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A horticultura


Causas do insucesso nas adubações

O uso das adubações é fator preponderante para a cultura das hortaliças ou de qualquer outra cultura.Se não o fazemos corretamente, não obteremos os resultados esperados, isso quando o fracasso não é total.

- Estes insucessos se devem a dois tipos de causas: Causas inerentes ao próprio adubo e Causas agravantes e estranhas ao adubo.

Causas inerentes ao próprio adubo:

1 - Por emprego do adubo inadequado

1.1 - O emprego de adubos inadequados, com relação ao solo, pode ser causa de insucesso parcial ou total na adubação das culturas. Por exemplo, se aplicarmos uma adubação de reação fisiologicamente ácida em solos ácidos ou se procedermos ao contrário e aplicarmos uma adubação de reação alcalina em solos onde há alcalinidade, estaremos com isso agravando ainda mais a situação e influindo de modo desfavorável na vida microbiana do terreno. Deve-se dar preferência ao uso de fórmulas de reação neutra, ligeiramente ácida ou pouco alcalina.

Por vezes, o uso de fórmulas impróprias podem concorrer decisivamente para piorar as propriedades físicas do solo.

Quando se usa o Salitre do Chile em grandes doses e por longo tempo, em solos argilosos, ocorre o endurecimento dos mesmos e dá-se a formação de fendas prejudiciais à cultura dificultando, ainda, o arejamento e os trabalhos de escarificação. Podem também determinar o rompimento das raízes e afetar seriamente a produção.

1.2. Em relação à cultura : As diferentes espécies vegetais têm diferentes necessidades de nutrientes para se nutrirem, desenvolverem e propiciarem colheitas rendosas.

Por isso é que se recomenda, antes de se fazer uma adubação, proceder a análise do solo e, de posse dos resultados, aplicar as dosagens exatas de cada nutriente.

1.3. Em relação à fórmula: Uma fórmula de adubação mal feita, que não atenda às necessidades da planta e do solo, acarreta baixo rendimento, havendo até casos em que se conseguem melhores resultados, deixando de se aplicar o fertilizante do que aplica-lo erradamente.

2. Época errada de aplicação: A aplicação de adubos em épocas inadequadas pode, também, concorrer para o insucesso das adubações.

3. Localização mal feita: É inútil pretender obter bons resultados nas adubações se não localizarmos devidamente o adubo para as diferentes culturas ( ver cap. Distribuição dos adubos).

4. Mistura mal preparada: Quando não se obedece às regras de compatibilidade física ou química, os resultados advindos da adubação não deverão ser bons. É o que se observa quando se misturam dois ou mais adubos higroscópios que, formando uma pasta, dificultam o manuseio e a aplicação no solo.

5. Quantidade inadequada: É evidente que se empregando doses exageradas ou insuficientes não teremos boas colheitas. Se a cultura exige 60 Kg de N por hectare e aplicam-se 150 Kg, além de estarmos saturando o solo, estaremos errando pelo lado econômico. Se, ao invés de empregarmos 150kg de N, empregarmos apenas 30kg também estaremos errando e não poderemos esperar bons resultados dessa adubação.

6. Má qualidade do adubo: Quando empregamos fertilizantes insolúveis em culturas de ciclo curto (hortaliças principalmente) é lógico não esperar bons resultados, pois, não haverá tempo para o adubo se decompor de modo a ser aproveitado pela planta quando esta mais necessitar de sua ação. Como exemplo desses adubos citamos as apatitas e as farinhas de ossos não tratadas.

7. Matéria orgânica mal decomposta: O uso de adubos orgânicos (esterco de curral, torta de algodão, composto etc.) ainda em fase de fermentação pode causar males irreparáveis às raízes e às sementes, tais como: a perda de nitrogênio por desnutrição, destruição dos microorganismos do solo e, a formação de produtos tóxicos e morte da planta pelo calor.

Causas agravantes e alheias ao adubo:

1. Solo: Nos solos de fraco poder de absorção, pode-se perder grande parte dos adubos solúveis em água, pelo arrastamento ocasionado pelas águas das chuvas. Isso acontece, se os adubos não forem aplicados em condições de serem prontamente absorvidos pelas plantas.

Quando o solo se apresenta muito seco ou encharcadiço também pode fracassar a adubação.

Nos terrenos onde a matéria orgânica é escassa, as adubações químicas também podem malograr.

