Ao planejar a estrutura da propriedade, levar em consideração os cursos d'água, a direção dos ventos e outras influências naturais. Esses fatores são importantes na implantação de quebra-ventos, corredores entre piquetes, localização de abrigos, cochos e bebedouros e melhor utilização de outras facilidades, como disponibilidade de água.
O IBAMA e o Ministério da Agricultura exigem uma área para quarentena dos animais introduzidos na propriedade. Mesmo que a quarentena seja feita em outro local, é muito importante ter na propriedade instalações para alojar animais vindos de outros criatórios, animais doentes da propriedade e que estejam sob tratamento ou observação.
Manter um local onde possam ser realizadas pequenas cirurgias e algumas análises clínicas ou preparados os materiais para encaminhamento para exames (fezes, sangue, animais mortos para necropsia, por exemplo). Destina-se, portanto, a múltiplos usos. Deve possibilitar o manejo, inspeção, tratamentos e outros atendimentos às aves com grande presteza e rapidez. A área de tratamento deve ser mantida tão escura quanto possível, permitindo facilidade de manejo das aves.
Deve ficar localizado distante dos animais jovens (recria) e dos reprodutores. É formado por área de recepção e estocagem dos ovos, incubação, eclosão e lavagem das bandejas.
Devem ter um abrigo medindo aproximadamente 3,0m x 4,0m x 3,0m, dispostos lado a lado. Pode ser também, um galpão subdividido internamente. O abrigo e a saída para a área externa devem ter piso de concreto com ligeira inclinação para facilitar a drenagem de água; não pode ser escorregadio. Os piquetes podem ser delimitados por cerca de madeira de 1,2m de altura, e portões de mesma altura. Estas cercas são revestidas com telas e dão acesso aos corredores para a movimentação das aves entre diferentes instalações do criatório. O piso dos piquetes pode ser de areia, terra ou de preferência, grama baixa resistente a pisoteio. No seu interior podem ser plantadas árvores para fornecer sombra. Os piquetes para filhotes e para reprodutores são conectados a um sistema automático para fornecimento de água, equipado com bóias protegidas contra as bicadas das aves.
São recomendadas várias dimensões de piquetes para reprodutores, sendo a mais utilizada no Brasil 20m x 50m, dispostos lateralmente, separados pelo corredor de serviço, sendo dotado de um abrigo com área de 3,0m x 1,5m, o suficiente para a proteção do cocho de ração e do bebedouro. As aves podem ser trancadas dentro do abrigo para serem manejadas durante condições atmosféricas ruins ou para garantir a segurança do tratador quando está trabalhando no piquete.
Há muita diversidade no manejo dos avestruzes nos piquetes. Segue exemplo de dimensionamento em três países diferentes:
| Idade | Tamanho dos piquetes | Lotação |
| 2 a 5 semanas | 1,5m x 30m | 15 a 20 aves |
| 3 a 12 meses | 30m x 120m | 150 a 200 aves |
| reprodutores | 9m x 60,0m | 1 macho + 3 fêmeas |
| Idade | Tamanho dos piquetes | Lotação |
| jovens (a partir de 3 meses) | 3,0m x 30m | 15 aves |
| recria (até a matur. sexual) | 21m x 40m | 15 aves |
| reprodução | 11m x 40m | 1 macho + 2 fêmeas |
| Idade |
Tamanho dos piquetes | Lotação |
| reprodutores | 0,5 a 4,0ha | par ou trio |
| 5 a 9 meses | 4,0 a 6,0ha | 30 aves |