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A horticultura


Alface

Considerações gerais

A alface, botanicamente Lactuca sativa, L., pertencente à família das Compostas, é planta anual, cultivada desde a antiguidade. As suas folhas foram modificadas e aumentadas progressivamente através dos séculos, constituindo, hoje a hortaliça mais popular para consumo como salada.

Pode ser considerada como hortaliça de inverno, existindo, contudo, em certos países, variedades já adaptadas às outras estações.

É excelente fonte de vitamina A, possuindo quantidade apreciável das vitaminas B1 e B2, e ainda, certa porção de vitamina C, além dos elementos cálcio e ferro.

Pelo fato de ser consumida crua, conserva todas as suas propriedades nutritivas. De agradável paladar, é aconselhada nas dietas de baixas calorias, devido ao seu pequeno valor energético.

Variedades

As diferentes variedades se agrupam em cinco tipos bem distintos: de cabeça crespa, de cabeça lisa, romana, de folha e de haste.

Embora a maneira de cultivar qualquer um dos tipos seja a mesma, eles diferem bastante entre si quanto à sua adaptação às condições ambientais, resultando um produto comercial inteiramente distinto para cada tipo.

Pertencem aos dois primeiros tipos as variedades repolhudas que, comercialmente falando, são as mais importantes.

As alfaces de cabeça lisas possuem folhas externas bastante macias, as internas apresentam-se como recobertas por uma substancia que lembra manteiga. É o tipo de alface que mais se cultiva no Estado de São Paulo, contando com a preferência do mercado consumidor. As variedades mais disseminadas, por terem-se adaptado bem às nossas condições, são: “Repolhuda Francesa”, “Sem Rival” e “Gigante”.

As duas primeiras produzem cabeças de tamanho médio, menos firmes que as do tipo anterior, com aparência boa, bem fechada, arredondada ou um tanto pontudo, folhas largas, sendo as mais externas lisas ou levemente enrugadas, espessas, não quebradiças, de tom verde-claro opaco, podendo ser colhidas com 80 dias após a semeação.

A variedade “Gigante” produz plantas maiores do que as anteriores. Pelo fato de resistir em parte ao calor, é impropriamente chamada “Gigante de Verão”. No inverno, se assemelha à “Sem Rival”, com cabeças lisas e duras. Nos meses mais quentes não forma cabeças, e sim um tufo folhas grandes, mais ou menos crespas. As romanas e as de folhas, são indicadas para as pequenas hortas domiciliares, e de haste ou caule, é quase desconhecida em nosso meio.

A alface romana possui cabeças fofas e bem alongadas e folhas compridas, ovaladas, lisas, consistentes e de cor verde variável. Pode ser consumida como salada ou cozida. Entre nós é comum a variedade denominada “Romana Branca”.

O tipo de folha não forma cabeças, possuindo a vantagem de se desenvolver bem, mesmo que o clima do local não permita o plantio de alfaces. Suas principais variedades são: “Black-Seeded Simpson”, entre nós, comumente conhecida por “Folha de Seda” e “Grand Rapids”.

As alfaces de haste se caracterizam por seu caule volumoso e ausência absoluta de cabeça. Apesar de já existirem diversas variedades desse apenas uma, denominada “Celtuce”, é um tanto conhecida, porém, o valor comercial é nulo para nós.

Atualmente são mais cultivadas: - De verão: Babe, Grand Rapid 248, Brasil 48; De Inverno: White Boston, Sem Rival, Repolhuda Francesa e Aurélia.

 

Solo

A alface é planta levemente tolerante à acidez do solo, preferindo, no entanto, terras com pH de 6,0 a 6,8.

Pelo fato de possuir sistema radicular muito superficial, não pode explorar grande extensão do solo, em busca de fertilizantes. Tem preferência pelas terras soltas, férteis e ricas em húmus, que devem ser previamente bem preparadas e adubadas.

