É muito importante ressaltar o papel desempenhado pelas medidas de higiene dos tratadores, pelo rodízio dos piquetes e recintos e sua desinfecção regular com desinfetantes ou com fogo (lança-chamas nos recintos), na prevenção de doenças provocadas por diversos agentes patológicos.
Toda criação deve ter normas diárias de manejo para prevenir introdução e a proliferação de doenças; ao conjunto destas medidas chamamos de Biossegurança. Dentre estas normas, uma das mais importantes seria evitar as formas de transmissão dos agentes patógenos:
Componentes do ambiente
O vento, a água e o solo devem ser utilizados de forma adequada para evitar a veiculação e permanência de agentes patógenos na área utilizada para a criação dos animais.
Componentes mecânicos
Os equipamentos, veículos de transporte e objetos de uso nas criações necessitam de limpeza e de desinfecção correta, antes e após sua utilização.
Componentes humanos
O homem, seja o tratador, o veterinário, o proprietário ou o visitante, deve seguir rigorosamente as normas de fluxo dentro da propriedade e de desinfecção de pés e mãos, quando da entrada nos galpões ou alojamentos dos animais.
Componentes alimentares
Quanto aos alimentos, toda alimentação oferecida aos animais deve ser de procedência idônea, tornando-se o cuidado de verificar, periodicamente, as condições de armazenagem, evitando-se alimentos mofados ou contaminados. Dietas balanceadas são importantes para manter a saúde das aves, evitando-se carências nutricionais.
Componentes animais
Animais domésticos e silvestres, que não fazem parte da criação, devem ser evitados nas áreas circunvizinhas da criação. Quanto aos animais da criação, devem estar todos saudáveis. Animais doentes devem ser separados do lote e tratados isoladamente e sua reintrodução no plantel deverá ser feita somente após rigorosa inspeção e absoluta certeza do seu restabelecimento. Toda ave, antes de ser incorporada ao plantel, deverá passar por um rigoroso processo de quarentena.
A quarentena é uma das formas de dificultar a entrada ao criadouro de doenças que possam afetar a sanidade da criação. No trabalho com animais exóticos à nossa fauna, é fundamental o conhecimento das enfermidades que possam vir a ser introduzidas no local.
As aves, antes de ingressarem na propriedade, deverão ser colocadas em quarentena, por um período mínimo de 4 a 6 semanas de isolamento do restante do plantel. Durante este período, os animais não poderão ser comercializados ou Ter contato com outros animais do local. Um controle adequado da eliminação de agentes patogênicos que possam vir a afetar o restante da criação deve ser realizado nesta fase, prevenindo a entrada de doenças como Newcastle, Influenza e outras. O período mínimo de 4 semanas é necessário para a identificação das aves que poderiam estar incubando alguma enfermidade, sem apresentar sinais clínicos.
Os principais cuidados na rotina de manejo sanitário podem ser visualizados a seguir:
CARRER, C. C.; KORNFELF, M. E. A criação de avestruzes no brasil. Ed. Ultra Copy: Rio Claro – São Paulo, 1999. 304 p.