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Atualmente, a criação de escargots já se desenvolveu bastante, em relação ao estado em que se encontrava há alguns anos atrás, mas podemos afirmar que ainda está em pleno desenvolvimento. Veremos instalações para a criação de escargots, mas já modernizadas e dentro da melhor técnica, destinadas à criação do Helix aspersas ou petit gris.

Tipos de instalações

Podemos dividir as instalações para a criação de escargots em quatro tipos principais:

- para reprodutores: onde ficam os animais selecionados para a reprodução;

- de cria, onde são colocados e mantidos os escargots novos, até a idade de três meses. Podem ser nele mentidos 80 animais por m2, tanto os nascidos de lotes de reprodutores, como os que nasceram dos lotes destinados a recria a engorda;

- de recria: local onde ficam os escargots desde os três meses, saídos dos parques de criação, até serem destinados para o consumo, para a engorda ou para os lotes de reprodução, o que ocorre em períodos que variam com diversos fatores, de acordo com a espécie a que pertençam;

- de engorda, onde são colocados os animais já adultos, para que adquiram maior desenvolvimento, mais peso e melhor qualidade de carne, para o que são submetidos a uma alimentação adequada.

Nessas Instalações devem ser colocados 80 a 100 escargots por metro quadrado.

- densidade de animais/área: o produtor deve povoar adequadamente os ambientes ou áreas, pois o sub-povoamento é sinônimo de prejuízo por sobra de espaço e o superpovoamento é prejuízo por desaceleração no crescimento e reprodução, alem causar mortalidade.

Animais adultos Nº de animais/m2
Helix aspersa 100
Helix pomatia 50
Helix lucorum 50


 

 

Animais com peso de 1g 1.000
Animais com peso de 2g 750
Animais com peso de 5g 300

 

 

- Tamanho das caracoleiras (parques): podem ser de tamanhos variados, variando de 5 a 100m2, sempre se levando em conta os animais que nascerão, observando-se as proporções acima citadas, evitando desconforto no manejo. Pode-se subdividir os parques em áreas internas ou espaços individualizados para reprodutores, o que permite maior controle zootécnico sobre aquela população, bem como o próprio manejo alimentar e sanitário daqueles animais.

- Cercas: usar telas nylon com malha de 1 a 5mm para parque de animais pequenos e de 20mm para adultos, preferindo a malha menor, uma vez que os ovos podem eclodir em qualquer lugar. As cercas devem ter 1,50/1,70m de altura, a fim de facilitar os trabalhos de limpeza, exame, fiscalização, distribuição de alimentos, coleta de animais e, enfim, todo o manejo.

Podemos utilizar, também, cercas de 60 a 80cm de altura. As cercas devem ser apoiadas sobre muretas de 20cm acima do chão e 30cm enterrada. A Parte enterrada destina-se a impedir a entrada de ratos e de outros predadores que tentarem passar por baixo da cerca. Naturalmente que, se a parte enterrada for maior, a garantia de proteção será, também, maior. Outra técnica para a proteção dos escargots confinados em parques, quando somente a cerca com a parte enterrada nylon for suficiente para proteger os animais, é cobrir o solo com uma rede de nylon de malhas fina e sobre ela, colocar uma camada de terra, formando o piso do parque.

- Cobertura: A fim de proteger o escargots de predadores voadores e também impedi-los de escalarem as cercas laterais e escaparem, deve-se cobrir os parques com telas de nylon de malhas finas, de 1,5 a 5mm(de acordo com o tamanho dos escargots), para que nem mesmo pequenos insetos possam penetrar nos parques ou que os escargots ainda pequenos possam dele fugir.

Essa cobertura deve ser bem fixada às cercas- e de tal maneira que não fiquem espaços ou aberturas que permitam a passagem dos animais. Essas coberturas devem ser apoiadas em palanques evitando rasgar as telas. Também devem ser feitas proteções auxiliares contra fuga dos escargots no topo da cercas na forma daqueles protetores de paiol contra a subida de ratos, podendo ser em meio circulo ou em "V", ou ainda cerca elétrica. Podem ser feitos, em volta dos parques uma vala de água com + - 30cm de largura, vala esta que possui dupla função, a de, também, drenar os parques evitando e encharcamento dos parques.