2. Água: Nos períodos de fortes chuvas, ou quando estas se tornam demasiadamente prolongadas, ocorre a perda de boa parte dos adubos, seja pela lavagem do solo ou pelo conhecido fenômeno da erosão.

No caso inverso, ou seja, nas grandes secas, o adubo concentra seus sais na região das raízes e com isto chega a causar até mesmo a morte das plantas.

3. Preparo do solo: Para que o adubo seja bem distribuído, necessário se torna revolver muito bem a terra, tornando-a porosa, permeável à água e ao ar. Com isso facilitamos a penetração das raízes para aproveitar os alimentos contidos ou adicionados ao solo.

As arações superficiais ou as profundas demais, como é o caso da subsolagem ou a não execução de drenagem ou irrigação, quando necessária, constituem fatores negativos na produção agrícola, inutilizando qualquer esforço feito com a aplicação de fertilizantes.

A não observância do cultivo em nível também concorre para o mal aproveitamento dos nutrientes pelas plantas, por causa da erosão.

4. Tratos culturais e plantio: Apenas adubar a cultura não é, como estamos vendo, condição para se obter rendosas colheitas.

Os tratos culturais, quando não executados com todo esmero, concorrem para um possível fracasso na adubação. Entre eles convém citar as regas: as capinas, as escarificações, a amontoa, o afofamento e o “mulching” como estando intimamente ligados à prática de fertilização do solo. Outro fator que pode se tornar causa de insucesso nas adubações é a observância dos espaçamentos mais convenientes para cada cultura.

5. Rotação cultural defeituosa: A prática da rotação de cultura é feita com a finalidade de explorar o solo com diferentes espécies e variedades de plantas. Haverá desta forma, diminuição da incidência de pragas e moléstias e, mais ainda, possibilidade que estas diferentes espécies e variedades explorem diferentes níveis do terreno. Assim teremos melhor aproveitamento da fertilidade nas mais variadas profundidades.

Se a rotação cultural não estiver nos moldes expostos será, possivelmente, mais uma causa de insucesso nas adubações.

6. Sementes de má qualidade e transplante mal executado: O uso de sementes de baixo poder germinativo e transplante mal feitos, são fatores prejudiciais à produção agrícola, contrariando qualquer favorável à adubação.

7. Pragas e moléstias: A ineficiência no uso de inseticidas e fungicidas adequados a cada ou moléstia, quanto à época, número de aplicações, fitotoxidade etc., concorre para o insucesso das colheitas.

8. Fator climático: As temperaturas extremas, as geadas, o granizo e as chuvas pesadas atuam decisivamente na colheita dos produtos hortícolas, acarretando prejuízos de monta ao horticultor.

9. Fator econômico: Deve-se levar em conta a questão econômica do preço do adubo, inclusive despesas de transporte, tarifas etc. Deve-se estudar muito bem a possibilidade e as vantagens no emprego de fórmulas preparadas, de misturas feitas na propriedade agrícola e na possibilidade de produção de todo adubo orgânico na própria propriedade.

Tratos culturais

Os tratos a serem observados nas hortas são os seguintes:

- Regas: As regas dos canteiros de semeação devem ser executadas de início, pela manhã e à tarde. Quando as plantinhas estiverem desenvolvidas passa-se a regar somente à tarde, nunca, porém, quando o sol estiver forte.

As regas dos canteiros definitivos são feitas somente quando necessário. Na pequena horta doméstica utiliza-se o regador ou as mangueiras para regar.

O uso de mangueiras é mais cômodo, apresentando, contudo alguns inconvenientes que, quando não são observados, podem prejudicar o bom desenvolvimento das plantinhas. Entre eles, citamos a “pressão do jato d’água” que endurece a superfície do solo ou produz os efeitos desastrosos um aguaceiro.

Para o caso das hortas intensivas e extensivas, as regas terão de ser feitas por outros processos. O uso do regador fica limitado tão somente para canteiros de semeação.

As regas das culturas serão executadas segundo a conveniência do horticultor e por um daqueles métodos de irrigação já citados. (Irrigação por infiltração, Irrigação por aspersão ou Irrigação por inundação).

Não devemos nos deixar enganar pela superfície molhada da terra devida esta permanecer úmida até a profundidade das raízes. Na horta não pode confiar nas águas das chuvas, sendo estas escassas e até mesmo não propiciando os efeitos desejados. “O horticultor que não dispuzer de água à vontade nem deve iniciar a sua horta”.

