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Bovino de corte


Aquitânica

Generalidades

Formada pela junção do mesmo tronco genético (blonde d'aquitaine x caracu), esta "nova raça" de bovinos começou a ser desenvolvida no Brasil há 27 anos pelos irmãos Surreaux, de Uruguaiana (RS) e vem sendo melhorada geneticamente em diversas condições ambientais, como no pantanal mato-grossense, no cerrado goiano, no Nordeste brasileiro e na região do chaco paraguaio.

Características

A raça aquitânica é chamada de sintética, uma vez que é "produzida" a partir de duas outras raças, o blonde d'aquitaine e o caracu, aproveitando o que há de melhor em ambas as raças sintetizadas. Seu nome foi escolhido em função do blonde - uma raça moderna, de ótima fertilidade facilidade de parto, precocidade, excelente cobertura muscular e rendimento de carcaça com tolerância razoável ao calor.

Para os selecionadores da raça, a aquitânica sintetiza a adequação vantajosa ao clima tropical brasileiro (característica do caracu), com o bom rendimento e cobertura muscular de um ótimo europeu. O que foi separado há quase quatrocentos anos (o blonde selecionado pelo homem, e caracu selecionado mais pela natureza do que pelo homem), agora é sintetizado com as vantagens destas duas raças numa só. O que significa nascimento de bezerros pequenos (caracu), desenvolvimento acima da média (blonde) e nível ótimo dê desempenho dos touros a pasto (caracu).

Padrão da raça

Esta é uma raça de grande rusticidade (o aquitânico é um animal aclimatado); de excepcional cobertura muscular, tanto no posterior como nas partes lombares; carcaça de terminação precoce com alto rendimento frigorífico; couro fino com pêlo variando do curto a zero e de coloração variando do branco ao amarelo; cabeça pequena; estruturas ósseas equilibradas, fortes, porém leve; facilidade de parto e muito boa conversão alimentar.

Aptidões

- o macho (produto aquitânico) tem o hábito de acompanhar a vaca nelore no pasto, não procura a sombra (pois não sofre muito o efeito do calor) e com isso aumenta os níveis de prenhez;
- aumento de cobertura de carne e rendimento de carcaça (blonde);
- alta penetrância genética, porque sendo animais do mesmo tronco genético blonde e caracu, proporcionan maior vigor híbrido quando cruzados com zebuínos.

Estes animais são selecionados como em todas as raças, mas não é dada importância ao grau de que pode ser mais caracu do que blonde ou vice-versa: o que importa é serem selecionados animais cada vez mais eficientes para as condições tropicais. Resumindo: obter o máximo de rendimento econômico em termos de carcaça, com resistência ao calor, para que os touros acompanhem as vacas "nelore" que são ótimas matrizes para os cruzamentos industriais. Para o regime de monta natural a pasto é recomendado o uso do touro aquitânico.

Existem animais mochos e aspados, embora na maioria das propriedades a amochação, hoje, seja quase rotina de manejo. Não é unia raça de dupla aptidão. Mas, devido à presença do caracu na sua formação, são gerados animais com ótima habilidade materna, servindo até para tirar leite para o gasto, no nível de propriedade rural.

A raça aquitânica é selecionada para suportar condições razoáveis de alimentação e manejo. Ou seja, as condições do Brasil Central com capim braquiária. Tem bom potencial genético para responder excepcionalmente bem, com ganhos de peso e conversão alimentar, à medida que as condições de alimentação melhorem. São animais que aceitam bem o trato à campo e perfeitamente ao cocho, principalmente os mestiços com nelore, criados extensivamente, confinados, ou semi-confinados para terminação: dão bons novilhos precoces. Aqui, o fundamental é que sejam selecionados animais com biotipo para os trópicos (resistência ao calor).

Cruzamento industrial

Como o aquitânico é formado pela junção de duas raças do mesmo tronco genético (blonde x caracu) -portanto com baixo choque sangüíneo, quando acasalados com animais blonde ou caracu, os aquitânicos proporcionam alta heterose, assim como nos cruzamentos com outras raças zebuínas.

O número de rebanhos no Brasil tem crescido significativamente nesta última década e os pecuaristas estão preocupados com a rentabilidade de suas propriedades. Os introdutores desta raça sintética consideram a aquitânica urna parceria ideal. Com ela, os produtores podem fazer cruzamento industrial com touro a campo; novilho precoce; confinamento; usar as matrizes que são as mestiças aquitânicas com nelore; usar touros aquitânicos em novilhas nelore porque não haverá problema de parto devido ao nascimento de bezerros pequenos.

Ganho de peso

Os aquitânicos são animais de tamanho médio para grande: não são gigantes, mas as fêmeas puras alcançam 700 kg a campo e os touros têm como média 1.000 kg de peso corporal embora existam reprodutores com 1.400 kg de peso. Os animais puros têm os seguintes pesos médios:

Machos: pesa 35 kg ao nascer; 500kg com 01 ano (semi-estabulado); e entre 1.000a 1.200kg ao atingir o peso adulto.
Fêmeas: pesa 30kg ao nascer; 600kg com 01 ano (estabulado); e entre 650 a 700kg ao atingir peso adulto.

Resultado com Mestiços (confinamento de machos 1/2 sangue):

- período de confinamento: 112 dias
- peso inicial: 275 kg
- peso de abate: 18,5@
- idade de abate: 18 meses
- GMID: i.800g
- rendimento de carcaça: 58,5%

Melhoramento genético

A raça vem sendo testada exaustivamente nas diversas condições de meio ambiente, através do trabalho do médico veterinário e pecuarista, Dr. Harley dos Santos Pansard, que embora centralize o seu trabalho em Londrina (PR), tem utilizado animais no pantanal do mato-grossense, Coxim (MS), Acre, Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Bahia, São Paulo, Minas Gerais e na região do Chaco, no Paraguai.

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