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Controle de plantas invasoras

Havendo condições favoráveis de umidade e temperatura no solo, as sementes germinarão, em média, cinco dias após a semeadura. Depois da germinação, há necessidade de controlar o desenvolvimento de ervas daninhas que aparecem junto com a cultura. Se o terreno foi bem preparado e o sulco de semeadura feito de acordo com a recomendação já descrita, os cultivos, visando principalmente o controle das ervas más, poderão ser executados empregando-se o planet de cinco enxadinhas ou gradinha de dentes, que são equipamentos simples e baratos e altamente eficientes, quando corretamente usados. Em culturas mais extensas e altamente tecnificada, cultivadores de tração motora são usados com muito bom resultado, mas exige operador muito prático e habilidoso.

Os cultivadores de tração motora devem ser muito bem regulados e exigem que a semeadura tenha sido executada com muita exatidão visando o emprego desse tipo de equipamento no controle das ervas daninhas.

O uso da enxada deve ser abolido, é uma prática cara e morosa e só se justificaria para pequenas culturas. Também o emprego de instrumentos que aprofundam muito no solo, como o "bico de pato", deve ser evitado, principalmente se houver necessidade de cultivar quando as plantas já se encontrem mais desenvolvidas. Esses tipos de instrumentos causam danos ao sistema radicular das plantas, o que vem refletir negativamente sobre a produção final.

Os cultivos devem ser iniciados logo que as ervas daninhas nasçam, tendo o cuidado de não deixá-las desenvolver. Elas concorrerão com as plantinhas de milho em água e nutrientes e se crescerem demais se torna difícil o seu controle, sem causar danos à cultura de milho, que está também iniciando o crescimento. Normalmente, dependendo da infestação de ervas daninhas no terreno, dois ou três cultivos são suficientes para manter a cultura no limpo até os 34 ou 40 dias (época da adubação nitrogenada aplicada em cobertura).

Nesse primeiro período de desenvolvimento das plantas, a cultura não pode sofrer concorrência do "mato", o que é muito prejudicial à produção. Passada essa fase, via de regra, o mato não tem mais condições de concorrer com as plantas de milho devido ao seu rápido desenvolvimento e conseqüente sombreamento do solo, criando condições desfavoráveis para as ervas daninhas.

A importância da semeadura feita em sulco largo e profundo ressalta agora, principalmente, no primeiro cultivo, pois os cultivadores recomendados, além de destruírem as ervas daninhas nas entrelinhas provocam retorno de uma certa quantia de terra ao sulco original, "abafando" a sementeira que vem desenvolvendo junto da planta de milho. Essa operação evita o uso da enxada para capinar junto das plantas, o que é altamente vantajoso.

Essa pequena amontoa (chegar a terra ao pé das plantas) é também benéfica no sentido das plantas ficarem mais firmes ao solo, evitando a ação maléfica de ventos fortes que normalmente podem, provocar acamamento, o que também pode comprometer a produção.

Considerou-se até aqui apenas o cultivo mecânico. Atualmente, é possível lançar mão do cultivo químico, através de produtos generalizadamente chamados de herbicidas. Quanto ao uso de herbicidas na cultura de milho, encontra-se no comércio diferentes produtos que oferecem resultados muito bons no controle de ervas daninhas. Há limitações de ordem econômica no uso desses produtos e só devem ser aplicados sob uma supervisão técnica rigorosa.

As dosagens, regulagens corretas de aplicadores, tipos de ervas daninhas a serem combatidas, o tamanho e idade dessas ervas, tipo de solo e condições climáticas são os principais fatores a serem considerados para que uma aplicação de herbicida seja correta.

O lavrador, por medida de segurança, se optar, por alguma razão, pelo cultivo químico, deve solicitar a supervisão de um técnico. Qualquer erro de dosagem, de época de aplicação, ou mesmo de produto não adequado para as condições de sua cultura, poderá comprometer seriamente a produção ou não dar o resultado desejado. Os herbicidas, quando mal aplicados, podem ser tóxicos às plantas e ao meio ambiente.

Raleação

Como a quantia de sementes recomendada deve ser um pouco além do número de plantas que se pretende obter por unidade de área, no final do ciclo da cultura, pode haver necessidade de desbastar ou ralear, operação essa que consiste em arrancar algumas plantas para ajustar o número de plantas recomendado por metro de sulco. Essa operação de desbaste deve obedecer a certo critério no que diz respeito à época ou tamanho da planta. Pelos ensaios realizados no Instituto Agronômico de Campinas, em relação à época de desbaste, quando houver necessidade, os resultados indicam o melhor momento é que ocorra aos trinta dias após o plantio. Em terrenos muito férteis e quando as condições de umidade e calor são francamente favoráveis, talvez haja vantagem em antecipar um pouco a época do desbaste, pelo fato do crescimento das plantas ser mais rápido.

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