- Aspersores de água: nos finais de tardes dos dias muito quentes em que o terreno esteja também seco, deverá aspergir sobre os parques água através, por exemplo, de um pivô no centro do parque ou entre dois parques, conforme a capacidade do equipamento instalado; mantendo um alto grau de umidade no parque.

- Passarelas: são necessárias para se evitar pisoteio e esmagamentos de pequenos escargots, devendo se usadas placas de madeira ou concreto. Essas passagens devem ficar paralelas, no sentido longitudinal (ao comprido) do parque e separados 1,5 a 2m uma das outras.

- Comedouros: São utilizados para o fornecimento de farinhas, farelos ou rações balanceadas para os escargots. Podem ser de plástico, de madeira ou de qualquer outro material, desde que não cause a contaminação ou alteração de gosto ou qualidade dos alimentos. Devem ser cobertos, protegendo os alimentos da chuva.

- Bebedouros: devem ser instalados, na quantidade e distribuição conforme a metragem do parque. Pode ser usada uma caixa plástica ligeiramente enterrada no solo, cheia de pedra britada, para que a água seja gotejada, encobrindo ligeiramente as pedras, evitando o afogamento dos animais, não esquecendo de instalar um "ladrão" na caixa para saída da água.

- Mesas de alimentação: algumas devem ser instaladas próximo aos refúgios, usando-se tábuas, placas plásticas ou outro material evitando o contato com o solo a uma altura de 5 a 10cm do solo, para o fornecimento de forragens verdes.

- Refúgio: para o abrigo dos animais devem ser usadas telas de barro do tipo "canaleta" sobrepostas e distribuídas pelo parque.

Criação em galpões ou estufas

Até agora verificamos algumas condições de instalações especialmente das criações a céu aberto, mas enfocar outro sistema mais sofisticado, tendo como desvantagem os custos de instalação, que são as construções ou adaptações de prédios já existentes, verificaremos, assim, as vantagens deste sistema:

- controle da temperatura e sua manutenção constante ou satisfatória;
- manutenção da umidade necessária, evitando desidratação;
- controle do grau e o tempo de luminosidade dentro do heliário;
- aproveitamento de uma grande percentagem de ovos que seriam perdidos nas criações ao ar livre, que dependem das condições naturais;
- a percentagem de eclosões é multo maior do que em condições naturais;
- o número de animais criados até a idade adulta é multo maior, o que significa maiores lucros; - o crescimento e o desenvolvimento dos animais é mais rápido, devido às condições de vida oferecidas;
- os animais assim criados são precoces, ficando "prontos" para a comercialização mais rápida, atingindo a puberdade mais cedo, significando reprodução mais precoce;
- imunidade contra predadores e competidores naturais;
- manejo geral super controlado, dando maior sanidade aos animais, facilitando os trabalhos dos criadores, independendo das situações climáticas;

Controle de Temperatura, umidade e luz:

Para o escargot Helix aspersa /petit gris são indicados temperaturas situadas entre 16 e 24ºC, enquanto que para os Helix pomatia/bourgogne a temperatura indicada fica abaixo dos 16ºC. Assim os galpões devem ter formas de controle pratico das temperaturas internas, como janelões telados com veneziana externa de plástico.

Em épocas quentes o telhado deve ser caiado pelo lado de fora, esse método reduz em 5ºC a temperatura interna. Esse método facilita o controle da ventilação, evitando perda da umidade, sendo que os animais necessitam de 85% de umidade relativa do ar. É ideal que os animais recebam luz num período de 10/12 horas/dia, pois são mais ativos nos dias mais longos. Diante disto se faz necessário a instalação de lâmpadas para complementar esse período nos dias curtos.

Como diferencial podemos dizer que nas estufas devem ser instalados sistemas de pulverização de água a fim de manter a umidade interna no dias de verão; ainda pintar o teto de branco para refletir os raios solares ou ainda cobrir a estufas com palhas ou sapé, podendo molhar esta cobertura barrando os raios solares.

- Criadeiras: devem ser construídas caixas de madeira com tampa de tela, contendo refúgios (canaleta de barro ou painéis em pé), comedouros, bebedouros, bandejas de terra para postura e incubação e piso de terra. As caixas podem possuir pés ou não; as laterais não devem ter mais que 10cm de altura e a caixa não deve ser muito grande para facilitar a movimentação (+- 1m2).

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