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Escargot


Sistemas de criação

Primeiramente deve-se escolher a espécie que, para o Brasil, predomina o Helix aspersa (petit gris); é mais rústico, prolífero, mais precoce - engorda em 120 dias, o melhor que se adaptou ao cativeiro (heliário) e a criação mais intensiva.

Como segunda opção tem-se o Helix aspersa máxima, espécie intermediária entre o Helix pomatia e o Helix aspersa.

Extensivo

Cnsiste apenas em soltar um certo número de escargots, em um terreno adequado, cujas características sejam propícias à existência desses moluscos. Eles ficam, depois, entregues à própria sorte, não recebendo nenhuma assistência. Tempos depois, a mesma pessoa que os soltou e que se julga o seu dono, os vai procurar para caçá-los sem saber, mesmo, se os vai encontrar, se eles se reproduziram ou então se desapareceram, assim não se pode admitir como um meio adequado de criar estes animais.

Entre muitos outros, podemos citar, como inconvenientes desse sistema, os seguintes:

- impossibilidade de controle sobre os moluscos;
- mortalidade muito grande e, em conseqüência, menor produção;
- os animais estão muitos sujeitos ao ataque de predadores;

Intensivo ou confinado

Único para quem deseja criar escargots com fins principalmente comerciais. É realmente o único que pode assegurar sucesso na criação de escargots, porque:

- permite unia vigilância e um controle rigoroso sobre os animais,
- aumenta as percentagens de eclosão, devido à maior oferecida dentro do heliário;
- diminui a mortalidade de escargots de todas as idades, porque lhes são proporcionadas as melhores condições ambientais e de alimentação etc;
- permite uma boa seleção dos reprodutores;
- facilita o manejo, a captura e o descarte, quando necessário;
- evita totalmente ou diminui muito o perigo de predador;
- permite melhores condições para que lhes seja proporcionada uma alimentação melhor e mais abundante;

Esse sistema pode ser empregado em dois tipos de criação: ao ar livre ou fechado, vejamos.

- Criação ao ar livre, ou seja, as que não ficam debaixo de telhados ou coberturas que os proteja das intempéries, embora possa se usar telas de nylon;
- Criações em galpão, assim denominadas todas as que se encontram dentro de construções com ou sem paredes, sempre com um telhado a proteger os animais das variações do tempo, principalmente das chuvas e do sol diretos.

Independentemente do sistema de criação optado, deve-se observar outros fatores que ser decisivo para o sucesso do empreendimento, vejamos os principais:

- Clima: para o Brasil esse fator não é impeditivo, pois todo o território nacional é propício à criação de escargot, no entanto deve-se evitar regiões muito secas;
- Umidade: é importante observar esse fator porque o escargot é sensível à falta ou excesso de umidade, pois se o ar estiver seco eles podem se desidratar ou se houver excesso de umidade podem secretar muita água em seu organismo, é preciso que o criador tenha meios de manejo adequando, mesmo que artificialmente, um ambiente favorável aos animais;
- Temperatura: os dois itens acima indicam que não suportam temperaturas elevadas, o que os levam a desidratação, assim preferem temperaturas entre 15 e 25ºC. Temperaturas baixas retardam o crescimento, puberdade e eclosão de ovos, prejudicando a criação comercial;
- Ventos: são prejudiciais porque provocam ressecamento do tegumento, alterando a temperatura do seu corpo e por conseqüência, alterações metabólicas nocivas ao seu desenvolvimento;
- Água: deve ser limpa, sem cloro, a disposição para os animais beberem e até umedecer o ambiente;
- Luz: não pode ser excessiva, porque os escargots são mais ativos no período noturno, por isso são necessários abrigos artificiais no heliário;
- Solo: que seja rico em cálcio, com pH neutro para pouco alcalino, entre 6 e 8, boa permeabilidade evitando encharcamento. Assim, de acordo com o tipo de solo pode ser feito correções: para solos argilosos (barrento) basta aduba-lo com adubo orgânico; para solos arenosos e ácidos, adicione adubo orgânico e calcáreo; se verificar a presença de poças deve ser feito valas de drenagem.

Controle zootécnico

Numa criação ou heliário com objetivos comerciais ou industriais, como em qualquer outra empresa, é indispensável um controle rigoroso, não só sobre o que foi produzido ou vendido mas também sobre todos os fatores da produção: aquisições de materiais, de animais, de rações etc.; animais existentes, suas respectivas categorias e outros dados necessários.

Em helicicultura, não há dúvidas a respeito, o fator de produção mais importante é o próprio escargot. Assim sendo, o controle sobre eles deve ser o mais rigoroso possível, vejamos:

- número do lote; data de formação do lote; número Inicial de animais; idade dos animais (mesmo aproximada);
- mortes ou descarte e sua data;
- quantidade de alimento fornecido ao lote e
- informações gerais dos diversos lotes, ocorrências etc.
- registro de animais selecionados, com controle individual, numerando (tinta) ou etiquetando a concha do animal com números.

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