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Pragas e Moléstias

Pragas

As pragas mais importantes são  a tripse e a lagarta-rosca, a primeira é um inseto muito pequeno, de 1 mm de comprimento, corpo delgado e longo, de cor amarelo-pardo, muito ágil, conhecido pelo tripse - Thrips tabaci Liderman. Vive nas partes invaginastes da base das folhas e se alimenta da seiva e dos grãos de clorofila.

As plantas atacadas apresentam, nas folhas, manchas acinzentadas que tomam, mais tarde, uma tonalidade prateada. Um exame dessas manchas revela a destruição dos tecidos externos. É comum, também, o aparecimento, na superfície das folhas, de pontos negros, produzidos pelo excremento dos insetos.

Quando a população de insetos é muita elevada, o que ocorre, comumente, nos períodos quentes e secos, os bulbos não se desenvolvem normalmente, as folhas se tornam amareladas e com pontas secas e retorcidas.

A Lagarta-rosca (Agrotis ypsiíon) é a larva de uma mariposa, e assim chamada por se enrolar quando tocada. É cor de terra, mede cerca de 3 cm de comprimento e 0,5 cm de diâmetro, e corta as plantas rente ao colo. Denunciam sua presença pelo aparecimento de pés caídos, pela manhã, podados junto ao chão.

Moléstias

Entre nós felizmente, poucas moléstias atacam a cebola, citaremos as principais:

- Mela: Conhecida assim no Brasil, nos Estados Unidos como  damping off, é bastante comum nos canteiros de semeação. Seu sintoma principal é o apodrecimento da base da planta, rente à superfície, bem como das raízes, tendo como conseqüência o tombamento da planta, desprendendo-se do solo a parte aérea.

Essa moléstia não é causada por um único fungo, mas por um grupo de fungos, que se aproveitam do estado de fraqueza das plantas nascidas em canteiros mal localizados, ou com semeação muito densa.

Não há um tratamento específico para o seu controle. Com o objetivo de evitar, em parte, a manifestação do mal, deve-se seguir a orientação dada para a construção dos canteiros de semeação. Convém frisar, entretanto, que local úmido e mal ensolarado, assim como aglomeração de mudas' nos canteiros, concorre para manifestação da mela.

Seu aparecimento se manifesta sob a forma de reboleiras, neste caso, deve-se suspender as regas diárias, a fim de que o fungo encontre condições adversas ao seu desenvolvimento, pois a falta de umidade interrompe sua proliferação. É conveniente efetuar uma rega com fungicidas indicados por técnico

- Podridão branca:  Manifesta-se em qualquer fase da vida da planta, ficando os próprios bulbos, depois de colhidos, sujeitos ao seu ataque.

Como a cultura da cebola atravessa a estação fria do ano, essa moléstia sobe de importância, porque o fungo causador - Sclierotium cepivorum Berk encontra, entre 18 e 24ºC, a temperatura ideal para seu desenvolvimento.

As plantas atacadas apresentam folhas amareladas e murchas, as raízes apodrecem e se destacam do bulbo, ao ser a planta arrancada, ficando na terra a coroa de raízes.

De início, as partes afetadas se recobrem de um bolor branco, com aspecto de algodão, de onde surgiu o nome podridão branca. Esse revestimento constitui o micélio do parasita, formando, depois, corpúsculos brancos, quando novos e, mais tarde, pretos e arredondados, com um quarto a meio milímetro de diâmetro, assemelhando-se à semente de agrião, o que justifica o nome podridão preta, que alguns lavradores lhe dão.

Esses corpúsculos, chamados escleródios, são os órgãos de resistência do fungo, e podem permanecer na terra por vários anos, voltando à atividade logo que as condições do meio lhes sejam propícias.

É moléstia de difícil controle, sendo todas as recomendações de ordem preventiva: escolha de terra não contaminada; uso de mudas livres da doença; rotação de cultura; destruição das plantas atacadas e eliminação dos restos da cultura.

- Queima das folhas: Muito comum nos cebolais de São Paulo, é causada por um fungo denominado Alternaria porri.

As folhas atacadas apresentam manchas pequenas, deprimidas, irregulares, esbranquiçadas e de centro arroxeado.

Decorridas duas a três semanas do aparecimento dos primeiros sintomas que são manchas escuras formadas pelos esporos, aparecem sobre a lesão órgãos de multiplicação dos fungos. As partes atacadas absorvem umidade, apodrecendo aos poucos. As folhas murcham, tombam e se tornam secas nas pontas.

É comum, nas sementeiras, encontrarem-se mudas com as pontas das folhas queimadas pala moléstia.

Os bulbos também podem ser atacados pelo fungo, que lhes causa apodrecimento, a começar pelo pescoço.

As plantas enfraquecidas sejam pelas más condições do meio, seja pelo ataque da praga tripse, são as mais sujeitas à contaminação.

O controle dessa moléstia é efetuado por meio de pulverizações preventivas com fungicidas, dissolvido à razão de 200 gramas por 100 litros de água ou conforme orientação técnica.

Como é comum o aparecimento de tripse nas partes invaginantes (talos/hastes) das folhas, convém misturar o fungicida com um dos inseticidas recomendados para o controle dessa praga, de tal forma que  obtém-se uma calda de ação dupla: fungicida e inseticida.

O fungo ataca as flores, as folhas e, especialmente, as hastes florais, ocasionando lesões claras que, depois, tomam uma tonalidade róseo-arroxeada. Com as lesões, bastante graves, as hastes florais ficam enfraquecidas, tombando.

A manifestação da moléstia, na inflorescência, se manifesta pela morte das flores e chochamento dos frutos em formação, ocasionando o que os gaúchos chamam de careca da cebola.

O controle é feito com pulverizações preventivas, recomendando-se a eliminação das partas atacadas, antes da pulverização.

Obs.: O fungo Alternaria porri, muitas vezes, é confundido com o míldio - Peronospora destructor, de características semelhantes às suas.

Convém notar que o mais importante, para o controle dessa moléstia, é o emprego de bulbos sadios e de terra nova de meia encosta, porque as baixadas são muito sujeito ao ataque do fungo.

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