- Capina ou carpas: Tem por finalidade manter o solo livre das ervas daninhas. São executadas com o auxílio de enxadas, aradinhos de mão ou preferivelmente com os cultivadores, podendo estes ser a tração animal ou mecânica.

- Escarificações: Entende-se por escarificação o ato de revolver a superfície do solo, evitando-se a formação de crostas duras que geralmente se formam após chuvas pesadas ou algumas irrigações. Ela é realizada por diferentes motivos.
Na cultura do aspargo, por exemplo, ela é praticada com a finalidade proteger os talos propiciando seu engrossamento ao mesmo tempo em que os tornam mais brancos e tenros.

Já na cultura da ervilha esta operação é praticada com a finalidade sustentar a planta. Na cultura da batatinha a finalidade principal é de aumentar a produção.

- Subsolação: Esta operação consiste em descompactar o subsolo favorecendo o desenvolvimento das raízes.

- Surriba: Consiste na mistura do solo e do subsolo, melhorando as condições físico-químicas de ambos.

- Desbaste: Tem por finalidade eliminar as mudas raquíticas mal formadas ou em excesso, nas linhas, covas ou canteiros da cultura.

- Desbrota: É o ato de tirar o excesso de vegetação (folhas e ramos) da planta, possibilitando uma maior insolação. Esta prática é comumente utilizada na cultura do tomateiro.

- Desponte: É a operação que tem por finalidade, ao ser cortado o broto terminal de uma planta, a emissão de outros. É prática comum nas culturas de Cucurbitáceas e em algumas solanáceas.

- Tutoragem: Tem por finalidade impedir que as plantas tombem pelo efeito dos ventos ou mesmo pelo peso de seus próprios frutos, através de escoras ou apoios. Como tutor utilizamos bambu e, como amarrilho, a embira, a ráfia etc.

- Alporque: Quando cobrimos com terra um dos ramos de uma planta com a finalidade de que este lance raízes neste ponto, estamos realizando o alporque.

- Afofamento: Esta prática tem por fim permitir o arejamento e a penetração da água no solo. Para executá-la utilizamos o garfo, pois quanto mais arejado for o solo, maior produção dará.

- Estiolamento: Esta operação consiste em impedir a luz atinja certas partes de determinadas plantas, que se deseja mais tenras e brancas. Este esbranquiçamento se dá na falta do pigmento que comunica a cor verde às plantas: a clorofila.

Recorre-se a esta prática, devido a que algumas variedades de hortaliças não são bem recebidas pelo consumidor na cor natural, porém, o são quando se apresentam brancas ou praticamente desclorofiladas.

Para se conseguir tal objetivo, costuma-se amarrar as folhas externas de modo a proteger as internas da Luz. Outro método consiste em cobrir as plantas com vasos opacos ou plantá-las em fossos cobertos. O simples “chegamento” de terra ao alho porro, torna-o mais tenro e desclorofilado.

- Pulverizações: Visam controlar e exterminar as pragas e moléstias que tantos danos causam as hortaliças.

- Cobertura do solo ou “Mulching”: O uso desta prática faz com que o solo protegido por uma camada de capim seco (cobertura morta) mantenha-se fofo e úmido por mais tempo, diminuindo com isto o número de irrigações. Consegue-se também pelo uso desta prática reduzir o número de capinas.

Pré-Plantio

Semeadura: É importante salientar que a qualidade das sementes é fator preponderante pra o sucesso da plantação hortícola, assim, não economize no momento da compra, não use semente colhidas na sua horta, pois apresentarão sinais de degenerescência.

Existem alguns métodos que nos possibilitam avaliar as sementes para o plantio. O valor da semente está expresso na sua origem e no seu poder germinativo; e para avaliá-lo convém que se determine porcentagem de germinação. Como determinar?

Existem tabelas que indicam as porcentagens de germinação satisfatórias para as diversas sementes de hortaliças. Apresentaremos a seguir, uma tabela completa, que poderá ser utilizada com o fim de estabelecerem o valor das sementes.

