médio aos 365 dias passou de 550 kg para 590 kg.

Melhoramento genético

A ABCC, além do trabalho de cuidar do registro genealógico, auxilia seus associados também na comercialização dos produtos e orientação técnica em reprodução e melhoramento genético. A ABCC tem colaborado com os criadores, orientando na pressão de seleção, na precocidade de idade das novilhas ao primeiro pano e encurtamento do intervalo entre panos. Com isso estão melhorando os índices produtivos.

Outra atitude tomada pelos criadores de chianina refere-se ao grande avanço na seleção de habilidade materna das 2meas, aumentando a capacidade de manter sua cria a pasto, em condições brasileiras. O trabalho de melhoramento genético que está sendo realizado na Itália poderá contribuir com os criadores brasileiros que passam a contar com ferramentas importantes para a produção de carne em climas tropicais.

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