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Couve-flor


Tratos culturais

O esterco de curral curtido dá bons resultados, quando existe em grandes quantidades, o que é dificilmente encontrado. Há, pois, necessidade de aplicá-lo em pequenas quantidades ou substituí-lo por outros aplicados com parcimônia e completados com adubação química. Quando, nem o esterco nem a torta são encontrados, a matéria orgânica do solo deve ser aumentada pelo enterrio prévio de um adubo verde.

No canteiro de semeadura, é sempre aconselhável, para terras de média fertilidade, por metro quadrado, 8 a 10 dias antes de semear, empregar a seguinte adubação:

Estêrco de curral--------------------------------------------------------------------------10 quilos
Adubo químico 10-10-10 ------------------------------------------------------------ 100 gramas

O estêrco de curral pode ser substituído por 2.500 gramas de estêrco de galinha, bem curtido e incorporado ao solo 25 dias antes da semeadura.

Dez a vinte dias após a germinação, regar com solução de Salitre do Chile, na base de dez-10 gramas para 10-dez litros de água, por metro quadrado. Decorridos quinze dias da germinação, regar com uma solução de bórax comercial, na base de 2 gramas para 10 litros de água; colocar 5 litros de solução, por metro quadrado. Para dissolver o bórax, usar um pouco de água quente e completar o volume com água à temperatura normal.

O canteiro de semeadura não deve estar sujeito à inundação. Protegê-lo de chuvas excessivas e continuadas após a semeadura e antes da germinação porque, com excesso de umidade, apodrecem as sementes. Proteger do sol forte as plantas recém-nascidas, até adquirirem duas fõlhas definitivas.

Colocar 2 gramas de sementes por metro quadrado, se possuírem mais de 80% de poder germinativo, em linhas espaçadas de 15 centímetros. Desbastar, se as plantas ficarem muito juntas, 10 a 15 dias após a germinação, deixando o espaçamento de 4 a 6 milímetros entre elas. As plantas desbastadas podem ser plantadas em outro canteiro, com espaçamento de 10 centímetros, para posterior transplante no local definitivo, mas isso contribui para atrasar o desenvolvimento da planta.

Para formular boa adubação, é necessário que seja analisada a amostra do solo, convenientemente retirada e preenchido um questionário, no qual são fornecidas informações úteis sobre o terreno.

Entretanto, para terras de média fertilidade, por cova, a adubação deve ser:

- Estêrco de curral---------------------------------------------------------------------------- 3quilos
- Adubo quimico 10-10-lo ------------------------------------------------------------- l00gramas

O Salitre é aplicado em cobertura, a metade 15 dias após, o transplante e a outra metade quando a planta estiver bem desenvolvida, pouco antes do início da formação da cabeça; os demais adubos serão aplicados de 8 a 10 dias antes do transplante.

O estêrco de curral poderá ser substituído pela torta de mamona previamente fermentada ou, então, aplicada um mês antes da plantação. Assim terá tempo de se decompor. A quantidade deverá ser equivalente a um décimo do peso recomendado para o estêrco. Poderá, ainda, ser substituído pelo estêrco de galinha fermentado, em dose correspondente a um têrço ou, mesmo, um quarto da recomendada para o estêrco de curral, dependendo da sua pureza.

Quando se plantam couve-flor e brócolos em época chuvosa e, especialmente, em terras soltas, é comum aparecer deficiência de boro que conduz à formação de: cabeças defeituosas, mal formadas, ôcas e com manchas castanhas, na couve-flor; brotações fracas, ôcas, com botões soltos e que amarelecem rapidamente, nos brócolos. Em ambas as plantas, as folhas são quebradiças, tortas e mal formadas.

Nas variedades de verão, cultivadas em época chuvosa, é mais comum a falta de boro.

Para terras de média consistência e de acidez fraca, recomendam-se para couve-flor e brócolos, duas pulverizações nas folhas, com solução de 9 gramas de bórax comercial, para 10 litros de água, mais de 5 c.c. de espalhante adesivo, porque as folhas dessas plantas é de difícil adesividade. O bórax comercial pode ser substituído por 6 gramas de ácido bórico para a mesma quantidade de água e adesivo. Como o bórax e o ácido bórico dificilmente se dissolvem em água fria, fazer primeiro um mingau em água bem quente e depois completar o volume.

Desaconselha-se a aplicação de bórax ao solo, por não ser de fácil distribuição homogênea e porque seus resíduos poderão prejudicar outras culturas sensíveis a esse microelemento. A incorporação de bórax aos adubos, só é bem feita pelos fabricantes de misturas que possuem máquinas apropriadas.

Para os solos ácidos, e somente onde ja foram observados sintomas de deficiência de molibdênio em couve-flor, além de calagem (de acordo com a análise química do solo), incorporar ao solo do canteiro de semeadura, com os demais adubos, 400 miligramas de mobildato de sódio, por metro quadrado.

É preciso cuidado na aplicação de sais do boro ou molibdênio, por que, quando em excesso, são tóxicos e prejudiciais para as plantas.

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