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produção nos assentamentos. - Por ercilio ferrari

Gostariamos de saber o que voçês achan sobre a produção na agricultura de subisistencia nos assentamentos do MST?
ercilio.pe@bol.com.br

02/11/2004 19:54:19
Leticia de Abreu Faria-Zoot Jr

Caro Ercílio, Reforma agrária é um assunto polêmico, muitas discussões retratam a posição social das pessoas, podendo ser percebido a condição social desta na maioria das vezes de acordo com suas opiniões. Sabemos que não só nos assentamentos, mas também em todos os setores da sociedade existem boas e más intenções, sendo assim, os assentamentos bem sucedidos fortalecem e favorecem o movimento. A produção de subsistência é uma boa iniciativa, porém, os integrantes deste movimento devem ser concientes que lutam pela terra por que têm direito a ela e não por serem integrantes de classe social menos favorecida.

04/01/2005 22:28:36
Gilson Gonzaga TEC AGRO / MA

Visitando alguns assentamentos da reforma agrária , observamos um grande equívoco no que entendemos que seria o objetivo principal da ação tão sonhada por muitos " a inclusão social dos trabalhadores rurais" . A tentativa através de um programa de reforma agrária, vem se tornando uma verdadeira mina de ouro para uma minoria que não tem nada a ver com as questões do campo, são apenas profissionais em se beneficiar com a desgraça dos outros e ficarem impunimente, são capazes de até mandar prender (e se o fizerem terão total apoio das autoridades desse país) quem realmente pretende fazer uma reforma agrária mais justa e igualitária. Sabemos que milhões e milhões de reais estão sendo... não digo investidos , mas usados pelo governo na tentativa de resolver as questões agrárias no Brasil. Até agora não conseguimos visualizar, na grande maioria dos projetos de assentamentos nenhuma melhoria de qualidade de vida dos assentados. Os trabalhadores continuam pobres e a tendência é que isso se agrave, após o PRONAF, nessa condição contrairam dividas que jamais conseguirâo pagar E agora? além de pobres endividados . Fico me perguntando a quem interessa o fracasso da reforma agrária ? é intencional ou falta de competencia do governo e seus órgãos regionais responsáveis pela execussão das responsabilidades legais de aplicação desses recursos ? E as empresas particulares, elaboradoras de projetos, ou melhor, xerocadoras de projetos, é isso que elas fazem..., ou não? que junto com as casas de créditos, estão implantando projetos nas comunidades sem nenhum estudo de viabilidade econômica a partir da realidade de cada região; sem a mínima discussão prévia com os trabalhadores, onde sua opinião é a que menos vale no processo e que ele não tem o direito de escolher um futuro melhor para sua família . Um estudo de mercado, nem se fala... Para quem e como vender sua possível produção, acredito que estimada no projeto, tudo isso é secundário. Acho que é mais cômodo para os técnicos do banco analizarem a proposta do projeto , quando todos são iguais, pois não exige competência para isso, apenas uma boa memória para decorar os ídices técnicos estimados. Enfim, os trabalhadores estão sendo conduzidos como animais , trabalhando apenas pelo que comem, sem nenhuma pespectiva de crescimento produtivo, sem receber uma educação de qualidade que seja realmente voltada para suas condições de vida (área rural) respeitando e vivendo cordialmente com a natureza, sem degradação, sem causarem grandes impactos que muitas vezes são irreversíveis, vivendo totalmente abandonados em verdadeiras favelas rurais. Visitei assentamentos que se bem pensar ali só vai quem tem negócios, mas pergunto. Que tipo de negócios se pode ter em lugares como esses? A grande bandeira dos governos ao longo dos anos tem sido " Combater a Exclusão Social" que maravilha...! É fantástico... ! teoricamente sim, mas, entendo que esse termo tem significados a "gosto do frequês" Talvez possamos escolher algum que possa representar bem o que quero dizer: " Tirar as famílias das proximidades dos grandes centros e jogá-los bem longe, lá onde o judas perdeu as botas'" sem água potável, sem saneamento básico, sem condições de socorro em momento de doenças, sem segurança, sem estradas e transportes, sem escola, sem... sem... sem... talvez seja essa a forma de solucionar a exclusão social. Será que é isso mesmo? Desculpem, talvez esteja enganado... Mas analize comigo... " Aquí na cidade eles são considerados excluídos, ao contrário de lá que todos estarão na mesma situação , é tudo igual mesmo... sem água... sem... sem... Uma condição comum a todos, não é verdade?". " Saiba que não há exclusão onde há igualdade de condições... Lá é assim. Um mundo só deles. Estou certo ou errado? É claro que reconhecemos que nessas comunidades existem pessoas que até merecem tudo isso e até mais um pouco, mas posso garantir que também tem muita gente boa , trabalhadora e honesta que tenta desesperadamente viver dignamente com sua familia, trabalhando e enfrentado seus medos , limites e incertezas. Vegetando regados apenas por acreditar que existe Deus e que a qualquer momento um milagre possa acontecer, embora nem saiba rezar. Produzir nessas condições é conseguir apenas o suficente para comer , isso quando o que produz não se resume apenas na quantidade suficente para devolver a semente que plantou. Essa condição não nos permite chamar de " agricultura de subsistência" e sim de "agricultura de resistência". Grato pela oportunidade. Parabéns pela iniciativa. Contatos: gtecagro@yahoo.com.br