 

Plantio

A melhor época para a semeação da alface, no planalto paulista, é a que vai do início de março até final de julho, quando haverá bom desenvolvimento das plantas e formação de boas cabeças ou de folhas tenras e viçosas.

 

Fora desses meses, também se obtêm alface, mas as do tipo de cabeça não se fecham bem, preferindo-se, por isso a plantação dos tipos de folha romana. No verão, devido ao calor excessivo e as chuvas constantes, é indispensável a proteção dos canteiros de semeação, com coberturas de plásticos, aniagem ou sapé, na altura de 0,60m na parte da frente e 0,80m na parte de trás. É de todo conveniente retirar a cobertura à tarde, para que o canteiro receba o orvalho da noite. Recobre-se na manhã seguinte, agindo assim alguns dias após a germinação das sementes. Desse ponto em diante, é aconselhável cobrir somente nas horas mais quentes do dia, até o momento do transplante.

 

A semeação também poderá ser feita em caixas. Estas serão conservadas na sombra e, logo após a germinação, expostas ao calor e aos raios solares, somente no período da manhã e da tarde. Três ou quatro dias depois, ficarão a pleno sol, sendo, contudo, protegidas com coberturas nas horas mais quentes do dia.

 

Para a obtenção de plantas mais viçosas e cabeças bem formadas convém conservar uma leve cobertura, mesmo nos canteiros de transplante.

 

Nas zonas frescas do Estado não haverá, entretanto necessidade desses últimos cuidados, mesmo nos meses quentes.

 

Nos arredores da capital de SP, onde essa hortaliça encontrou condições altamente favoráveis de desenvolvimento e de produtividade, o plantio de variedades do tipo de cabeça, é feito o ano todo, conseguindo-se, no mesmo local, várias colheitas anuais.

 

Adubação

 

Fazer a seguinte adubação, 8 a 10 dias antes da semeação:

 
Esterco de curral bem curtido ...............................................8kg/m2

 

 

Adubo químico 10-10-10....................................................100g/m2

 

Semear em pequenos sulcos espaçados de 10cm. no sentido da largura do canteiro, colocando as sementes a uma profundidade de 0,5cm., cobrindo-as em seguida com a terra do próprio canteiro. Depois dessa operação, cobrir todo o canteiro com um pano ralo, palhas dos arrozais ou capim seco, sem sementes. Retirar a cobertura ao se iniciar a germinação. Regar diariamente, desde a semeadura. Cada metro quadrado de canteiro deve levar 2,5 a 3,0g, sendo preciso 500g/hectare de semente, com germinação média de 70%.

 

Para terras de fertilidade média, a adubação aconselhável, no local definitivo, é a seguinte:


Esterco de curral bem curtido ...............................................8kg/m2

 

 

Adubo químico 10-10-10....................................................100g/m2

 

O salitre deve ser aplicado, preferivelmente, dissolvido na água da irrigação, aos 10, 20, 30 e 40 dias após o transplante, um quarto da quantidade em cada aplicação. A dissolução será feita na proporção de 10g do sal para 10 litros de água, por metro quadrado de canteiro. Logo após essa operação, é aconselhável irrigar bem as plantas com água limpa, a fim de retirar das foIhas as partículas de adubo aí depositadas.

 

O salitre também pode ser empregado em cobertura, em quatro vezes, tal como acima recomendado. Nesse caso, sua aplicação será feita em faixas entre as linhas da plantação, escarificando em seguida a terra, levemente, sempre que possível.

 

O esterco de curral e o superfosfato deverão ser incorporados ao solo, 8 a 10 dias antes do transplante das mudas. O esterco de curral poderá ser substituído pelo “composto”, na mesma quantidade, ou por esterco curtido de galinha, na terça parte.