Nome
N° de sementes por grama
Dias para germinar
% de germinação satisfatória
Abóbora
8
5 - 8
80
Acelga
50
5 - 8100
Agrião
3500
5 - 10
65
Alface
850
5 - 880
Alho-porro
280
8 - 12
60
Beringela
260
10 - 14
60
Beterrada
70
5 - 880
Cebola
430
10 - 20
60
Cenoura
550
6 - 10
80
Chicória
1270
3 - 7
80
Couves
200-300
4 - 8
80
Ervilha
8
8 - 12
80
Melancia
10
7 - 12
80
Melão
30
6 - 10
80
Nabo
520
4 - 8
90
Pimentão
240
10 - 18
60
Rabanete
150
3 - 6
70
Salsa
500
12 - 20
80
Tomate
290
4 - 8
90

De posse destes dados o horticultor poderá verificar porcentagens de germinação das suas sementes, procedendo da seguinte maneira: Usando-se um germinador (pode ser um com um orifício no fundo e com uma tampa de vidro), aí procederemos ao seu enchimento com terriço ou terra vegetal peneirado até uma altura conveniente, após a semivedação do orifício encontrado no fundo do vaso, com caco de telha.

A seguir emerge-se o germinador num recipiente contendo água limpa, para que o terriço se umedeça inteiramente. Isso conseguido semeia-se a hortaliça para se testar a porcentagem de germinação. Cobre-se novamente com terriço (1,5 cm. dependendo da hortaliça) e torna-se imergir o germinador no recipiente que contém água, até umedecer bem todo o terriço contido nele. Depois de retirado o germinador do recipiente deve-se conservá-lo a meia sombra. Repete-se esta operação toda vez que necessário.

Após alguns dias, as sementes germinarão, e, então, poderemos calcular a porcentagem de germinação. Comparando os valores calculados da tabela, ficaremos sabendo se as sementes são ou não de boa qualidade. Quando as sementes são graúdas, semeamo-las em número de 100, obtendo-se o percentual diretamente na quantidade sementes germinadas.

Uma vez constatada a boa qualidade da semente, devemos proceder à semeadura ou semeação.

Esta operação deverá ser executada nos canteiros especialmente construídos para este fim e denominados canteiros de semeação ou alfobres, descritos anteriormente, quando há necessidade de transplante. Existem, contudo, espécies de hortaliças que devem ser semeadas diretamente no lugar definitivo (abóbora, acelga, cenoura, espinafre, pepino e outras).

A semeadura nos alfobres poderá ser feita por dois diferentes processos:

A Lanço: apresenta a vantagem de ser executada com maior rapidez, sendo também de mais fácil execução.

Em Linha: Deve ser a preferida pelos horticultores, pois apresenta inúmeras vantagens em relação a semeadura a lanço: Uniformidade na distribuição das sementes; Melhor iluminação para as mudas; Arejamento mais perfeito; Possibilidade de escarificação da terra; Facilidade no arrancamento das ervas más e maior uniformidade na cobertura das sementes

Para se proceder à semeadura em linha deve-se primeiramente estaquear os bordos dos canteiros de semeação de 15 em 15 centímetros. Em seguida, com auxílio do cordel, marca-se, riscando as linhas, simplesmente com um pedaço de pau.

Colocada a semente a germinar, não deveremos daqui por diante descuidar mais dos canteiros de semeação.

Deve-se irrigar abundantemente toda vez que necessário, sem, no entanto encharcar os canteiros.

As regas deverão ser executadas com um regador de crivo muito fino para que as sementes não sejam molestadas. É prática bastante aconselhável cobrir os canteiros com um pano ralo e, por cima deste, colocar uma leve camada de capim seco ou palha arroz, ou construir um girau, de altura variável.

Nos meses mais quentes do ano, esta prática deverá ser modificada ao invés de fazermos a cobertura diretamente sobre os canteiros com os materiais acima utilizados, construiremos primeiramente um pequeno girau de 30cm de altura e depois sobre este espalharemos capim seco outro material similar.

Passados alguns dias, a germinação se processa; ocasião esta em que retirar toda a cobertura do canteiro de uma só vez. Continuam-se as regas diárias e quando a plantinha tiver já alcançado um desenvolvimento relativamente bom, o que geralmente se dá, dependendo da espécie de hortícola, de 30 a 40 dias após a germinação, podendo proceder ao transplante.

Transplante: Retiramos as plantinhas dos canteiros de semeação e as mudamos para outros canteiros, denominados canteiros definitivos, assim estarão dando condição para que as mesmas se desenvolvam adequadamente e produzam melhores colheitas. A esta operação é que damos o nome de transplante.