28/02/2005 18:59:58
euclides de oliveira pinto neto

Existe toda uma série de fatos históricos, desde a época que os homens passaram a viver em comunidades. Temos que entender que a ascensão do povo à terra, deu-se há pouco mais de 200 anos, no antigo continente (Europa). Os grandes impérios baseados na realeza e na nobreza, detentoras dos meios de produção, mantinham os povos numa situação quase de escravidão, sonegando-lhes todos os direitos, principalmente à propriedade. Os vassalos trabalhavam duramente, repartindo sua produção com os "nobres", que se ocupavam da "proteção" dos municipes. Percebe-se que a propriedade da terra sempre foi um grande estimulador para levantar as massas, mesmo que as motivações e interesses fossem variados. Tais problemas já foram razoavelmente resolvidos na Europa, mas nas colonias (caso do Brasil) o sistema de distribuição de terras sempre atendeu aos interesses dos governantes. Com a vitória do Movimento Comunista na Russia, em 1917, tentou-se implantar um processo de coletivização da produção agricola, com o Estado tentando gerir toda a economia, centralmente dirigida. O resultado, todo mundo conhece. Não vamos esquecer que, para a falência do sistema coletivista da União Soviética, muito contribuiu a "ajuda" sionista anglo-norteamericana; mesmo assim, o sistema comunista estaria fadado ao insucesso, pelas suas próprias contradições. No Brasil, os movimentos iniciados na década de 60, buscando adoção mais rápida da reforma agrária, juntamente com outros argumentos objeto de politica externa do nosso "irmão do norte", promoveu a substituição de governos eleitos popularmente, por ditaduras militares, impostas goela abaixo, com todo o apoio da "midia". Esta atitude geopolítica do "grande irmão do norte" tinha diversos objetivos específicos, dentre os quais ressalta a intenção de substitur a agricultura convencional, praticada nos países da América Latrina, por uma nova forma de agricultura, altamente utilizadora de insumos e capital, denominada "Revolução Verde". Esse conceito idiota destinava-se a produzir grãos para exportação, e com o apoio dos governos militares foi imposto o maior processo de transferência de pessoas para os centros urbanos, baseados em propagandas enganosas e promessas impossiveis de serem cumpridas. Vemos hoje o resultado dessa criminosa manipulação promovida pelos "governos" militares, que gerou a formação de guetos de miséria no entorno dos grandes centros. A simples desapropriação de áreas e entrega aos colonos para "assentamentos" não é solução viável para ninguém. O "mercado" hoje é manipulado pelas grandes empresas multinacionais, que são "donas" das industrias de beneficiamento, da rede de distribuição (desde a logistica de transportes até os pontos de venda), do induzimento ao consumo (através de propaganda maciça nos "veículos de comunicação"), ou seja, uma bem orquestrada manipulação. Como o povo brasileiro encontra-se em estado letárgico, hipnotizado pela mídia e muito preocupado com o próximo capítulo da novela das 6, das 7, das 8 e das 10, além de programas muito educativos sobre quem está comendo quem, e outras baixarias deste tipo, não se pode esperar grande coisa do povo... Recentemente, o Grupo Itamarati, que possuia uma fazenda de 50.000 hectares em Mato Grosso, num acordo com o Governo para pagamento de dívidas, entregou a fazenda Itamarati para ser criado um assentamento de reforma agrária. Os novos assentados, além de receberem uma "cesta básica" do (des) Governo, ainda arrendaram a terra recebida para plantadores de soja.... ou seja, ficou completamente desvirtuada a finalidade do assentamento realizado. Culpa deles ? Dificil afirmar. Será que foram capacitados ? Existe disponibilidade de financiamento para eles ? Existe um modelo de produção e colocação no mercado consumidor ? Existe assistência técnica eficiente através dos órgãos federais, estaduais e municipais ? Ou tudo isso que falam diariamente na imprensa não passa de "abobrinhas", ao mesmo tempo que forçam a implantação da "agricultura transgênica", monopólio das empresas multinacionais, que estão adquirindo todas as fábricas de sementes... possivelmente para fechar...e implantar suas variedades transgênicas...aí o agricultor será refém dos canalhas... e nossos "ministros" não sabem.... não conhecem... nunca ouviram falar.... Então, meus caros, produção nos assentamentos só depois de muita porrada nos interesses escusos que permeiam o setor... Até lá, vamos ficar discutindo sexo dos anjos, falando de detalhes, quando o fato essencial não é abordado...

