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Despescas

O termo despesca é utilizado, na aqüicultura, para definir a operação de retirada do organismo cultivado do viveiro quando este o tamanho comercial. No caso do camarão, o tamanho comercial é de 30 gramas, salvo outras preferências de mercados locais. Tal peso é atingido, geralmente, no sexto mes de cultivo, dependendo da temperatura da região e do manejo empregado. mesmo antes do sexto mes, pode existir uma grande parcela de animais dentro da faixa ideal de peso para venda. Isto acontece, devido crescimento heterogêneo bastante comum na população de camarões. Assim, recomenda-se operação de despesca em duas modalidades distinta: despescas seletivas e despesca total.

Despesca seletiva

Através das biometrias, o criador poderá ter noção da fase de crescimento dos camarões. Quando o peso comercial começar a ser atingido, inicia-se a operação de despesca seletiva:

Procedimento

Uma operação de arrasto de rede deve ser realizada, nas primeiras horas da manhã, com o viveiro previamente drenado em 1/3 da capacidade de água (restando 2/3 da profundidade normal).

Tal operação deverá ser efetuada com rede seletiva de 25 mm de malha, introduzida em toda a largura do viveiro e puxada no sentido da drenagem para o abastecimento.

Desta forma, somente os camarões maiores serão capturados, o que proporcionará um crescimento mais acelerado aos camarões menores que remanescerem no viveiro.

Esta operação poderá ser realizada por, aproximadamente, quatro vezes, com intervalo médio de 20 dias.

Despesca total

É efetuada depois de esgotadas toda a despesca seletiva, através da drenagem total do viveiro, acompanhada por arrastos de rede e seguida da captura dos camarões na altura do cano de drenagem da comporta de escoamento. Desta maneira, com a finalização da safra, o viveiro fica disponível para outro povoamento.

Procedimento

Nas primeiras horas da manhã, o viveiro previamente drenado deverá ser totalmente esvaziado, através da abertura de todas as comportas do monge. Ao mesmo tempo, promove-se o arrasto com rede de 10 mm de abertura de malha (TABELA 2) puxada no sentido do abastecimento para a drenagem.

Nesta operação, recomenda-se a instalação de um saco de rede (malha 3 mm) no cano de descarga do monge, ou a colocação de caixas vazadas de PVC, para captura dos camarões que saírem juntamente com a água drenada.

Tratamento e preservação da carne

Após a despesca, recomenda-se que o camarão passe pelos processos de desinfecção e abate o mais rápido possível, evitando-se problemas com deterioração da carne.

Resfriamento, congelamento, pré-cozimento, salga e defumação técnicas de processamento passíveis de utilização para estes produtos.

De todas as técnicas disponíveis, as mais praticadas envolvem processamento do camarão inteiro, vendido na forma fresca, ou embalado nas formas resfriadas ou congeladas.

Desinfecção

Com os camarões dispostos em caixas vazadas ou cestas de arame, deve-se proceder ao banho de desinfecção, através da imersão e agitação dos recipientes vazados, em água limpa, contendo 5 ppm de cloro por, aproximadamente, três minutos.

Abate

O mesmo procedimento da desinfecção deverá ser realizado com os camarões na técnica de abate, através da imersão dos recipientes vazados, em água contendo bastante gelo picado, de tal forma a manter a temperatura entre 20ºC e 30ºC. Após, aproximadamente, três minutos de imersão, os camarões estarão mortos por choque térmico e prontos para serem comercializados frescos ou processados através de técnicas de congelamento, pré-cozimento, etc.

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