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Mandioca


Moléstias e Pragas

Moléstias principais

- Bacteriose ou "murcha bacteriana", causada por bactérias Xanthomonas manihotis (Arthaud Berthet) Burk.

Sintomas: murchamento das folhas; presença de áreas pardo-amareladas nos folíolos, que acabam por secar; exudação e coagulação de látex em vários pontos das ramas e pecíolos; estrias longitudinais escuras, sob a casca, no lenho. As ramas, muitas vezes, secam, parciais ou totalmente, emitindo novas brotações das partes vivas. Estas, por sua vez, são também atacadas, resultando na queda de produção de raízes e do teor de amido. As ramas se tornam impróprias ao plantio, devendo ser queimadas.

As chuvas de "pedra" contribuem para a disseminação da bacteriose, quando já existem plantas contaminadas e esparsas pela cultura. As fendas abertas pelo granizo, na casca, facilitam a penetração das bactérias arrastadas pelos borrifos da chuva. O "mandarová", lagarta comedora das folhas da mandioca, deve também atuar como agente transmissor da moléstia, uma vez que esta se alastra de maneira intensa, após um ataque daquela praga.

Controle: selecionar as ramas de culturas sadias e plantar variedades resistentes; manter a cultura sempre no limpo. No início da incidência da moléstia, nos primeiros meses, se ocorrer apenas nas porções terminais das plantas, quebram-se estas partes com as mãos, e destroem-se pelo fogo. Se ocorrerem poucas plantas contaminadas, esparsas pela cultura, na sua fase inicial, o arrancamento e a queima dessas plantas evitarão a disseminação da moléstia, a partir daquelas plantas.

-  "Superbrotamento" ou "envassouramento" ( causado por vírus)
Sintomas:  brotação excessiva em quase toda a extensão das ramas; de cada gema emergem vários brotos, os quais são raquíticos e crescem em posição paralela, bem rente às ramas; folhas cloróticas. Quando a maniva plantada já é portadora da moléstia, formam-se numerosos brotos, por gema; não passando a planta de pequena touceira "envassourada". Resulta em grande queda da produção de raízes e do seu teor de amido, o qual pode cair a menos de 10% em rendimento industrial, quando o normal é de 18 a 22%.

Controle: queimar as ramas das culturas atacadas. Plantar variedades resistentes ou usar ramas oriundas de plantação sadia.

- "Cercóspora" - A incidência do fungo Cercóspora henningsii, Allesch, nas folhas da mandioca, formando pequenas manchas pardas, cujo centro é escuro e cujo contorno é verde-amarelado, não constitui problema para as culturas, a não ser raramente. Ocorre freqüentemente nas folhas mais velhas e esporadicamente nas mais novas do ápice. Em casos severos, as plantas desfolham-se completamente. Medidas de controle parecem não ser econômicas.

Pragas principais

- "Mandorová": lagarta comedora de folhas da mandioca. Origina-se dos ovos da mariposa - Erinnys ello, L. As mariposas, cujos hábitos são noturnos, põem os ovos geralmente sobre as folhas. Dos ovos nascem, ao cabo de cinco dias, lagartas que vivem cerca de duas semanas, e são muito vorazes; alimenta-se das folhas, danificando enormemente a plantação, o que resulta num decréscimo de produção de raízes e de seu teor em amido. As lagartas, quando bem crescidas, atingem um centímetro de diâmetro e dez de comprimento. Findo o estágio larval, encrisalidam-se no chão, onde tecem casulos no meio de detritos vegetais. Das crisálidas saem as mariposas, após cerca de três semanas.

Combate: polvilhar inseticidas, ou se a cultura não se destinar à alimentação humana, pode-se empregar também BHC a 3%.

- "Brocas do caule": são larvas de algumas espécies de insetos do genero Coelosternus sp. Tais brocas ou larvas se originam de ovos postos pelos pequenos besouros sobre as porções mais novas das hastes. As larvas ao nascer penetram no caule e perfuram galerias que se enchem de serragem. Danificam seriamente as plantas, cujas hastes, atacadas, secam. As larvas são brancas, com cerca de cinco milímetros de comprimento e cabeça castanha. Ao terminar o estágio larval, constroem pequena cavidade onde se transformarão em ninfas. Antes, porém, fazem um pequeno orifício de comunicação com o exterior, para dar saída ao inseto adulto, mais tarde. Reduzem a produção de raízes e o seu teor em amido.

Controle: queimar os restos de cultura e plantar variedades menos suscetíveis. A aplicação de inseticidas na lavoura, preventivamente, não seria, talvez, econômica, pois a incidência da praga parece ser intermitente, ocorrendo em alguns anos, enquanto noutros não, e, além disso, os insetos passam despercebidos, na ocasião em que é oportuno o seu combate.

- "Larvas dos brotos": Algumas espécies de moscas, Dípteros, como Lonchea pendula (Bezzi), Anthergona excisa (Thoms), Euxesta eluta e outras, depositam os ovos nas pontas das ramas (brotos terminais); as larvas penetram na haste e perfuram galerias apenas nas porções herbáceas e tenras, produzindo exudações de látex e uma espécie de serragem. Os seus estragos resultam numa produção desordenada de brotos, num atraso de crescimento e maior ou menor queda da produção. Em geral, os ataques mais severos são nas plantas muito novas, nos meses de dezembro a fevereiro. Por isso, o melhor meio de controle, ou de diminuir os prejuízos é o plantio antecipado, de maio a julho. Controla-se a praga pulverizando a folhagem com inseticidas, conforme orientação técnica.

O controle é econômico para as plantações que se destinam ao mercado, de áreas menos extensas, e cujo produto tem cotação bem mais elevada. Retirando-se e destruindo-se, pela queima, as partes atacadas, e pulverizando-se com a fórmula já indicada, pode-se reduzir de muito a incidência de ataques subseqüentes.

- A "saúva": quando ocorre, deve ser combatida pelos métodos usuais.

- Os cupins: às vezes, determinam grande número de falhas, em virtude de perfurarem as manivas, após o plantio. Entretanto, não é muito comum a sua ocorrência. A aplicação de inseticidas, no fundo dos sulcos, antes do plantio, é indicada como medida de controle, nas áreas sujeitas ao cupim.

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