05/12/2007 06:39:36
Emerson Merchides de Carvalho

sou Emerson (CERCA-Central Regional de Cooperação Agricola)www.cerca.agr.br, a reforma agraria deve ser um conjunto de ações, ocorre que no Brasil essas ações estão esfacelada fragilizando o processo e tornando uma população de agricultores individado e sujeito a falencia. temos tentado por varios caminho viabilizar o programa de ATES, acessoria social e ambiental pois a assistencia tecnica de forma comprometida e seria, é, e será a grande ferramenta para alavancar a produção com projetos alternativos de produção, saindo assim do sistema tradicional, visando renda. alem da cultura de subsistencia, é necessario que o governo faça investimento de forma correta , pois a agricultura familiar é um potente canal de produção, quanto as mazelas que ocorre nesse meio é necessario separar o joio do trigo mas tambem é importante (cuidar do trigo).

30/07/2009 22:10:43
Wander Gordiano

Olá Pessoal!!! O comentário a seguir é de inteira responsabilidade deste internauta e Produtor Rural. Um governo que prega igualdade para todos, mas tenta impor condições e ou restrições aos direitos das pessoas, sem ouví-las!!! . A tentativa de impor medidas que controlem a produtividade rural, sob pena de tomar as propriedades que não atingirem níveis ditados por alguém despreparado ou com má intenção e ainda mais entregando-as a outros parece como cuspir para cima. Produção em assentamento inexiste senhores!!! O que se configura são atitudes eleitoreiras e sem qualquer escrúpulo. Acreditei e votei nesse governo, mas com uma dessas entre muitas outras fica difícil!!!! Wander Gordiano

17/09/2009 11:15:37
Publio Bonin

A reforma agraria só funcionara se as premissas forem observadas.(Terra para quem quer plantar).
Quem recebe não sabe nem pode plantar porque não dispoe de meios tecnicos e finaneiros para tal.
Ele vê a terra como um valor recebe por participar do movimento.
Estão individados por isso.
Em Quedas do Iguaçu as terras da Araupel foram divididas entre assentados que alugam para agricultores fazerem o plantio, ficando a disposição para acompanharem os protestos.
As terras desapropriadas deviam servir para todos plantarem de acordo com a capacidade familiar.
Não deveriam ser transferidas ou comercializadas com acontece hoje em dia onde os agricultores locais acabam substituindo os assentado do MST
Mesmo onde a terra é fértil não se ve disposição de cultivar a terra
A reserva legal coberta de araucaria foi explorada e quem foi penalizado ofram as pessoas que adquiriram esta maneira.
O tratamento diferenciado que os orgão ambientais dão aos assentados favorecem a exploração do recursos florestai que deviam ser preservado.
Quando existe penalização é nós que pagamos porque o IBAMA multa o INCRA.
Alem do mais nestes assentamentos só podem entrar pessoas que sejam convidadas.

13/01/2011 11:20:21

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