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Cebola


Colheita

Uma vez completo o primeiro ciclo de plantio, o bulbo atinge o máximo desenvolvimento, as raízes morrem, as folhas murcham e a haste tomba.

Em certos casos, tais como terreno úmido ou muito rico em nitrogênio, a planta não tomba, pelo fato de a haste, também conhecida por pescoço, tornar-se demasiadamente grossa. Com um pouco de prática, o operário fica logo conhecendo a planta madura, pelo empalidecimento da coloração das folhas, ou, então, batendo com a mão na planta, que cai para o lado.

A colheita, em geral, é efetuada em três vezes, pois nem todas as plantas completam o primeiro ciclo de uma vez. As plantas colhidas são colocadas lado a lado, para secar, ficando os bulbos resguardados, pelas folhas, dos raios diretos do sol.

Se o tempo estiver firme, não se deve apressar o recolhimento das plantas arrancadas, mas deixá-las no campo até à tarde do dia seguinte. Se não houver ameaça de chuva, convém mantê-las aí por mais um dia. A permanência exagerada das plantas no campo, depois de colhidas, traz desvantagens: pode acarretar a queima ou o murchamento dos bulbos, comprometendo, assim, tanto o valor comercial do produto como o seu armazenamento.

No Rio Grande do Sul, toda a cure se processa no campo, onde as cebolas ficam cerca de 5 dias, protegidas pelas folhas, No Estado de São Paulo, seria abuso o emprego desse processo, já que as chuvas aqui são constantes no período de colheita - de meados de setembro a princípios de novembro -intensificando-se o trabalho em outubro.

Em condições normais, um hectare de terra produz de 10.000 a 12.000  quilos de cebola vendáveis. Um homem colhe e transporta mais ou menos 750 quilos de bulbos por dia.

A colheita, o amontoamento das plantas no campo e o transporte para os galpões devem ser feitos com todo o cuidado, porque os bulbos feridos ou amassados são de fácil conservação.

A cura se completa, em ranchos espaçosos e bem ventilados. Com mais dois ou três dias em tais ranchos as folhas tornam-se secas, os talos murchos, e os bulbos, enxutos, ficando a planta em condições de ser restiada.

Restiamento

Depois de convenientemente curadas, as cebolas são reunidas em réstias. Ë costume corrente começar cada réstia com os bulbos maiores, decrescendo de tamanho em direção à ponta, prática essa que não é das melhores. Seria conveniente que cada réstia tivesse bulbos de um só tamanho, o que viria a facilitar, em muito, a comercialização do produto.

De conformidade com lei federal em vigor, e segundo o diâmetro transversal, a cebola é assim classificada:

- de primeira: acima de 55 mm;
- de segunda: entre 40.55 mm;
- de terceira: entre 25.40 mm.

É chamado "tipo conserva" aquelas com diâmetro inferior a 25 mm. G claro que réstias com maiores bulbos terão menor número, para não ficarem muito compridas.

Esse critério vem sendo adotado, há muitos anos, com ótimos resultados, no Rio Grande do Sul. O restiamento é operação das mais simples: fazem-me as réstias com tábua seca e umidecida por ocasião do emprego. Para cada réstia, são usadas doze tábuas. Um homem faz, mais ou menos, cem réstias por dia.

No restiamento, além da seleção por tipo, o operário vai pondo de lado as plantas com bulbos feridos, destalados, murchos ou imaturos, que são de pouca duração e mais sujeitos ao ataque dos agentes causadores de podridão e que iriam comprometer os demais bulbos.

Armazenamento

A questão do armazenamento cresce de importância, sabendo-se que o preço da cebola cai logo após a colheita, para elevar-se novamente depois, à medida que os meses vão passando, até ao início da nova safra. Colheita de bulbos bem maduros cura perfeita e restiamento cuidadoso: eis a base de um bom armazenamento.

É de suma importância assegurar um arejamento perfeito nos depósitos, que devem ser amplo, fresco e seco. A umidade, relativa ideal para um bom armazenamento deve variar entre 70. 75ºC.

As réstias são amarradas aos pares e dependuradas em travessas de madeira roliça ou bambu, distanciadas de um metro, até a cobertura do galpão, ficando cada série um metro da seguinte.

Por meio de inspeções freqüentes, retiram-se as cebolas estragadas e brotadas, à medida que surgirem. Depois de cada inspeção, varrer muito bem o piso do depósito, não deixando restos apodrecidos de cebola, fonte de multiplicação de fungos e bactérias produtores de podridão.

As cebolas de ciclo longo duram mais que as de ciclo curto; as brancas, menos que as coloridas. As câmaras frigoríficas com temperatura regulada de 2 a 4ºC, os bulbos permanecem em boas condições, por longo tempo.

Embalagem e Transporte

Para os transportes comuns, dentro do Estado, as réstias de cebola são cuidadosamente colocadas em cammhões, formando diversas camadas. Os lavradores mais caprichosos entregam as cebolas, para o mercado, em sacos de aniagem de malha larga, cuja propriedade é de quarenta e cinco quilos. Tais sacos fornecem bom arejamento para o produto, além de torná-lo mais atrativo. Para transporte a longa distância, são empregadas caixas de madeira, de diversos formatos.

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