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Couve-flor


Solo e Clima

A couve-flor é hortaliça exigente em solo e em clima. Por ser pouco tolerante à acidez do solo, são recomendáveis as terras com pH variando de 6 a 6,8. Desenvolve-se mal em solos de acidez elevada, porque tais solos fixam o molibdênio, e este microelemento não pode ser, por esse motivo, utilizado pela planta. Como conseqüência, as folhas tornam-se compridas, estreitas, com a lâmina foliar reduzida, encrespada e a nervura principal saliente, correspondendo ao chamado “whiptail” (rabo de chicote). As cabeças, quando se formam são pequenas e de má aparência. Para corrigir essa deficiência, há necessidade de criteriosa calagem, com antecedência mínima de três meses da plantação, e cuidadosa aplicação desse microelemento. Alguns estudiosos não recomendam o uso do molibdato indiscriminadamente, mas apenas quando os distúrbios característicos de sua deficiência tenham sido constatados no local do plantio. Em condições ambientais desfavoráveis, como mau preparo do solo, ventos continuados, geadas, períodos de seca, logo após o plantio, contribuem para a ação sintomática de deficiência de molibdênio.

Os autores Brandenburg e Buhl, informam que, em terrenos com deficiência de molibdênio, a calagem reduz os sintomas, mas não os elimina completamente, e recomendam a aplicação de molibdênio de sódio ao solo.

Segundo Malavolta, sintomas típicos de deficiência de molibdênio foram encontrados em couve-flor cultivadas em solos turfosos ácidos, nos arredores da Capital paulista.

Entretanto, são pouco freqüentes, no Estado de São Paulo, plantações de couve-flor com sintomas de deficiência de molibdênio. A deficiência de boro é, porém, comumente encontrada em nossas culturas da família das Crucíferas, seja em couve-flor, seja em brócolos, repolho, rabanete, nabo, mostarda e couve-chinesa. Os sintomas de insuficiência de boro em couve-flor e brócolos são descritos no capítulo referente à adubação.

Deve-se escolher, para a cultura de couve-flor, solos com fraca acidez, com boa fertilidade, ricos em matéria orgânica e em nitrogênio. Devem ser firmes, argilo-silicosos, pois os solos arenosos e os soltos, como os do tipo salmourão, são facilmente percolados pela água da chuva ou da irrigação, que arrasta elementos nutritivos para camadas inferiores, onde não chegam as raízes da planta. Esses solos tem, em geral, teores baixos em matéria orgânica e nitrogênio e são muito deficientes em boro, todos de grande importância para couve-flor e brócolos. Necessitam, para boa produção, de forte e completa adubação e freqüentes irrigações.

A boa drenagem do solo é essencial para essas plantas, principalmente para a couve-flor, cujo crescimento precisa ser rápido e regular. A drenagem insuficiente, ou qualquer outro fator ambiental desfavorável pode prejudicar o crescimento da planta. Em conseqüência, tem-se a formação de cabeças pequenas, muitas vezes associada com a deficiência de nitrogênio nos tecidos das planta, o que mostra a importância da adubação azotada para a couve-flor.

O clima propício para o desenvolvimento normal da maioria das variedades de couve-flor é temperatura fresca, sem geadas e umidade do ar relativamente alta. Tais condições são especialmente importantes na época da colheita. Temperatura alta e forte insolação durante a formação da cabeça fazem-na crescer muito rapidamente, sem atingir bom tamanho. Surgem, ainda, defeitos na cabeça, como sua rápida divisão e aparecimento de pequeninos botões e, mesmo, de manchas avermelhadas na variedade do grupo “Bola de Neve".

Quando a temperatura está acima de 350C, com noites quentes, o rendimento da maioria das variedades de couve-flor é afetado, pois bá redução no tamanho das folhas, por conseguinte, a cabeça não será bem desenvolvida, visto existir estreita correlação entre o desenvolvimento das fólhas e a formação das cabeças. Da mesma forma, temperaturas abaixo de 16oC, com noites frias, também afetam a produção, pelo fraco desenvolvimento da planta.

Por isso, as plantações comerciais de couve-flor, no mundo, estão distribuídas em regiões onde a temperatura é fresca, ou devido à latitude ou à altitude, é relativamente úmida, pela proximidade de grandes massas de água.

As regiões produtoras de couve-flor, em São Paulo, apresentarn clima bastante favorável, mas, o solo de algumas zonas tem acidez elevada, necessitando de criteriosa calagem. Há produção de couve-flor o ano todo, em São Paulo: de novembro a fevereiro, contudo, ela é bem diminuta devido às condições climáticas desfavoráveis, pois, é época de intenso calor.

Os brócolos são muito menos exigentes do que a couve-flor. Podem ser cultivados, com êxito, em muitos locais onde a couve-flor não produz satisfatoriamente. Essa maior adaptabilidade torna-se substitutos da couve-flor, onde esta não possa ser cultivada com sucesso.

A couve-flor, os brócolos, o repolho, a couve-verde, o nabo, etc. são sujeitos ao ataque das mesmas moléstias e pragas. Por isso, não devem ser cultivados no mesmo local a não ser depois de 3 a 4 anos. Isto é, há necessidade de rotação.

A fim de obter o crescimento rápido e vigoroso das plantas, há necessidáde de que o solo seja fértil, tanto no aspecto físico, como no químico.

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