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Amendoim


Colheita

Maturação

A maturação das variedades atualmente cultivadas ocorre três meses após o plantio, estando a maioria das vagem em ponto de colheita aos noventa ou cem dias para a variedade tatu; 100 ou 110 dias, para a tatuí, e mais de 120 dias para o roxo.

O tempo de maturação pode variar de acordo com o clima da região, a época de plantio e as condições de clima na colheita, os tratamentos com fertilizantes e inseticidas aplicados à cultura.

Quando em plena maturação, a cultura do amendoim geralmente toma um aspecto amarelado que a identifica. A confirmação do ponto de maturação e colheita se faz arrancando ao acaso, no meio da cultura, plantas de diferentes lugares e examinando as vagens. Uma vagem madura, quando aberta, apresenta manchas escuras características na face interior das cascas em contato com as sementes, como se fora a impressão destas. Também as sementes já devem estar bem desenvolvidas e com a cor própria da variedade. Após a secagem, estas características ficam ainda mais acentuadas, com a face interna da casca bem escura e marcada, e as sernentes com a película bem carregada da cor própria. Vagens ainda verdes, além da falta de coloração das sernentes, se apresentam com a face interna das cascas completamente branca.

Contudo, nem todas as vagens de uma mesma planta ficam maduras na época da colheita, já que a floração se estende por largo período, em que há continua formação de vagens. Dessa forma, na colheita as plantas de amendoim sempre exibem vagens em todos os estágios de desenvolvimento que podem prejudicar a conservação do produto no caso de uma secagem incompleta, em particular quando feita artificialmente.

É importante o ponto de maturação para colheita. Além de maior peso e melhor secagem, aumentam o teor de óleo, que também é de melhor qualidade. O inverso, ou seja, a demora no arrancamento, causa elevada perda de vagens no solo, além da germinação de outra parte, quando há umidade suficiente.

O arrancamento das plantas se faz em dias de sol e pode ser manual (culturas pequenas, do tipo familiar) ou mecânico (com tração animal, linha por linha ou por trator). Quando o solo é bem trabalhado e leve, o manual fica facilitado, perdendo-se poucas vagens na terra. Agarram-se as ramas em feixes, movimentando-se a touceira de um lado para o outro, com movimentos leves, até que a parte da planta sob o solo se desprenda, arrancando-se, a seguir, com cuidado. Uma enxada facilita o serviço de movimento do solo, além de reduzir o número de vagens que ficam na terra.

Nas culturas de mais de um alqueire o arrancamento pode ser favorecido com o emprego de um arado comum, de aiveca, passado junto às fileiras de plantas, ou melhor, ainda, um facão de ferro, apropriado para tal, de fácil construção. Essa ferramenta é colocada na armação do arado, após retirar a aiveca e o facão. Com isto, corta-se a raiz-pivô do amendoim, tornando-se mais fácil e rápida a operação de arrancamento. Completa-se o trabalho a mão, arrancando-se e sacudindo-se as plantas para retirar a terra aderente às raízes e às vagens. A seguir, as plantas são reunidas e postas a secar, geralmente em linhas, na própria cultura. É a secagem comum, ao sol.

A colheita do amendoim, graças às máquinas modernas existentes no mercado, pode ser feita mecanicamente. Os lavradores podem aumentar sua área de plantio sem o risco de perder suas colheitas. É adaptada em trator com sistema de suspensão hidráulica e tomada de força desde 20 HP. Realiza, com total eficiência, em duas linhas, as operações de cortar, arrancar, sacudir, limpar e enfileirar. Possui todos os dispositivos de ajuste para os diferentes espaçamentos e condições de solo e lavoura. Esta escavadeira-colhedeira levanta o amendoim do chão com todo o cuidado, elimina a terra, deposita a colheita em fileiras regulares, sem perda nem acúmulo. O seu rendimento é de aproximadamente 1 alqueire num período de oito horas.

Secagem

Na secagem comum as plantas são dispostas em fileiras, com as vagens voltadas para cima. Em contato com os raios solares as vagens secam convenientemente em poucos dias, desde que não chova. Este processo, o mais utilizado, tem o inconveniente de deixar as plantas sujeitas às chuvas que ocorrem geralmente na safra das águas. Como resultado, constatam-se germinações, apodrecimento, perda de vagens, excesso de umidade no amendoim colhido ou ressecamento excessivo (prejudicial quando destinado a sementes), aflatoxina e outros casos. Para contornar em parte o problema, reúnem-se várias fileiras, estendendo-se o amendoim com a vagem completamente voltada para cima, longe do contato direto com a superfície do solo e da umidade existente.

A secagem ou cura do amendoim, qualquer que seja o processo, é uma operação da maior importância. Deve-se tomar o máximo cuidado (em geral se verifica o contrário, especialmente por razões climáticas e econômicas), pois grande parte do valor e qualidade de uma ótima cultura desta oleaginosa pode ser perdida durante essa etapa. Quando arrancada, as vagens de amendoim contêm entre 35 a 40% de umidade que necessita ser reduzida a 10% ou menos, antes de serem armazenadas com segurança. Nas zonas produtoras, devido ao processo de colheita adotado, tolera-se um teor de umidade de 13% e até mais, em anos de pequena produção ou grande procura das fabricas de óleo, o que, entretanto, é contra-indicado.