 

Transplantar as mudinhas de 25 a 30 dias após a semeação, quando as mudas atingirem a altura de 8 a 10cm e tiverem de 4 a 6 folhas verdadeiras. É aconselhável não irrigar os canteiros de semeação na véspera do transplante, para não encharcar as mudas. Porém, irrigar no momento do transplante, a fim de facilitar o arrancamento das mudinhas.

 

As mudas serão plantadas nos canteiros definitivos, com auxílio do plantador, adotando os espaçamentos de 0,25 x 0,25m ou 0,25 x 0,30m para as variedades de cabeça crespa, como a “Great Lakes”, cuja planta é mais volumosa.

 

Sintomas aparentes de carência mineral

 

- Nitrogênio: Folhas de cor verde-pálido, as mais velhas amarelecem, secam e morrem; 

 

- Fósforo: Folhas verde-escuro, às vezes com manchas bronzeadas ou vermelhas, as mais velhas amarelecem e morrem; não se formam as cabeças;

 

- Potássio: Folhas verde-escuro; as mais velhas têm necrose marginal e internerval;

 

- Cálcio: Folhas novas tortas, por causa de pequeno crescimento;

 

- Magnésio: As folhas velhas mostram manchas cloróticas;

 

- Boro: Folhas terminais tortas, com necrose nas margens: morte da gema apical;

 

- Cobre: Folhas cloróticas esbranquiçadas, a principio, nas margens, “cabeças” moles e redução no crescimento;

 

- Manganês: As folhas mostram clorose seguida de necrose.

 

Cuidados e tratos culturais

 

Manejo: Consistem em conservar o solo sempre isento de ervas daninhas, fofo e irrigado freqüentemente.

 

Deve ainda ser conservado com bom teor de umidade, o que se consegue com o controle da irrigação, quer por aspersão, quer por infiltração.

 

Salientamos, aqui, que a alface é hortaliça muito exigente em água. Quando convenientemente irrigada, conseguem-se plantas bem desenvolvidas e de melhor qualidade. Caso contrário, o crescimento é prejudicado resultando plantas com folhas menores e rijas, cabeças pequenas e mal formadas.

 

Fazer o plantio definitivo em canteiros em nível ou em patamares, evitando a erosão;

 

Rotação de culturas: Terminada a colheita, convém procurar uma planta de outra família para ocupar o lugar da alface, como o repolho “Louco”, a cenoura, o pimentão, a berinjela ou a vagem.

 

É sempre interessante fazer rotação de cultura, de preferência com uma leguminosa (adubo-verde). Semear 2 ou 3 anos, de outubro a dezembro, um adubo verde, como a mucuna preta, crotalária paulina, o guandu, ou o feijão de poro, que será enterrado quando florescer. O adubo verde melhora o solo sob vários aspectos.

 

Culturas consociadas são uma necessidade na horta intensiva. Tudo é valido nesse tipo de olericultura. Alface constitui uma inesgotável fonte de riqueza para muitos horticultores residentes no “Cinturão Verde”, da Capital de S. P. Ela se constitui na legítima monocultura, de alta rentabilidade, um autêntico filão de ouro. Devido à intensidade de plantio, semana após semana, anos a fio, há o esgotamento do solo e proliferação de pragas e moléstias; há a necessidade de rotação periódica e continua de culturas.

 

Pragas e moléstias: Para combater os insetos vetores do “vira-cabeça” e do “mosaico”, moléstias de vírus comuns à alface, é aconselhável pulverizar a sementeira duas vezes, com inseticidas comerciais. A primeira, logo após a retirada da palha do canteiro de semeação; a outra decorrida uma semana. Pulverizar novamente com o mesmo inseticida, na mesma concentração, 15 dias depois do transplante, atingindo também o solo ao redor das plantas.

 

O combate direto aos afídios e aos trips, também poderá ser feito por meio de pulverizações quinzenais, com solução de sulfato de nicotina a 40%, com 13g para cada litro de água. Esse tratamento, que deve ser interrompido pelo menos uma semana antes do corte das plantas, evitando danos ao consumidor.

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