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Tratos

Os tratos culturais, muito limitados, resumem-se a duas ou, no máximo, três capinas, quando o terreno é muito praguejado, e a escarificações quando necessárias.

As enxadas empregadas devem ser estreitas e não muito afiadas, podendo-se utilizar aquelas já bastante gastas.

Quando o terreno é bem solto, poderá ser usado o sistema dos espanhóis que consiste num arco de barril, cujas extremidades são solidamente amarradas-na ponta de um cabo de enxada. Fica o aparelho com o tamanho e o formato aproximados de uma enxadinha, com a grande vantagem de não ferir os bulbos nem romper as raízes situadas mais à flor da terra.

Em terra leve e bem trabalhada, o emprego do cultivador manual  Planet Júnior   é bem econômico para capinar e escarificar a terra entre linhas, não deixar crescer muito o mato, pois, a máquina funcionará mal.

Nas grandes culturas, pode-se mesmo usar cultivador maior, tipo Planet, puxado por um só animal: nesse caso, as linhas de plantação devem ser espaçadas de 50 cm.

As escarificações são efetuadas quando a superfície da terra se torna dura, depois de algumas irrigações ou de dias de chuva.

A capina entre as plantas tem que ser feita à enxada, cuidadosamente, a fim de não estragar as folhas e as hastes, ou ferir os bulbos em formação. Pode se usar herbicidas para eliminar o mato.

Florescimento prematuro

As plantas que emitem hastes florais não formam bulbos, e, se o fazem, são de má qualidade, não resistindo ao armazenamento; em conseqüência, não são aceitos nos mercados, ou alcançam preço bastante reduzido.

Diversos fatores determinam o maior ou menor aparecimento de hastes florais, predominando, sem dúvida, o fator genético. Existem variedades que apresentam esse defeito em maior escala.

O desenvolvimento da planta também tem bastante influência, pois aquelas muito desenvolvidas têm mais tendência a apresentar essa anomalia do que as menores. Quanto à temperatura, nota-se que mais alta porcentagem de hastes florais ocorre após temperatura elevada, no outono, e baixa, na primavera. Um outono quente concorre para grande desenvolvimento da planta, e a combinação de planta bem desenvolvida e primavera fria fornece condições propícias à emissão das hastes florais.

Essas hastes têm maior probabilidade de surgir em solos pesados do que em leves, e em baixadas úmidas do que em encostas. Evita-se, em parte, esse mal, cortando as hastes à unha, logo que surgem.

Irrigação

Como a cebola, no Estado de São Paulo, é cultura de inverno, época em que as chuvas são escassas, será vantajoso, para suprir a falta de água, o uso de irrigações, seja por infiltração, seja por aspersão.

O gasto de água, na irrigação por infiltração, que é a mais eficiente, é de 15 a 20 litros por metro quadrado, ao passo que, na irrigação por aspersão, não vai além de 4 a 5 litros, dependendo da quantidade e da freqüência das irrigações, como é natural, do tipo de solo e da sua porcentagem de umidade.
Será de toda conveniência manter teor de umidade no solo durante todo o crescimento da planta, até o bulbo atingir o máximo desenvolvimento, quando devem ser suspensas as irrigações.

Tanto a deficiência de umidade como a umidade excessiva traz prejuízos às plantas, denunciados pelo amarelecimento das folhas. A carência de água concorre para o decréscimo de produção e retarda o amarelecimento do bulbo. A umidade excessiva favorece o engrossamento das hastes, o que dificulta o restiamento, tornando ainda os bulbos aquosos e de pouca duração.

Na irrigação por infiltração, a água é levada para a parte superior da cultura, com o emprego de bomba ou por um canal adutor, de onde partem os canais distribuidores de primeira ordem, a pleno declive, e dos quais saem os canais de irrigação, entre as linhas de plantação.

Para construção das linhas de plantação, pode-se empregar um nível sobre um trapézio de madeira, o nível de borracha ou, então, a própria água. Para isso, faz-se um sulco com uma enxada, partindo do canal a pleno declive, e com a inclinação bem próxima à linha de nível do terreno, o que se consegue observando o deslocamento da água no trecho do sulco já construído.

Em seguida, constroem-se linhas de plantação paralelas ao sulco cujo declive foi determinado pela água, até certo limite. Depois, rasga-se novo sulco, com auxilio da própria água, como o primeiro, construindo as novas linhas de plantação paralelas ao novo sulco, e assim por diante.

Os canais de irrigação devem ter um declive suave, não além de 0,25%; Maior inclinação provoca erosão, isto é, o arrastamento de partículas terrosas, prejudicando ainda a própria irrigação, devido à má distribuição de água ao longo das linhas de plantação.

Esses canais não devem passar de 8 a 10 m de comprimento, isto porque, quando muito extensos, exigem aplainamento perfeito e bastante dispendioso.

Outro sistema de irrigação por infiltração, muito usado pelos lavradores paulistas, com ótimo resultado, consiste em construir canais, com pouco declive, partindo do canal a pleno declive. Deles, saem os canais de irrigação propriamente ditos, entre as linhas de plantação, voltando em direção ao canal a pleno declive, com queda mínima, aproximada, tanto quanto possível, da horizontal; irão, pois, formar ângulo agudo com o canal de onde partem.

As linhas de plantação, nesse caso, não devem passar de 4 a 5 m de comprimento. A fim de evitar arrastamento de partículas terrosas do interior do canal distribuidor a pleno declive, formando valetas, convém colocar capim seco ou palha de arroz, transversalmente ao comprimento do canal, prendendo as pontas com terra e colocando leve camada, na terra no centro, visando assentar o capim.

Para interceptar a água no canal em declive, dirigindo-a para os canais entre as linhas de plantio, pode-se usar um saco com areia. Esses canais podem ser construídos com a aiveca do próprio cultivador. Pode-se economizar 50% do trabalho, sem grandes desvantagens, alternando as linhas de irrigação.

Para irrigação por aspersão, constroem-se, dentro da cultura, pequenos regos em declive, espaçados de 15 cm, com os percursos interrompidos por pequenos tanques, de onde será atirada água às plantas. Para as culturas maiores, há vantagem no emprego de bombas especiais, canos leves providos de junções rápidas e aspersores giratórios.

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