Quando se utiliza a secagem artificial, ainda feita na quase totalidade semente em fábricas de óleo, o amendoim pode murchar apenas no solo, o suficiente para um despencamento manual ou mecânico, devendo ir imediatamente para o secador. Neste caso a qualidade do produto pode ser também baixa, após a secagem, devido ao seguinte:

- Secagem demasiadamente rápida, com temperaturas acima de 35ºC, que muitas vezes causam torração, enrugamento e rachadura na casca e película das sementes e sabor desagradável.
- Secagem muito lenta, com pouco calor e ventilação, resultando muitas vezes em bolores, descoloração e rancificação das sementes.

Secagem em medas

Nesse tipo o produto fica ao sol durante um dia, mais ou menos, até murchar completamente a "ponto de feno", sendo, a seguir, amontoado em medas, onde seca gradativamente.

Tem a vantagem de proporcionar uma secagem mais lenta e uniforme, resultando em amendoim de qualidade superior, sobretudo como sementes para novos plantios. As vagens ainda não completamente maduras terminam seu ciclo na meda, aumentando desta forma também o peso e a qualidade do produto final. Após desmanchar uma moda bem feita, sobram as ramas fenadas, excelente alimento para o gado.

Para se fazer uma meda, basta deixar o amendoim arrancado secar ao sol por um dia, ficando completamente murcho, no "ponto de feno". É importante não deixar secar demais, tornando as ramas quebradiças e perdendo folhas; fincar no chão, à profundidade de 0,5 m, uma estaca de 2 m de altura; Com pedras e paus, grade de madeira e outro material fazer um suporte para as plantas, elevando-se a base da meda a um palmo do solo. Esse espaço se destina à ventilação da parte inferior da meda e ao isolamento contra a umidade do solo; Arrumar as plantas já murchas, com as vagens voltadas para dentro, não se encostando à estaca para permitir a circulação do ar e o completo secamento; Arrumar um chapéu de sapé ou capim na ponta da meda para evitar a entrada da água da chuva.

Depois de três ou quatro semanas o amendoim está em condições de ser despencado. Nessa oportunidade desmancham-se as medas, faz-se o despencamento e aproveita-se a folhagem seca para a alimentação animal.
Quando se efetua o despencamento mecanicamente, as medas não necessitam ser tão bem feitas, pois nesse caso as ramas podem ser jogadas de qualquer maneira nas máquinas. Entretanto, medas mal executadas podem não evitar a entrada de água, quando então o feno se perde, podendo mesmo prejudicar a qualidade das vagens, por escurecimento generalizado do produto.

Dependendo do tamanho da meda, cada alqueire leva aproximadamente cinqüenta medas, distanciadas umas das outras.

O despencamento manual se executa batendo um feixe de amendoim seco contra a borda de um jacá provido de um pedaço de madeira para maior eficiência. A batedura é feita por operários no próprio campo, em regime de empreitada, onde trabalham com toda a família, despencando, abanando em peneiras e ensacando a seguir. Após a batedura, o amendoim ainda com excesso de umidade pode tomar algumas horas de sol em terreno ou continuar a secagem em secadores antes de ser entregue às fábricas.

Problemas da colheita

O resultado da necessidade de facilitar sobremaneira a colheita já se fez notar pela introdução de máquinas para a colheita e para a batedura do amendoim. Nas observações de campo, pode-se verificar que o funcionamento da batedeira está condicionado ao seu grau de umidade, ou seja, o rendimento da máquina é maior quando o amendoim colhido se encontra bem seco.

Acontece, porém, que na colheita do amendoim das águas essa condição é mais difícil, razão por que o arrancamento a máquina e o posterior acondicionamento em medas permite não só a obtenção de amendoim de melhor qualidade, de baixa infestação de aflotoxina como também um melhor rendimento. Nestas condições o lavrador poderá aproveitar a rama seca como feno e processar o despencamento quando melhor lhe convier.

A máquina de arrancar, colhedeira acoplada com enleiradeira, apresentou resultados satisfatórios, colhendo e enleirando. O amendoim enleirado, após dois ou três dias de sol, pode ser batido mecanicamente.

Guarda das sementes: O amendoim se conserva por vários meses sem perda do poder germinativo ou de suas qualidades para óleos, quando convenientemente armazenado.

Os armazéns devem ser bem secos e ventilados com as vagens ensacadas ou a granel, desinfetados com inseticidas apropriados. Quando ensacadas, as pilhas têm de ser baixas, para evitar quebra e esmagamento de vagens. No armazenamento a granel obtém-se melhores resultados com o amendoim distribuído em várias camadas isoladas umas das outras, em prateleiras previamente tratadas com inseticidas adequados. O teor de umidade das vagens não deve ser superior a 10%.

O amendoim destinado ao plantio pode ser também armazenado sem casca, por vários meses, mediante tratamento com fungicida, com desinfetante de sementes e correto armazenamento. Guardam-se as sementes em sacos plásticos (para 15 Kg) fechados manualmente.

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