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Emas (Rhea americana)

Criar emas em cativeiro já é uma realidade para pequenos, médios e grandes proprietários rurais. O mercado de animais silvestres está em franca expansão e são muito boas as perspectivas de lucro. Apesar de a atividade estar apenas se iniciando aqui no Brasil, não é propriamente, nenhuma novidade: outros países, como EUA e Uruguai, há muito
iniciaram suas criações e já estão inseridos no comércio mundial dos produtos do animal. O que acontece é que, no Brasil, a atividade está tomando um novo direcionamento e apresenta boas perspectivas comerciais tanto no mercado interno como no externo. É uma criação vista com bons olhos, já que contribui para a preservação da espécie, pois favorece a realização de estudos e pesquisas nas áreas de reprodução, produção e melhoramento através da seleção. Isso tudo além de contribuir para a reintrodução da ema em locais em que está extinta ou em perigo de extinção.

Animais Precoces

Os resultados da criação comercial de ema são bastante precoces. A fêmea adquiri maturidade sexual com apenas um ano de idade e reproduz já a partir do segundo ano. Os ninhos são feitos em depressões no solo, cobertos de folhagens e gramíneas. Somente o macho incuba os ovos, cujo número depende da quantidade de fêmeas por macho. Uma fêmea adulta é capaz de pôr, naturalmente, de 10 a 18 ovos por ciclo, pesando em média 605g por ovo, com um intervalo de postura de dois dias. A fêmea põe os ovos fora do ninho e o macho se encarrega de arrumá-los para a choca, rolando-os para dentro do ninho.


Ele coleta os ovos de todas as fêmeas do grupo, até um número que considere satisfatório, variando de 10 a 40. Mesmo juntando muitos ovos, o macho tem capacidade para chocar um número que varia entre 20 e 25 ovos.

Instalações

O proprietário rural que tiver apenas cinco hectares pode implantar, com sucesso, uma criação de emas em sua propriedade. O primeiro passo é adquirir os animais de outros criadouros devidamente licenciados pelo IBAMA - ou então mediante licença para capturá-los na própria natureza. O ideal é que se consiga a assessoria de um técnico, pelo menos no início da atividade. Um casal adulto custa,
em média R$ 900,00, mas o criador pode optar por comprar filhotes e ir aprendendo as particularidades do manejo.
Um filhote com três meses custa, em média, R$ 250,00.

No cativeiro, as emas permanecem a maior parte do tempo no piquete. Por questões lógicas de segurança, todo o criatório deve ser cercado com tela de alambrado fio 14 com, no mínimo, um metro de altura, mais três fios de arame acima da tela. Para dividir os piquetes internamente, outra opção são cercas de arame liso, com espaçamento de 20 cm. É aconselhável se construir, espalhados pelo criadouro, pequenos ranchos com 30 m² cobertos, para facilitar o fornecimento de alimentação e servir de abrigo para os animais. Em função do comportamento e das exigências das aves, recomenda-se que o piquete seja coberto com vegetação rasteira e que tenha árvores ou arbustos para que sirvam de abrigo para as emas. A água pode ser fornecida através de bebedouros, deve ser limpa e estar sempre à disposição das aves. Os mesmos devem estar localizados em áreas sombreadas, ao nível do solo ou a uma altura máxima de 30 cm.


Ninho de ema no cativeiro, contendo 45 ovos. Notar o "aceiro" em volta do ninho.
A criação de emas em cativeiro necessita também de uma creche-maternidade. Esta instalação pode ser de madeira e coberta de telhas, toda fechada e com uma porta voltada para um piquete. Dentro, é necessário haver fontes de calor para abrigar os filhotes. Podem ser campânulas à gás, ou ainda, lâmpadas. Dentro deste viveiro devem ser instalados cochos de alimentação.

Ao separar os animais para o acasalamento, observe a proporção de 1 a 2 machos para 2 a 10 fêmeas. As fêmeas põe cerca de 20 a 25 ovos no 1° ano de postura, a média de ovos/ano na idade adulta é de 25 ovos. Apesar que este é um número que vem crescendo na medida em que os criadouros fazem um trabalho de seleção genética, ou melhoram certas práticas de manejo. Ou seja, o aumento da postura e o nascimento de filhotes estão diretamente ligados ao manejo dos animais e alimentação. Fatores como o local do criatório, condições climáticas, recursos, bem como as preferências do criador, também influenciam. Se for possível, vale a pena investir numa incubadora que, bem regulada, garante um índice de eclosão em tomo de 80%.

Além disso, incubação artificial estimula a postura, pois tira os ovos do ninho. Outros fatores como: a área disponível para os piquetes de reprodução, o número de reprodutores, ou a dominância (potência) dos machos também influem no resultado. Uma técnica utilizada com sucesso é a introdução de machos reservas no terço final do período de postura - caracterizado pela redução de números de ovos e da fertilidade. A entrada desses machos nos grupos reinicia a disputa pelas fêmeas, estimula sexualmente os animais e tem resultado no prolongamento dos períodos de postura e do nascimentos dos filhotes.

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