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Escargot


Manejo alimentar

- Ração: é o total dos alimentos que devem ser dados aos escargots, durante 24 horas, com o objetivo de satisfazer as exigências para a manutenção da sua vida e para suprir as necessidades físicas. Para isso, a ração deve satisfazer a uma série de condições de ordens química, biológica, física, zootécnica e econômica. Além disso, deve ter uma relação nutritiva de acordo com a espécie, idade ou função a que for destinado o escargot, bem como estar isenta de qualquer substância nociva ou tóxica.

Os alimentos para eles, podem ser divididos em duas grandes categorias ou grupos:

- Verdes: os vegetais como couve e outros produtos hortícolas (cenoura etc.), confrei, forragens etc.; Pode se obter através de colheita de plantas nativas ou "do mato", devendo ser escolhidas as preferidas pelos escargots; pelo aproveitamento de culturas existentes ou de sobras; de plantações feitas especialmente para a alimentação dos escargots como, por exemplo, uma plantação de confrei ou de couve.

De um modo geral, podemos calcular que seja necessária uma área plantada, cuja superfície seja duas vezes maior que a área ocupada pelas construções do heliário. Esse cálculo pode variar de acordo com vários fatores como a qualidade da terra, a forrageira cultivada, etc..

Podemos, praticamente, alimentar os escargots com os mesmos alimentos dados aos coelhos como, por exemplo, além das já citadas, folhas de cenoura, de beterraba ou de nabo, etc.. As suas raízes não são aconselháveis porque eles a comem muito devagar, retardando o crescimento e engorda. Pode-se fornecer restos de pão, batata cozida, frutas, preferindo alimentos de menor preço.

- Concentrados: são as farinhas, farelos e ração balanceada. Os farelos podem ser fornecidos em pó ou granulados e podem permanecer nos cochos durante uma semana, desde que não fiquem úmidos. Podemos fornecer farelo de milho, trigo, cevada, soja, etc., desde que em quantidades adequadas. Pode-se fornecer rações balanceadas especiais para coelhos. Quanto às quantidades de ração, podemos calcular, para efeito de distribuição, 0,1g para o Helix aspersa ou petit gris e O,2g para os Helix pomatia ou bourgogne. O importante,'no entanto, é observar rigorosamente a quantidade comida pelos escargots, porque ela pode variar, de acordo com vários fatores, para que não sejam fornecidas quantidades maiores do que as necessárias, para evitar desperdícios e que a sobra se deteriore e prejudique os animais ou então que a quantidade seja insuficiente, prejudicando o crescimento e o desenvolvimento, além da reprodução dos escargots.

É preciso, no entanto, que o criador leve em consideração que o melhor é não alterar muito a ração de seus animais, trocando seus alimentos, pois eles podem estranhar a nova alimentação, e não se alimentam direito, necessitando, então, de um período de adaptação, o que atrasa o seu desenvolvimento. Outro ponto importante na alimentação dos escargots, é a água que não deve faltar nunca, principalmente quando os animais recebem concentrados que, como o sabemos, são alimentos desidratados contendo menos de 14% de água, enquanto os verdes têm mais de 90% de água. Além disso, essa água deve ser a mais limpa possível e de preferência potável. Como já mencionamos, o verde deve ser Colocados em manjedouras e os concentrados, em comedouros espalhados de maneira regular, por todo o parque ou criadeiras.

- Alimentos aromáticos: o escargot tem a capacidade de transmitir pela carne o aroma do alimento ingerido, essa capacidade de assimilação bem acentuada. Assim sendo, o criador pode melhorar bastante a qualidade da carne de seus escargots, fornecendo-lhes alimentos adequados e alguns especiais para que transmitam um gosto melhor ou especial à carne desses animais. Entre esses alimentos podemos destacar as diversas plantas aromáticas que podem dar, à carne do escargot, um sabor especial e até sob encomenda do comprador. essas plantas são as usadas como temperos, como salsa, a cebolinha, erva cidreira, hortelã, capim limão, menta, etc..

A distribuição dos alimentos deve ser feita sempre ao entardecer, para evitar que os escargots, sentindo o movimento e a presença da "comida", saiam de seus abrigos, ainda com sol ou calor, o que lhes é sempre prejudicial e até pode ser fatal; os alimentos devem ser frescos e de boa qualidade; o verde deve ser bem fresco e aquoso e nunca seco ou com alto teor de celulose, pois essa alimentação faz com que a carne do escargot fique com uma consistência elástica (borrachuda) , o que desvaloriza o produto; dar alimentos ricos em cálcio, tão necessário à vida desses moluscos; quando os vegetais a serem distribuídos aos animais, forem de folhas muito grandes, devemos cortá-los em tiras e as frutas, em fatias; espalhar bem os alimentos nos cochos ou manjedouras, para evitar que os escargots se aglomerem, o que é sempre prejudicial; recolher as sobras todos os dias, mas nas horas em que os animais estejam recolhidos em seus abrigos.

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