Por se tratar de uma operação delicada, o transplante da muda deverá sempre ser feito por pessoa caprichosa, consistindo a operação no seguinte:
  • Abrir pequenas covas nos canteiros definitivos que irão receber as mudas (Usar o Plantador);
  • Colocar cuidadosamente a muda a uma profundidade conveniente;
  • Chegar terra à planta e acalcá-la bem na região raízes. Nunca devemos pressionar próximo ao colo da planta;
  • Regar abundantemente e fazer o transplante preferivelmente nos dias encobertos e com prenúncios de chuvas.
Esta prática, além de restringir a aplicação das regas, faz com que as mudinhas recém transplantadas sofram menos.

Não havendo prenúncios de chuvas e as plantas tendo alcançado desenvolvimento tal, deve-se efetuar a operação preferivelmente no período da tarde. Em seguida, rega-se abundantemente e após cobre-se a superfície dos canteiros com capim seco a fim do evitar uma evaporação excessiva.

Estaquia: É um dos processos de propagação vegetativa mais eficiente que se conhece. Consiste basicamente na multiplicação de um vegetal por meio de folhas inteiras ou divididas; por meio de pedaços de raízes, ramos, troncos, rizomas, colmos, tubérculos etc.. A parte da planta que se usa na propagação denomina-se “estaca”, dai o nome pelo qual é conhecido este processo de propagação.

Mergulhia: É também um processo de propagação de plantas por via vegetativa. Um tipo de mergulhia já bem conhecida é a alporquia (ver tratos culturais).

A mergulhia é uma operação que consiste no encurvamento de um ramo de uma planta, com a finalidade de faze-lo penetrar no solo e aí se enraizar dando origem a uma nova planta.

Consorciação e Rotação de culturas

Consorciação: é o processo que tem, por finalidade, a exploração do terreno com duas culturas diferentes, sendo uma geralmente de porte pequeno e ciclo curto, e outra, de maior porte e de ciclo longo.

Nos canteiros, onde se cultivam plantas de desenvolvimento lento, como o repolho e, em espaçamentos relativamente grandes, devem ser plantadas hortaliças de desenvolvimento rápido e de pequeno porte, como a alface, o rabanete.

Este processo enquadra-se perfeitamente no esquema de exploração da horta e possibilita, aos horticultores, maiores lucros e a certeza de estarem aproveitando racionalmente, o seu solo.

Rotação: é o processo que tem a finalidade de evitar a repetição continuada de uma mesma cultura no mesmo lugar.

Deve-se, de inicio, utilizar uma cultura de raiz profunda, em seguida, uma de raiz superficial; deve-se, também, ter como regra geral, o cultivo de uma espécie exigente em elementos minerais e, em seguida, aproveitamento da mesma parcela do terreno, com uma outra cultura menos exigente e que aproveite os restos dos adubos não utilizados pela primeira cultura.

Outra regra a ser observada no método de rotação é o de não cultivar seguidamente, plantas pertencentes à mesma família botânica, pois são geralmente atacadas pelas mesmas pragas e moléstias. Essas pragas e moléstias, nesta situação, só tendem a aumentar.

Sugere-se um bom esquema de rotação, plantando-se as culturas abaixo sugeridas, da seguinte forma:

Área 1:
1º ano: Couves, Pepinos, Tomate, Berinjela, Melancia, Melão, Abóbora, Alface, Alho, Espinafre, Salsa.
2º ano: Cenoura, Rabanete, Cebola, Batatinha temporã.
3º ano: Todas as leguminosas, Ervilha, Feijão, Lentilhas, Cebolinhas e afins.

Área 2:
1º ano: Cenouras, Salsa, Cebola, Rabanetes, Batatinha temporã.
2º ano: Ervilha, Feijão (vagem), Lentilha, Cebolinha.
3º ano: Couve, Alface, Pepino, Espinafre, Berinjela, Aipo, Alho Porro, Melancia, Melão, Abóbora.

Área 3:
1º ano: Ervilha, Feijão, Lentilha, Cebolinha.
2º ano: Couve, Alface, Espinafre, Pepino, Alho porro, Aipo, Abóbora, Melão, Melancia, Tomate, Berinjela.
3º ano: Cenoura, Salsa, Rabanete, Cebola, Batatinha precoce e outras hortaliças de tubérculos e raízes.

Área 4:
Todas as hortaliças perenes que ficam no mesmo lugar por diversos anos: aspargo, ruibarbo, alcachofra.
Os canteiros podem ficar emoldurados por condimentos e por morangueiros.
Os canteiros de encosta ou menos favorecidos recebem: Mangarito, Batata-doce, Mandioca ou Batatinha.
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