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Mandioca


Tratos culturais

A cultura precisa ser mantida no limpo até que as plantas, pelo seu desenvolvimento, sombreiem o terreno. O cultivador "PLanet" sob tração animal realiza bom trabalho durante os primeiros meses. O uso de tração motorizada é possível apenas, no início do desenvolvimento das plantas, como, por exemplo, com trator e implemento para 4 linhas. Em geral, fazem-se três a cinco capinas durante o primeiro ano e uma ou duas no segundo. Provavelmente, a primeira e a segunda capinas serão mistas, isto é, cada uma constará da passagem do cultivador entre as linhas e do uso de enxadas, entre as plantas, nas linhas. Durante o segundo ano, as capinas poderão ser apenas manuais, pelas dificuldades de penetração nas entrelinhas da cultura já desenvolvida.

Considerando que a manutenção da lavoura no limpo é uma tarefa das mais difíceis e onerosas, porém da máxima importância, deve-se, antes do plantio, cuidar da extirpação mais rigorosa quanto possível das ervas daninhas. Assim, gradeações do terreno logo após o aparecimento da sementeira estando as ervas más com poucos centímetros de altura, concorrem para diminuir a sua ocorrencia na plantação. A grama-seda diminui muito e pode mesmo desaparecer, pela execução de lavras sucessivas durante períodos de seca, no nosso inverno.

Métodos modernos de combate às ervas más e até mesmo de evitar a sua emergência, vem sendo empregados em pequena e, às vezes, em grande escala. Consistem na aplicação, por via líquida, de produtos químicos herbicidas, ora diretamente nas plantas invasoras, ora no solo antes que elas germinem.

Tais produtos, quando convenientemente aplicados, podem apresentar resultados econômicos. Um dos mais primitivos trabalhos agrícolas é, sem dúvida, a penosa e árdua tarefa de capinar com enxadas. Ela é, todavia, obrigatória para o "mato" que cresce entre as plantas nas linhas, uma vez que o das entrelinhas é facilmente capinado mecanicamente. Mas ela poderá, possivelmente, ser evitada pelo emprego de herbicidas apenas numa faixa de terra com cerca de 40cm de largura ao longo e sobre o sulco de plantio, logo após a sua cobertura. Este processo poderá evitar o aparecimento da sementeira durante longo período de tempo, de trinta ou mais dias.

Este tratamento, antes da germinação da sementeira e das plantas da cultura, é chamado de pré-emergência. Sua execução, para ser econômica e eficiente, exige técnica mais especializada, envolvendo conhecimentos de manejo de pulverizadores, dos tipos de bicos para baixo e alto volume, bem como do cálculo para distribuição dos produtos, muitas vezes mediante o uso de tabelas especiais. Para economia de água, deve-se usar bico de baixo volume com jato em leque, que abranja uma faixa de 40cm sobre o sulco recém-coberto. A aplicação pode ser mecanizada, por ocasião da cobertura dos sulcos, adaptando-se o tanque e os bicos à traseira do trator. A superfície da terra sobre o sulco deve achar-se levemente comprimida e sem torrões. Na terra, quando um tanto umidecida, os efeitos serão melhores, mas chuvas abundantes após a aplicação reduzem os seus efeitos.

Poda

Em geral, nos meses de junho ou julho, quando o mandiocal completa um ciclo vegetativo, contando de oito a doze meses de idade, costuma-se fazer a poda das plantas, cortando-se as hastes principais a 10 ou 15cm do chão. A operação é feita apenas na cultura que vai ficar para ser colhida no fim do segundo ciclo vegetativo. A poda da mandioca só se justifica em alguns casos, como quando se vai empregar a rama de ano para o plantio de novas áreas. Em localidades sujeitas a geadas, o corte é feito antes da ocorrência provável desse fenômeno climático. Pode-se, também, a cultura cujas plantas, bastante atacadas pelas brocas do caule, necessitam de uma renovação da parte aérea para atravessarem o segundo ciclo vegetativo em melhores condições fitossanitárias.

Neste caso, as ramas devem ser queimadas, a fim de combater a praga. Fora de tais circunstâncias, não se deve podar o mandiocal. No caso de cultura atacada pela bacteriose, a poda das plantas poderá melhorar a situação, mas poderá também piorá-la, porque os facões com que se cortam as ramas poderão servir de instrumento de transmissão da moléstia, das plantas afetadas às sadias.

Depois de podadas, as plantas emitirão novos brotos, em poucos dias. Aparecem, em geral, dois a tres brotos por planta. A altura da ramificação das hastes que emergem depois da poda é sempre bem maior do que a das plantas da mesma variedade com um ano, ou mesmo com dois anos e não podadas.

Em boas condições de sanidade, um mandiocal de dois anos, que foi podado no ano anterior, oferece melhor aspecto cultural, facilitando, também, mais a colheita do que um de dois anos, não podado. Em geral, a poda só beneficia a produção de raízes, quando efetuadas pelas imposições fitossanitárias já citadas. Considerando-se a possibilidade da incidência geral das pragas das ramas e folhas da mandioca, cumulativamente, durante o primeiro e o segundo ciclo vegetativo, a tendência será aconselhar a poda como meio de melhorar como material de propagação e, inclusive, a produtividade da cultura.

Avaliação da produtividade

A produção total que se vai obter, de qualquer cultura, em determinada área, está na dependência, logicamente, de muitos fatores.

Não se podendo estabelecer critérios ou leis rígidas que relacionem o estado das culturas com a produção provável, pode-se, contudo, apontar os elementos que deverão ser apreciados, no conjunto, para tal fim. Naturalmente, uma boa estimativa da colheita, à base de observações no campo, só será conseguida mediante certa prática.

Como para quase todas as culturas, deve-se levar em consideração os seguintes elementos: o "stand", ou o número de plantas que, de fato, deve existir por alqueire; o espaçamento obedecido; a variedade empregada e o seu estado fitossanitário; a idade da cultura e a época em que foi plantada; a fertilidade natural do solo e a adubação que, porventura, tenha sido feita; o desenvolvimento vegetativo e a altura que tenham atingido as plantas. No caso particular da mandioca, para efeito de um cálculo de produção, pode-se dizer que, dentro da mesma variedade, existe, em geral, uma correspondência (correlação positiva) entre a produção de raízes e as seguintes características: altura das plantas; grossura das ramas; altura do ponto de ramificação da haste principal; número e tamanho das folhas; comprimento dos pecíolos e intensidade da coloração verde da folhagem. Na realidade, tais elementos servirão, apenas, como indicadores ou meios auxiliares para o computo da produção.

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